O incrível retorno do avião que ficou “congelado no tempo” por 50 anos

Entenda como engenheiros trouxeram de volta à vida um caça da Segunda Guerra Mundial enterrado a 82 metros de profundidade

1280px glacier girl jpg
“Glacier Girl” voltou a voar após dois anos parado para manutenção (Foto: William Zuk)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 15/05/2026 às 20h00

O famoso “Glacier Girl”, um caça Lockheed P-38 Lightning da Segunda Guerra Mundial, retomou seus voos no início de maio após concluir um cronograma de dois anos de manutenção. Operada pela Lewis Air Legends Foundation e pilotada pelo veterano Steve Hinton Sr., a aeronave é um dos raros exemplares sobreviventes de um grupo que ficou conhecido como o “Esquadrão Perdido”, após passar cinco décadas sepultado sob o gelo da Groenlândia.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!

A trajetória da aeronave remonta a julho de 1942, durante a Operação Bolero. Na ocasião, seis caças P-38 e dois bombardeiros B-17E Flying Fortress partiam dos Estados Unidos rumo à Grã-Bretanha. O grupo foi surpreendido por uma nevasca severa que forçou um pouso de emergência na calota polar. Embora os tripulantes tenham sido resgatados com vida após 11 dias, os aviões foram abandonados e, com o passar das décadas, acabaram soterrados por sucessivas camadas de neve.

VEJA TAMBÉM:

O esforço de recuperação só ganhou tração na década de 1980, liderado pelos empresários Pat Epps e Richard Taylor. Diferente do que previam as estimativas iniciais, as aeronaves não estavam próximas à superfície, mas a cerca de 80 metros de profundidade. A operação de resgate, concretizada apenas em 1992, exigiu o uso de uma sonda térmica batizada de “Super Gopher”, que derretia o gelo para criar túneis de acesso.

Uma vez alcançada a profundidade correta, os técnicos escavaram uma caverna em torno do P-38 para desmontá-lo peça por peça antes de içá-lo. O processo de restauração que se seguiu é considerado um marco na arqueologia aeronáutica: cerca de 80% da estrutura original foi preservada, incluindo os motores Allison e o conjunto de metralhadoras operacionais. Hoje, o “Glacier Girl” não é apenas uma peça de museu, mas um testemunho funcional da engenharia militar do século XX.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário