Morre Claudio Carsughi, ícone do jornalismo automotivo e esportivo, aos 93 anos
Ítalo-brasileiro acumulava mais de sete décadas de carreira no rádio, em revistas, na TV e na internet; coberturas incluíram morte de Senna e cinco Copas
Publicado em 10/09/2026 às 09h06
O jornalista Claudio Carsughi morreu na manhã desta quinta-feira (10), aos 93 anos, após 27 dias internado com uma infecção respiratória. Nascido na Itália e radicado no Brasil desde 1946, Carsughi construiu uma carreira de mais de sete décadas no jornalismo esportivo e automotivo e foi o primeiro profissional brasileiro a anunciar a morte de Ayrton Senna, em 1994.
A morte foi confirmada pela filha, a jornalista Claudia Carsughi. “Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, escreveu.
Da Romi-Isetta à eletrificação
Nascido em Arezzo em 13 de outubro de 1932, Carsughi chegou ao Brasil com a família em março de 1946, estudou no Colégio Dante Alighieri e se formou engenheiro pela Escola Politécnica da USP. Aos 13 anos já escrevia para o Corriere dello Sport, jornal para o qual cobriu a Copa do Mundo de 1950.
Em 1957 foi contratado pela Rádio Panamericana, futura Jovem Pan, onde permaneceu por mais de 60 anos, até 2015. Também passou por Rádio Bandeirantes, Rádio Record, Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde, ESPN Brasil e SporTV, e comentou cinco Copas consecutivas, de 1970 a 1986.
No jornalismo automotivo, fez seu primeiro grande teste com a Romi-Isetta, em 1956, e respondeu pela área técnica de Quatro Rodas entre 1974 e 1990, revista em que ficou 25 anos. Foi o primeiro jornalista a avaliar o Volkswagen Gol.
Depois atuou na Oficina Mecânica e participou da criação da Auto&Técnica. Nos últimos anos, Carsughi e sua filha também foram responsáveis pela publicação de um canal próprio de avaliação e notícias do setor automotivo.
Mestre Carsughi
Chamado de “Mestre” por Rubens Barrichello, Felipe Massa e Milton Neves, foi homenageado em 2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo. Viúvo de Hilda, morta em 2009, deixa os filhos Odoardo e Claudia e duas netas.
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