Depois da Renault no Brasil, Geely pode assumir fábrica da Ford na Europa

Negociação avançada na Espanha prevê produção do chinês Geely EX2 e de um novo modelo da Ford para substituir o Focus a partir de 2027

fabrica ford valencia
O acordo, se aprovado, pode transformar a fábrica de Valência em polo de veículos elétricos e híbridos (Foto: Ford | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 11/05/2026 às 22h00

A Ford e a chinesa Geely estão em negociações avançadas para a cessão de parte da fábrica de Valência, na Espanha, segundo o jornal La Tribuna de Automoción. O acordo, que envolve o uso de uma das linhas de montagem hoje subutilizadas, permitiria que a gigante asiática produzisse veículos em solo europeu pela primeira vez, contornando as recentes tarifas de 18,8% impostas pela União Europeia aos carros elétricos fabricados na China.

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Pelo desenho atual da parceria, a Geely — que controla marcas como Volvo e Zeekr — assumiria a “unidade de carroceria 3” da planta espanhola. O espaço está ocioso desde o fim da produção dos modelos Mondeo, Galaxy e S-Max. Atualmente, Valência opera apenas com o SUV Kuga, com volume significativamente abaixo de sua capacidade instalada de 300 mil unidades anuais.

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O projeto industrial prevê a utilização da arquitetura modular GEA da Geely, voltada a veículos elétricos e híbridos plug-in. O primeiro modelo cotado para a linha espanhola é o crossover Geely EX2, equipado com propulsor de 218 cv e 32,6 kgfm. A estratégia repete movimentos de outras montadoras chinesas, como a Chery e a BYD, que buscam parcerias locais para nacionalizar a produção na zona do euro.

Para a Ford, o acerto é vital para garantir a sustentabilidade da unidade após o encerramento do Focus. Fontes do setor indicam que a montadora norte-americana pode, inclusive, utilizar a plataforma da parceira para viabilizar seu próprio novo crossover eletrificado, previsto para 2027. Inicialmente planejado sobre a base C2, o modelo passaria a utilizar a tecnologia chinesa para reduzir custos de escala e acelerar a transição energética da marca na região.

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