Kwid E-Tech deixa o Brasil apenas sete meses após receber reestilização; montadora francesa foca em reestruturação após registrar baixas vendas
A Renault decidiu retirar o Kwid E-Tech de linha no Brasil apenas sete meses após a última atualização visual e de equipamentos do modelo. O hatch elétrico já não consta no configurador oficial da fabricante francesa no país, encerrando sua trajetória comercial em um cenário de vendas tímidas e de reestruturação estratégica da marca diante da concorrência asiática.
A descontinuação do veículo coincide com a expansão da chinesa Geely no mercado nacional. A fabricante estrangeira adquiriu uma participação de 26,4% na operação da Renault do Brasil, movimento que redefiniu as prioridades locais de portfólio. O espaço comercial antes ocupado pelo Kwid E-Tech será preenchido pelo Geely EX2, que vem crescendo nas vendas e superando o BYD Dolphin.
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Os dados de emplacamentos do primeiro quadrimestre indicavam a inviabilidade da manutenção do hatch. Entre janeiro e abril, o Kwid E-Tech registrou apenas 215 unidades comercializadas no território brasileiro. O desempenho comercial contrasta com o domínio de marcas concorrentes no segmento de entrada: no mesmo período, o líder BYD Dolphin Mini acumulou 21.647 emplacamentos, enquanto o recém-chegado Geely EX2 alcançou 6.076 unidades vendidas.
Com o fim da oferta do modelo da Renault, a tabela dos veículos a bateria mais acessíveis do Brasil sofreu alteração imediata. O Kwid E-Tech ocupava o topo da lista, tabelado em R$ 99.990. A partir de agora, o BYD Dolphin Mini assume o posto de elétrico mais barato do país, com preço inicial de R$ 119.990, seguido pelo Geely EX2, comercializado a partir de R$ 123.800. A operação brasileira da Renault deve concentrar esforços na produção de utilitários esportivos e em motores híbridos.
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Eu não estou preparado para esse papo… Carrinho de pilha, eu brincava quando criança, agora que sou adulto, não dá mais.
Muito $ pra muita incerteza também ! 100 mil lules por um carrinho que, mesmo na versão a combustão, não é exatamente um prodígio ???
E sim, posso estar enganado ? O tempo dirá !