Fabricante britânica de elétricos aposta em fábrica no Catar para escalar produção

Com foco em eficiência, a WEVC usará sua plataforma modular de alumínio para construir um carro de passeio e um furgão em uma nova base no Oriente Médio

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A arquitetura modular de alumínio da WEVC permite a criação de diferentes carrocerias sobre a mesma base "skate" de forma eficiente e de baixo custo. (Foto: WEVC | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
Publicado em 17/08/2026 às 07h00

A Watt Electric Vehicle Company (WEVC), reconhecida pelo prêmio de inovação da Autocar em 2026, firmou uma parceria estratégica com a JTA, investidora com base no Catar, para estabelecer a primeira fábrica de veículos elétricos dedicada do país. A planta industrial tem como foco inicial a produção de um automóvel de passeio e um furgão de carga de médio porte, seguindo a lógica do modelo eCV1, já desenvolvido pela marca britânica. O início das operações na fábrica está projetado para o começo de 2028, com uma capacidade inicial estimada em 5 mil unidades anuais, volume que deve subir consideravelmente conforme o projeto ganhe escala.

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O desenvolvimento da engenharia e do design será centralizado pela própria WEVC, que planeja expandir sua presença no Reino Unido com novas instalações em Midlands, somando-se às bases já existentes em Cornwall e Worcestershire. Embora a montagem seja integralmente realizada em solo catari, os veículos utilizarão a plataforma modular PACES. Esta arquitetura de alumínio, baseada em um sistema de “skate”, utiliza extrusões patenteadas e peças de junção que simplificam o processo de montagem e reduzem drasticamente os custos de capital e a necessidade do uso de ferramentas complexas.

Neil Yates, fundador e CEO da WEVC, destaca que o negócio no Catar não apenas viabiliza a capacidade produtiva da empresa, mas atua como um modelo para futuras operações “satélites” que a companhia pretende abrir em mercados como Estados Unidos e Ásia. Segundo o executivo, o objetivo é atuar como parceiro de operações locais globalmente. Para a montadora, esse formato de fabricação descentralizada é uma resposta eficiente para mitigar entraves geopolíticos, como a imposição de barreiras tarifárias, mantendo a viabilidade econômica do projeto por exigir investimentos fixos reduzidos.

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