Este BMW M3 gigante não é montagem — mas a verdade sob a carroceria é ainda pior
Criação chinesa usa base do Volkswagen Lamando alargado e copia até os faróis do M3, mas troca os 510 cv do original por um modesto motor 1.4
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 06/07/2026 às 21h00
Atualizado em 06/07/2026 às 21h11
O curioso Volkswagen Lamando L de quase 3 metros de largura que surgiu na China em 2022 passou por uma transformação, no mínimo, controversa. O projeto, batizado de “M3²” (algo como “M3 ao quadrado”), resolveu abraçar o visual polêmico da atual geração do BMW M3, mas com um toque de exagero que desafia o bom senso. As imagens do carro, divulgadas pelo criador conhecido como Blackma em redes sociais chinesas como a Bilibili, ganharam o mundo após reportagem do site Carscoops.

O sedã, que mantém a base estrutural do modelo da Volkswagen, abandonou qualquer sutileza. Na dianteira, os construtores instalaram não apenas um, mas dois pares das famosas grades do BMW M3 da geração G80. O resultado é um conjunto frontal que ocupa praticamente toda a frente do veículo — um efeito visual que certamente não passaria despercebido em nenhum encontro de carros.
A escolha não é gratuita. As grades duplas em formato de “caixão” do M3 atual estão entre os elementos de design mais criticados da história recente da BMW e viraram alvo constante de piadas na internet. O projeto chinês apenas levou a provocação ao limite: se uma grade gigante já incomoda, imagine quatro.

Apesar da “fantasia” de BMW, o projeto não esconde suas origens. Os faróis parecem idênticos aos do esportivo alemão — segundo o Carscoops, podem até ser peças originais —, e as lanternas seguem inspiração semelhante. A silhueta do teto e a traseira, porém, denunciam que se trata de um Lamando. Por dentro, a desilusão para os fãs de performance é ainda maior: nada do seis cilindros em linha 3.0 biturbo, capaz de até 510 cv na versão Competition, nem de ajuste esportivo de chassi. O carro mantém o modesto motor 1.4 de quatro cilindros original da Volkswagen. Até o logotipo da VW no volante foi coberto com fita adesiva, em uma tentativa pouco convincente de disfarce.

Para completar a excentricidade, o interior foi “limpo” e, em vez de bancos esportivos ou materiais nobres, foi preenchido com almofadas do tipo “beanbag” — conhecidas no Brasil como pufes. A cabine ganhou ainda uma tela larga voltada ao passageiro dianteiro, único acréscimo tecnológico do conjunto. Vale lembrar que, em sua configuração original de Lamando alargado, o sedã chegou a transportar cerca de dez pessoas, segundo relatos da época.
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