General Motors aposta em IA para desenvolver carros em dois anos e responde à indústria chinesa
Pressionada por BYD e Geely, a maior montadora dos EUA quer criar carros na metade do tempo e mudar até o cérebro eletrônico dos seus modelos
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 22/10/2026 às 10h00
A General Motors anunciou uma mudança profunda em seus processos de engenharia para tentar acompanhar o ritmo acelerado de concorrentes chinesas como BYD, Geely e Xiaomi, que têm surpreendido o mercado global com lançamentos rápidos e com cada vez mais novidades. A fabricante norte-americana informou que passará a utilizar inteligência artificial para reduzir o tempo de criação de um novo veículo de quatro para apenas dois anos. A iniciativa busca dar mais agilidade e competitividade à companhia diante da forte expansão de modelos asiáticos em mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América Latina, além de países vizinhos como Canadá e México.
Para acelerar o desenvolvimento de baterias que vão equipar seus futuros carros elétricos — com o objetivo de equiparar os custos aos de modelos a combustão sem perder autonomia —, engenheiros da marca recorreram a sistemas inteligentes capazes de analisar trezentas mil combinações químicas possíveis em tempo recorde. Além disso, a empresa planeja unificar os múltiplos módulos de processamento de seus carros em um único computador centralizado. Essa mudança diminui custos de produção, reduz a quantidade de fios no chicote elétrico e afasta a vulnerabilidade da empresa frente a eventuais crises globais de semicondutores.
Essa arquitetura eletrônica centralizada também dará suporte a sistemas altamente avançados de assistência ao motorista. A montadora estabeleceu a meta de oferecer até 2028 uma tecnologia de direção autônoma que permita aos condutores tirarem os olhos da estrada em rodovias divididas, esse recurso tem estreia marcada no SUV elétrico Cadillac Escalade IQ antes de se expandir para as demais linhas de veículos da empresa.
Mesmo com toda essa transformação tecnológica, a GM lida com o desafio de ampliar sua fatia no segmento eletrificado, onde atualmente detém uma participação minoritária nos Estados Unidos, mercado liderado pela Tesla. Sob a liderança da executiva Mary Barra, a montadora busca se adaptar às novas realidades regulatórias e econômicas para assegurar sua relevância no cenário automotivo internacional dos próximos anos, mesmo com a forte concorrência externa.
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