Os recursos que fizeram a fama dos carros chineses entraram na mira do próprio governo da China

Telas gigantes, bancos "zero gravidade" e faróis que projetam mensagens passam a exigir testes e travas; regras valem para novos modelos em 2027

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Proposta fica em consulta até 10 de novembro e também exige botões físicos para farol, limpador e desembaçador (Foto: CarNewsChina | Reprodução)
Por João Paulo Profeta
Publicado em 16/10/2026 às 11h00

O governo da China quer frear os excessos tecnológicos dos carros vendidos no país. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) colocou em consulta pública, no dia 10, regras que proíbem telas dobráveis e o uso de bancos reclinados com o veículo em movimento.

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A proposta, elaborada com outros três órgãos do governo, recebe sugestões até 10 de novembro, segundo a agência Reuters.

Pelo texto, a partir de 1º de janeiro de 2027, as montadoras terão de apresentar mais detalhes técnicos para homologar novos modelos, que também precisarão rodar pelo menos 30 mil km em testes de confiabilidade.

Carros já aprovados terão até 1º de julho de 2027 para enviar as informações, sob risco de suspensão da produção e recall.

Bancos travados e menos telas

A proposta restringe os bancos conhecidos como “zero gravidade”, que reclinam até quase virar uma cama, e os assentos giratórios: essas funções ficarão bloqueadas com o carro em movimento.

As telas também entraram na mira: centrais multimídia, painéis de grande área e sistemas complexos de projeção de informações no para-brisa terão de passar por avaliação de impacto na atenção do motorista e de segurança em colisões.

O texto proíbe ainda as telas dobráveis e flexíveis, o que pode afetar marcas como Xiaomi e Huawei.

Funções essenciais, como faróis, limpadores e desembaçador, terão de manter botões físicos, além dos comandos na tela.

Faróis com mensagens e maçanetas

Outro ponto envolve os faróis de LED capazes de projetar textos e desenhos. O governo quer que as montadoras controlem o que os faróis e as lanternas personalizados pelos donos exibem.

Por fim, o texto reforça a proibição das maçanetas totalmente embutidas, que já entra em vigor na China em 1º de janeiro de 2027. As portas precisarão de abertura mecânica de emergência e espaço suficiente para a mão.

No Brasil, modelos como BYD Seal, Geely EX5 e Leapmotor C10 e B10 usam esse tipo de maçaneta. A regra chinesa não vale aqui, mas pode levar as marcas a mudar seus projetos globais.

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1 Comentário
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Santiago 16 de outubro de 2026

Boa notícia!
Se o próprio governo chinês que incentiva o desenvolvimento tecnológico do seu país, agora questiona e restringe o excesso de geringonças eletrônicas em automóveis, é porque a coisa já estava mesmo passando dos limites.