Ele comprou um tanque de guerra na internet e encontrou R$ 13 milhões em ouro dentro do veículo

Colecionador entregou as barras à polícia e ficou sem recompensa; metal teria sido saqueado do Kuwait por soldados iraquianos em 1990

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Nick Mead registrou o momento em que as barras de ouro foram retiradas de dentro do compartimento de diesel do blindado (Foto: Tanks-alot | Reprodução)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 13/05/2026 às 19h00

O colecionador britânico Nick Mead, proprietário da empresa especializada em veículos militares Tanks-a-Lot, protagonizou uma das descobertas mais lucrativas — e frustrantes — do mercado de antiguidades. Ao restaurar um tanque Type 69, versão chinesa do soviético T-54, comprado no eBay por cerca de 35 mil euros (R$ 203 mil), Mead encontrou cinco barras de ouro ocultas no reservatório de combustível. O tesouro, avaliado em US$ 2,5 milhões (R$ 12,6 milhões), acabou confiscado pelas autoridades britânicas.

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O blindado em questão pertenceu ao exército iraquiano e foi capturado por tropas britânicas durante a Guerra do Golfo (1990-1991). A principal hipótese é que o ouro tenha sido saqueado do Banco Central do Kuwait durante a invasão iraquiana e escondido no tanque de combustível para transporte clandestino. O vendedor anterior, Joe Hewes, chegou a realizar reparos mecânicos no veículo, mas nunca inspecionou o reservatório interno.

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Ao se depararem com o metal maciço durante a desmontagem, Mead e seu mecânico decidiram filmar a descoberta e, logo em seguida, contataram a polícia de Northamptonshire. A cautela teve motivação legal: o receio de que tentar comercializar o ouro sem procedência pudesse resultar em acusações criminais de receptação ou lavagem de dinheiro.

Desfecho sem recompensa

Apesar da colaboração, o desfecho foi desfavorável ao colecionador. As barras foram apreendidas para investigação e custodiadas pelas autoridades para uma eventual devolução ao governo do Kuwait. Sem receber qualquer tipo de compensação ou porcentagem sobre o valor encontrado, Nick Mead expressou arrependimento público pela forma como conduziu o caso, afirmando ter se sentido “ingênuo”.

Embora tenha perdido os milhões, Mead mantém o Type 69 em sua frota de mais de 150 veículos em Helmdon, na Inglaterra. O tanque, agora famoso pelo episódio, permanece como a peça de história mais valiosa — e financeiramente amarga — de sua coleção.

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