Nova regra deve ser aprovada ainda no primeiro semestre; especialistas alertam para riscos em motores não preparados
O governo federal deve oficializar, ainda em 2026, o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida, articulada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e busca reduzir a exposição do mercado interno à volatilidade dos preços internacionais do petróleo.
Segundo o ministro Alexandre Silveira, a nova composição, tecnicamente denominada E32, deve estar disponível nas bombas ainda no primeiro semestre deste ano. O cronograma dá continuidade ao escalonamento iniciado em 2025, quando o percentual subiu de 27,5% para os atuais 30%. O teto legal previsto na legislação permite que a mistura atinja até 35%, desde que amparada por testes de viabilidade técnica.
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A mudança ocorre sob pressão das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevam o custo do barril de petróleo. Ao priorizar o biocombustível, o governo tenta mitigar o impacto inflacionário e fortalecer a segurança energética. No entanto, a transição gera ressalvas técnicas, especialmente para veículos não adaptados.
Enquanto a frota flex brasileira é projetada para lidar com altas concentrações de etanol, modelos movidos exclusivamente a gasolina — categoria que engloba a maioria dos importados e veículos de luxo — podem apresentar efeitos colaterais. Especialistas apontam para possíveis dificuldades em partidas a frio, perda de desempenho e aceleração do desgaste de componentes do sistema de alimentação devido à natureza higroscópica do álcool.
Outro ponto de atenção é a eficiência energética. Como o etanol possui menor poder calorífico que a gasolina, a tendência é que o rendimento quilométrico diminua, resultando em um consumo ligeiramente superior e visitas mais frequentes aos postos para percorrer a mesma distância.
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Essa culpa eu não carrego. Faz o L e sinta a PICA nha entrar.
Sou integralmente solidário ao comentário do Reinaldo ! Eu também sou um dos afetados por essa medida absolutamente desprezível, tenho moto, carburada, que sofre com a mijolina atual, e só vai piorar deste jeito ! Fica ruim de conduzir e um absurdo de abastecer, você não dá conta ! A mesma moto que, bem conduzida e com manutenção preventiva em dia, teve o desempenho reduzido de, em média 41/44 km/litro para 31/35 km/litro ! E eu ando sem fazer estripulias !!!
Governo maldito esse. Espero que aqueles mais atingidos (que são os mais pobres) com seus carros e motos antigas a gasolina e carburadas e que ajudaram a eleger esses seres desprezíveis se lembrem disso no dia da eleição deste ano. Nunca antes na história desse país fomos tão roubados na cara dura e sem ter a quem recorrer.
“……resultando em um consumo ligeiramente superior e visitas mais frequentes aos postos…” e mais impostos/mais arrecadação. Alguém aí ouviu em diminuir IPI/ICMS na mesma proporção da diminuição do consumo? E na hr de eleição o pessoal faz torcida pra político A ou B; o resultado tá aí! Tomamos na cabeça que nem prego…
A adição de etanol na gasolina provoca uma diminuição diretamente proporcional na autonomia dos veículos.
A continuar essa escalada de aumentos progressivos na adição do etanol à gasolina, vai ficando cada vez mais vantajoso abastecer somente com etanol. Nos carros Flex, evidentemente.
Realmente. Eu intercalo os abastecimentos entre 2 mil km rodados com etanol (etanol + 1/4 de gasolina) e 1 mil km rodados com a nossa gasolina encharcada de etanol, e a diferença de autonomia vem diminuindo consideravelmente entre ambos.