Inteligência Artifical vai além do entretenimento e é aplicada até em conjuntos híbridos para otimizar a economia de combustível
O Salão de Pequim 2026 escancarou o abismo tecnológico entre as montadoras ocidentais, as japonesas e as coreanas — as chamadas “tradicionais” — e as fabricantes chinesas. Tecnologias vistas como disruptivas, como a Inteligência Artificial (IA), já foram incorporadas ao desenvolvimento de novos modelos e ao gerenciamento de energia e consumo de combustível.
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O Geely Group, por exemplo, apresentou recentemente o conjunto híbrido i-HEV Intelligent Hybrid, tecnologia que integra sistemas de propulsão a combustão e elétrica. O sistema utiliza a arquitetura eletrônica GEEA 3.0 e o modelo de processamento de dados Xingrui AI Cloud Power 2.0, incorporando algoritmos de chassi digital baseados em inteligência artificial.
O desenvolvimento do motor foi realizado sob o sistema “Joule Project”, resultando em uma eficiência térmica de 48,41%. Segundo a fabricante, o índice de consumo de combustível é 12% menor que a média atual do segmento.
Em testes de rodagem, o modelo Emgrand equipado com a tecnologia i-HEV registrou consumo de 45,05 km/l. O número foi ratificado pelo Guinness World Record como o menor consumo para um veículo híbrido (HEV).

O conjunto motor fornece uma potência de 313 cv. O sistema permite a tração exclusivamente elétrica em velocidades de até 66 km/h. A configuração técnica prioriza a redução de níveis de ruído, vibração e aspereza (NVH) por meio da gestão eletrônica do torque do motor.
A tecnologia híbrida inteligente i-HEV da Geely está definida para ser totalmente integrada em toda a linha da Geely Auto. Em 2026, a fabricante planeja lançar sucessivamente 4 a 5 modelos híbridos inteligentes totalmente novos.
No Salão de Pequim, a Geely Auto revelou a primeira Arquitetura Nativa Off-road para veículos de Nova Energia (NEV) do mundo — ou seja, a primeira plataforma NEV desenvolvida exclusivamente para esse propósito. De acordo com a marca, “a nova arquitetura é resultado de 40 anos de pesquisa e expertise técnica e uma visão estratégica global”.
Potencializada pelo ecossistema de IA abrangente da Geely, apresenta capacidades como distribuição inteligente de torque impulsionada por IA, modos inteligentes para todos os terrenos, regeneração inteligente de veículos com um toque e ajuste ativo da carroceria assistido por Inteligência Artificial.

A segurança para a condução off-road é garantida por meio de recursos como um design de bateria recuado e uma estrutura protetora de seis camadas em sua base. Ainda conta com uma distribuição de carga por eixo dianteiro e traseiro de 50:50.
Além disso, um design que separa fisicamente os sistemas de combustível, elétrico e de arrefecimento elimina riscos de incêndio associados à mistura de fluidos e componentes de alta tensão, para permitir um nível elevado de garantia de segurança. Adicionalmente, esta arquitetura oferece amplo espaço para acomodar baterias e tanques de combustível maiores.
Mais de 1.000 cv de potência
Em termos de desempenho off-road, os veículos desenvolvidos na arquitetura vêm com um motor P3 de alta potência na frente e motores independentes duplos P4 nas rodas traseiras. Esta configuração oferece uma potência combinada superior a 1.000 cv e um tempo de aceleração de 0 a 100 km/h na faixa dos 4 segundos, um desempenho comparável a veículos de luxo que custam milhões.
O sistema de três motores trabalha em conjunto com o sistema de detecção abrangente do veículo para permitir a distribuição inteligente de torque impulsionada por IA para cada roda. O bloqueio do diferencial traseiro e os dois motores da parte de trás podem ser engatados automaticamente e com rapidez, permitindo que o veículo supere facilmente situações mais complexas fora de estrada.
Além disso, características como um chassi integrado com carroceria sobre estrutura, suspensão de duplo triângulo na dianteira e traseira, e um sistema de gestão térmica off-road dedicado garantem, segundo a Geely, “uma capacidade de transposição superior e uma excelente dinâmica de condução”.
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Aumento de eletrônica embarcada implica em riscos maiores de falhas e manutenções, que passam a ser especializadas e vem com aumento de custos implícitos. Para otimização do trem de força é interessante pois beneficia o consumo e redução de ruídos. Para entretenimento e funções periféricas (manutenção do veículo na faixa de rolagem por exemplo) é discutível.
Vivi, pra ver esse monte de fabricantes ” nacionais” de carroças, vendidas a preços de limusines, em PÂNICO TOTAL, com os carros chineses, elétricos ou não.Avante, China! Quero mais é que essa turma, cheia de pose e de carestia, SE EXPLODA!
Fantástica a tecnologia embutida nos carros chineses, mas ao mesmo tempo, tudo isso pode ser uma tremenda dor de cabeça, pois o pós venda dos chineses não costuma ter boa reputação. E imagine toda essa tecnologia funcionando a contento daqui 5 ou 10 anos? Quando os taxistas começarem a usar esses modelos em peso, aí acho que dá pra ter um parâmetro sobre o quão confiáveis os carros e as marcas serão.
Pois é. O grande desafio da eletrônica abundante e em grande escala é saber o quanto e em que condições a sua eficiência é durável e confiável através do tempo.
Temos veiculos com tecnologias dos anos 90 rodando normalmemte até hoje, mesmo velhos.
Assim será também com a IA e companhia??? A conferir…
Uai, vocês vivem em Cuba pra ficar abanando carro de 20, 30 anos no dia a dia? A China, como o Japão trata carro de 10 anos como sucata e fazem o que nem sonhamos aqui que é tirar o carro velho da rua via reciclagem. Por isso que não se preocupam como vão estar esses carros daqui a algumas décadas. E quanto a táxi, na China já tem milhões de carros assim pra chover de praça no mesmo esquema
Tem razão, Sam..
Eu me esqueci que o Brasil é um daqueles paises do prineiro-mundo, aonde só rodam veiculos com menos de dez anos, e que qualquer brasileiro(a) consegue comprar um veículo zero-km na hora que bem entender.