Em queda na China, BYD compra dez novos navios cargueiros para exportação
Encomenda de dez cargueiros com capacidade para 9.200 carros cada elevaria a frota da montadora chinesa a 18 navios até 2029
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/09/2026 às 17h00
A BYD teria encomendado mais dez navios cargueiros com capacidade para 9.200 unidades (CEU) cada, o que elevaria a frota própria da montadora chinesa para 18 embarcações. As informações são das publicações de transporte marítimo New Ships e Assafina Online e não têm confirmação oficial da empresa.
Os navios seriam construídos pela China Merchants Industry nos estaleiros de Jinling e Haimen, com entregas previstas entre 2027 e 2029. O valor do contrato não foi divulgado, e nem a BYD nem o estaleiro se pronunciaram sobre o negócio.
As embarcações são do tipo PCTC (Pure Car and Truck Carrier), feitas apenas para transportar veículos. O pedido acrescentaria 92 mil CEUs à capacidade atual, levando a frota a mais de 130 mil. A unidade mede o espaço a bordo, e não o número de carros despachados por ano.
Frota própria como resposta às tarifas

A BYD concluiu sua primeira frota, de oito navios, em setembro de 2025, quando o BYD Jinan entrou em operação. Todos são do tipo RoRo (roll-on/roll-off), em que os veículos embarcam e desembarcam sobre as próprias rodas, sem necessidade de contêineres, e têm capacidade para 7.200 ou 9.000 carros, conforme o modelo.
O primeiro deles, o Explorer No. 1, foi entregue em janeiro de 2024 e, segundo a CIMC, responsável pela construção, repassado à armadora Zodiac Maritime e fretado pela BYD. Com capacidade declarada para escoar 1 milhão de carros por ano na configuração atual, a frota chegaria a 2,5 milhões de unidades anuais depois das dez novas embarcações, conforme estimativa do site CarNewsChina.
A frota também atende fábricas fora da China. Em setembro de 2025, o BYD Zhengzhou levou carros com volante à direita da unidade tailandesa da marca ao Reino Unido. Veículos feitos na Tailândia escapam das tarifas antissubsídio da União Europeia, que no caso da BYD somam 17% adicionais sobre os 10% já cobrados.
Exportação cresce enquanto o mercado chinês encolhe
Em agosto, a BYD exportou 184 mil veículos de passageiros produzidos na China, alta de 131% na comparação anual e de 6% ante julho, segundo a associação chinesa CPCA. O volume equivale a 35,4% de tudo o que o país embarcou em automóveis de nova energia no mês. De janeiro a agosto, foram 1,127 milhão de unidades, 88% a mais que em 2025.
Em casa, o cenário é inverso. A marca BYD vendeu 184 mil carros na China em agosto, queda de 35% sobre o mesmo mês do ano passado. Nos oito primeiros meses de 2026, foram 1,15 milhão de unidades no mercado interno, recuo de 43%.
O Brasil ocupa posição central nessa engrenagem. Maior mercado da BYD fora da China, o país abriga a fábrica de Camaçari (BA), que começou a produzir em julho de 2025 e, em março, anunciou pedidos de exportação de 100 mil veículos para Argentina e México. A produção local reduz a exposição à alíquota de importação de 35% que passou a valer para elétricos e híbridos em julho de 2026.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
|
|
|
|
X
|
|
|
Siga no
|
||||
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:
Podcast - Ouviu na Rádio
|
AutoPapo Podcast
|
