Pedágio de praia: veja quais cidades já cobram caro por carros de fora
Conhecida como Taxa de Preservação Ambiental, a cobrança sobre veículos de visitantes avança pelo litoral; veja onde já vale e quanto custa
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 17/06/2026 às 10h00
Cada vez mais cidades litorâneas brasileiras cobram uma taxa de quem chega de carro para curtir a praia. Conhecida como Taxa de Preservação Ambiental (TPA), a cobrança incide sobre veículos de visitantes e se espalha pelo país para bancar a limpeza e a conservação das praias na alta temporada. A adoção mais recente é a de Ilhabela (SP), que retomou a TPA em 31 de março de 2026, após anos de suspensão, e se junta a Ubatuba (SP) e Bombinhas (SC).
Os valores variam conforme a cidade e o tipo de veículo. Em Bombinhas, pioneira entre os municípios a taxar carros, na temporada 2014/2015, a cobrança vale de 15 de novembro a 15 de abril e custa cerca de R$ 38 para automóveis, podendo superar R$ 190 para ônibus. Em Ubatuba, que cobra desde 2023, carros de pequeno porte pagam a partir de R$ 13,86. Em Ilhabela, a tarifa é de R$ 48 para automóveis. O modelo nasceu no Nordeste: Fernando de Noronha (PE) cobra por pessoa desde 1989 — hoje, R$ 105,79 por dia.
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Na prática, a TPA é um tributo instituído por lei municipal — ou estadual, no caso de Noronha — e justificado pelo custo de mitigar o impacto do turismo, com arrecadação vinculada a ações ambientais. Em geral, moradores, veículos com placas de cidades vizinhas e quem fica poucas horas no município ficam isentos, e a fiscalização é feita por leitura eletrônica de placas.
A cobrança, no entanto, divide opiniões. Críticos apontam que ela poderia esbarrar na liberdade de locomoção prevista na Constituição, que veda limitar o tráfego por meio de tributo; já os defensores alegam tratar-se de taxa ambiental, e não de pedágio de via. Em Santa Catarina, uma emenda à Constituição estadual chegou a restringir cobranças que limitem o trânsito. A retomada em Ilhabela, prevista para dezembro de 2025, foi suspensa pelo Tribunal de Contas, e a taxa de São Sebastião foi aprovada sob protestos de moradores.
A tendência é de expansão: São Sebastião e Guarujá já sancionaram leis para cobrar em 2026, e Campos do Jordão (SP), destino de serra, também criou a sua TPA.
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Só não frequentar esses locais. Além de não terem estrutura para atender o turista, esfolam quem quer levar faturamento para o local. Eu não sustento isso. Não deem dinheiro para esses abutres. Façam igual com shopping centers que cobram estacionamento. Precisa ter uma lei que funcione, se eu estou consumindo na cidade ou no shopping deveria ser isentado da taxa e do estacionamento.Te garanto que em pouco menos de um ano sem faturamento volta tudo ao normal.
