‘Batida em T’: teste inédito da Mercedes avalia colisão perigosa para carros elétricos
Impacto lateral deixa pouco espaço para absorver energia e atinge a bateria instalada sob o assoalho; no CLA elétrico, ela saiu intacta
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 23/10/2026 às 09h00
Atualizado em 23/10/2026 às 09h15
A Mercedes-Benz fez um teste de colisão que nenhuma lei nem programa de avaliação de segurança exige: lançou um carro contra a lateral de outro, os dois em movimento a 56 km/h e sem frear, na chamada batida em T.
Segundo a marca, é o primeiro teste público de impacto lateral em alta velocidade entre dois carros de produção, feito para reproduzir uma batida em cruzamento.
Um CLA Shooting Brake híbrido atingiu a porta do motorista de um CLA 100% elétrico. Cada um pesa mais de 2 toneladas.
Dentro deles, oito manequins de teste de colisão representavam quatro adultos e quatro crianças.

Por que o teste é diferente
Nos testes oficiais, o carro avaliado fica parado e é atingido por uma barreira deformável montada sobre um carrinho. No Latin NCAP, que avalia carros vendidos no Brasil e no restante da América Latina, essa barreira pesa 1.400 kg e bate a 60 km/h.
No ensaio da Mercedes, quem bate é um carro de verdade, mais pesado que a barreira, e o veículo atingido também está em movimento, como acontece na rua.
A batida em T é uma das mais perigosas porque a lateral do veículo tem muito menos espaço que a frente para absorver a energia do choque.
Segundo a Mercedes, cerca de um quarto dos acidentes com vítimas são colisões laterais, e 56 km/h está no topo da faixa de velocidade das batidas graves em cruzamentos.
Como é praxe nesse tipo de ensaio, ninguém freou. No dia a dia, entretanto, os assistentes de condução do CLA ajudariam a evitar a batida ou a reduzir sua força.
Cabines e bateria intactas
As cabines dos dois carros mantiveram a forma, e as medições dos oito manequins ficaram abaixo dos limites biomecânicos, usados para avaliar a proteção dos ocupantes.
Segundo a fabricante, os dados de até 150 pontos de medição por manequim indicam baixo risco de ferimentos graves ou fatais.
A bateria do CLA elétrico, instalada sob o assoalho e exposta ao golpe direto na lateral, também ficou intacta. O sistema de alta tensão se desligou automaticamente, o que reduz o risco de choque elétrico para ocupantes e equipes de resgate.
Cada novo modelo da Mercedes passa por cerca de 15 mil simulações por computador e 150 testes físicos de colisão.
Desde 1969, a marca também analisou cerca de 6 mil acidentes reais, abordagem que chama de Real-Life Safety (segurança na vida real).
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
