“Não temos chance”: CEO da Honda teme derrota tecnológica para indústria chinesa

Montadora japonesa reduz operações no mercado chinês e cancela lançamentos após CEO admitir defasagem diante da velocidade de rivais asiáticos

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Honda perde espaço na China e reorganiza operação para tentar recuperar competitividade (Foto: Honda | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 09/04/2026 às 22h00

A Honda atravessa um de seus períodos mais conturbados na China — mercado que historicamente figurava como pilar de lucro da companhia. Após uma visita técnica a fornecedores locais, o CEO da marca, Toshihiro Mibe, foi enfático ao avaliar a competitividade da região: “não temos chance contra isso”, reportou o Nikkei Asia. O desabafo reflete o abismo produtivo entre as fabricantes tradicionais e o ecossistema chinês, capaz de desenvolver veículos em apenas dois anos.

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O reflexo imediato dessa defasagem foi o cancelamento de projetos estratégicos. A montadora interrompeu o desenvolvimento de dois modelos elétricos, além de suspender o retorno do Acura RSX. Até mesmo a linha Afeela, parceria tecnológica com a Sony, teve o cronograma comprometido. Os números na China ilustram a gravidade da crise: o volume de vendas encolheu de 1,62 milhão de unidades em 2020 para cerca de 640 mil em 2025. Com fábricas operando em 50% da capacidade, a operação está abaixo do ponto de equilíbrio financeiro.

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Para estancar a perda de mercado, a Honda iniciou uma reforma interna em sua divisão de pesquisa e desenvolvimento, devolvendo autonomia aos engenheiros para acelerar a tomada de decisão. A preocupação, contudo, é sistêmica. Executivos como Jim Farley, da Ford, e Koji Sato, da Toyota, já alertaram que a escala e os custos da China ameaçam a sobrevivência de montadoras centenárias que não abandonarem o conservadorismo fabril.

Na Europa, o cenário repete a tendência de marginalização das marcas japonesas. Enquanto grupos como BYD e SAIC consolidam fatias próximas a 2% do mercado total, a Honda recuou para apenas 0,5% de participação. O avanço chinês, antes tratado como uma ameaça distante, consolidou-se em 2026 como o fator predominante na reconfiguração da indústria automobilística global.

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9 Comentários
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Gilmar 13 de abril de 2026

Onde deveria está um Leão,colocaram uma gazela.

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Georges 13 de abril de 2026

A China quando resolve fazer algo vai até o fim e mostra resultado. Seus dirigentes são extremamente comprometidos com o que foi proposto e fazem acontecer. Serem os maiores do mundo é só questão de tempo. O exemplo é claro, segue quem quiser.

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Marco 11 de abril de 2026

Para quem acha que marca coreana e japonesa não seriam superadas pelos chineses…só pesquisar o qto de market share Honda, Nissan , Mitsubishi perderam mercado no sudeste asiático ( principalmente ) , Africa e Oceania ( Austrália principalmente )….Toyota é a próxima vítima..se bobear e o governo japonês deixar a concorrência entrar no Japão ( o que nunca acontecerá com facilidade), as marcas japonesas perdem 50% do market share nesses lados do planeta em 5 a 10 anos.

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Gustavo 10 de abril de 2026

A Honda é fraca perto de uma Toyota, essa última não pensa assim e continua com as melhores tecnologias e não bombas chinesas que brasileiros compram achando que estão fazendo o melhor negócio do mundo.

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Marco 11 de abril de 2026

Toyota é a próxima a cair no mercado internacional…começou com Mitsubishi , Nissan e agora Honda….Toyota e só questão de jm.curto tempo

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Gustavo 11 de abril de 2026

Nao acredito, quem quer ter carros bons continuará com estas marcas, o resto sera resto das bombas chinesas

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Marco 12 de abril de 2026

A Toyota não é tudo que a mídia gosta de propagar e principalmente os clientes fiéis …se analisar o quociente da qtd de carros de recall com a qtd de carros vendidos na América do Norte ( o maior mercado da Toyota hj ) , a marca japonesa fica nos últimos lugares ( dados desde 1985 se não me engano…pesquisem esse dado no Google)…até tenho essa reportagem num celular velho..
Enfim…..pra que pagar mais caro ( e põe caro nisso ) num produto Toyota se não se tem o retorno apropriado ( ou melhor dizendo, oferece o que qualquer outra marca oferece ..as x até menos….) …..o sudeste asiático, África, Oceania e muitos outros mercados já estão vendo esse movimento…..

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Renan 10 de abril de 2026

Enquanto os chineses oferecem produtos completos com preço compativel, as tradicionais oferecem pouco por muito.
A Honda aqui em Brasilia ainde atende muito mal.
Outro dia entrei na DF Veiculos de jeans, camiseta e tenis, interessado em vem um HRV turbo não fui atendido por nenhum vendedor e veja que entrei na loja eles estavam de papo e não me atenderam. Como vão melhorar as vendas? Vão vender apenas para clientes ja consolidados, não fazem questão em ter novos clientes.

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José 15 de abril de 2026

Aconteceu isso comigo numa loja da Hyundai, exatamente do mesmo jeito que você relatou.

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