Após prejuízos bilionários, CEOs de montadoras recebem fortunas de bônus

Enquanto as montadoras somam perdas de bilhões com a transição energética, os pacotes de ações garantiram a manutenção da riqueza de seus diretores

Ceos de detroit recebem bônus milionários mesmo após prejuízos bilionários
Mary Barra manteve a alta remuneração baseada em metas de longo prazo da General Motors (Fotomontagem: Tom Schuenk)
Por Tom Schuenk
Publicado em 04/05/2026 às 06h00

As três gigantes de Detroit, General Motors, Ford e Stellantis,  encerraram o ano de 2025 com prejuízos bilionários e revisões drásticas em seus planos de eletrificação. No entanto, o cenário financeiro negativo das montadoras não impediu que seus principais executivos recebessem aumentos de remuneração, impulsionados por bonificações em ações e mudanças estratégicas nas metas de produtividade.

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General Motors e a liderança de remuneração

A GM registrou um impacto negativo de US$ 7,9 bilhões (R$ 39,89 bilhões) devido à redução de investimentos no setor de elétricos. Ainda assim, a CEO Mary Barra recebeu US$ 29,9 milhões (R$ 150,9 milhões), uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior. O valor foi impulsionado por bonificações em ações. Curiosamente, ela não foi a mais bem paga da companhia: Sterling Anderson, diretor de produtos, recebeu US$ 40,3 milhões (R$ 203,5 milhões), valor inflado por bônus de contratação.

Ford: alteração de metas para garantir bônus

A Ford enfrentou seu pior prejuízo desde 2008, totalizando US$ 8,2 bilhões (R$ 41,41 bilhões), além de baixas contábeis de US$ 19,5 bilhões (R$ 98,47 bilhões). Mesmo assim, o salário de Jim Farley, CEO da empresa, subiu 11%, atingindo US$ 27,5 milhões (R$ 138,87 milhões). Para viabilizar esse pagamento, a montadora alterou as regras de bonificação: as metas, que antes eram restritas a veículos 100% elétricos, passaram a incluir híbridos e outros eletrificados.

Stellantis e o custo da eletrificação

A Stellantis registrou o maior prejuízo nominal do grupo, com perdas de US$ 26,2 bilhões (R$ 132,31 bilhões) atribuídas a investimentos excessivos em eletrificação. O CEO Antonio Filosa, que assumiu o cargo no decorrer do ano, recebeu US$ 6,37 milhões (R$ 32,16 milhões) referentes apenas ao segundo semestre de 2025.

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