Carregadores de carros elétricos viram fonte de renda extra para donos de comércio e estacionamentos

Empresa instala e opera a estação sem cobrar do parceiro, que fica com participação em cada recarga; meta é 1 MW até outubro

copia neocharge
Condomínio pode ganhar dinheiro com carregador de carro elétrico (Foto: NeoCharge | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/08/2026 às 20h00

A NeoCharge quer convencer condomínios e comércios de que um carregador de carro elétrico pode virar linha de receita. Pelo programa NeoCharge Eletropostos, a empresa instala e opera a estação sem cobrar nada do parceiro, que passa a receber uma participação sobre cada recarga feita no local. A meta é chegar a 1 MW de operação instalada até outubro de 2026.

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FotoDivulgação NeoCharge
Foto: NeoCharge | Divulgação

O pacote inclui análise de viabilidade técnica sem custo, fornecimento dos equipamentos, execução da infraestrutura e operação da estação. Há ainda reembolso integral da energia consumida, o que significa que o empreendimento não paga investimento, instalação, operação nem a conta de luz das recargas.

A empresa não informou, no entanto, qual é o percentual da participação repassada ao parceiro, o prazo dos contratos nem a tarifa cobrada do motorista, informações que definem o tamanho real do ganho.

“O carregamento de veículos elétricos deixou de ser apenas uma infraestrutura de apoio e passou a representar uma oportunidade de negócio”, afirma Guilherme Brambilla, diretor de expansão da NeoCharge.

O argumento do fluxo de clientes

A tese comercial se apoia em um dado externo. Segundo levantamento da EVgo, operadora americana de recarga, cerca de 80% dos motoristas fazem compras ou usam serviços próximos enquanto o carro carrega. Na leitura da NeoCharge, isso se traduz em mais circulação de pessoas, permanência mais longa e gasto médio maior por cliente.

Foto Divulgação NeoCharge
Foto: NeoCharge | Divulgação

Os dois casos apresentados

O exemplo mais detalhado é o condomínio Madison Park, em Alphaville, São Paulo. Depois da instalação de dois carregadores, os equipamentos ficam em uso 35% do tempo, ou cerca de 8,5 horas por dia, índice que a NeoCharge diz ser 20% superior à média do mercado.

Foto Divulgação NeoCharge Eletropostos
Foto: NeoCharge | Divulgação

“Percebemos que cada vez mais moradores estavam migrando para veículos elétricos e híbridos”, afirma o síndico Fernando Toledo. Segundo ele, a adesão foi bem recebida e não houve reclamações de condôminos.

O segundo caso é a JoaSol, empresa de equipamentos para energia solar de Joanópolis, no interior paulista. O proprietário, Rafael Donizete, diz que o retorno foi além da receita das recargas, com aumento de visibilidade e do tempo de permanência dos clientes no local.

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