Incerteza sobre o design minimalista projetado por ex-chefe da Apple ofusca desempenho da nova Ferrari e leva a tombo de 6% da marca na bolsa de Milão
Horas após revelar seu primeiro carro elétrico, a Ferrari viu suas ações operaram em queda na bolsa de Milão. O recuo de 6% após a chegada da nova Ferrari Luce sinalizou a desconfiança imediata do mercado financeiro em relação ao modelo, que fez a montadora, avaliada em € 56 bilhões antes do anúncio, perder valor de mercado. A oscilação foi motivada pela divisão de opiniões em torno do visual minimalista do carro, projetado pelo estúdio LoveFrom, de Jony Ive, ex-chefe de design da Apple.
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Apesar da recepção fria quanto à estética, a engenharia de Maranello manteve o padrão de alto desempenho. O Luce conta com quatro motores elétricos que o levam de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, com velocidade máxima de 310 km/h. Alimentado por baterias de 122 kWh, o veículo promete uma autonomia de até 530 km. O preço inicial para o mercado internacional é de US$ 640.000; no Brasil, essa cifra pode exceder os R$ 6 milhões.

Trata-se de um marco estrutural: o Luce é o primeiro carro na história da Ferrari a oferecer cinco assentos de fábrica e o segundo a adotar carroceria de quatro portas, visando o público de alto poder aquisitivo. O visual despojado de vincos foi defendido pelo CEO, Benedetto Vigna, como um passo ousado, mas analistas criticaram a identidade visual, chegando a compará-la a uma fusão entre um Tesla Model 3 e um Honda Accord. O principal questionamento é se a nova linguagem rompe excessivamente com o legado dos superesportivos a combustão.

Para atenuar as críticas dos consumidores puristas, o elétrico emite um som de motor artificial. O ruído é reproduzido por alto-falantes internos e externos, gerado a partir da amplificação direta das frequências de operação dos próprios motores elétricos. O lançamento do Luce coincide com uma revisão das metas da companhia. O novo plano recuou da projeção sustentável anterior e agora estima um portfólio para 2030 composto por 40% de modelos a combustão, 40% híbridos e apenas 20% puramente elétricos.

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Perfeito para os água de salsichas. É ruim,mas tá bom.
Em relação à manchete, tudo errado. Não teve nada de ação despencando. As ações da Ferrari operavam sem grandes oscilações até uma semana antes do lançamento da Luce, quando houve um movimento especulativo. Após o lançamento, as ações retornaram ao valor anterior, pré especulação. Parem de espalhar fake news, como papagaios sem cérebro, só para inventar manchetes chamativas. Ridículo.
Feia por fora e pior por dentro, que bost@, Ferrari acabou como carro kkkkkkk
Carrinho a pilha caro não ? Não tenho dinheiro e nem vontade de ter um Ferrari, mas, certamente, este aí não está nos meus sonhos de compra, e, aparentemente, nem para outros muitos potenciais compradores.
Mesmo porque esses veículos de alto desempenho trazem algo que o dinheiro não compra : satisfação. Fica bonito para os outros, mas, se eu mesmo não gostar, é apenas mais um objeto que adquiri.
Outra coisa : Ferrari é brinquedo de gente graúda, não de influencer novo-rico, modinha. E quem tem dinheiro mesmo não pensa em algo pra perder dinheiro…
Os puristas certamente não foram com a cara desse carro, como eu também não fui. E que interior esquisito hein?
Ferrari não acabe com sua história fazendo esse carro que não parece uma Ferrari
A matéria contém um erro.
O desenho da carroceria foi desenvolvimento pela própria Ferrari, sob a chefia de Flavio Manzoni.
Jony Ive só ajudou a desenvolver o interior do carro.