São Paulo adota IA do Google para melhorar tempo de semáforos verdes e vermelhos
Projeto Green Light usa aprendizado de máquina para sugerir ajustes na temporização dos semáforos e já opera em cruzamentos da capital
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 02/07/2026 às 20h00
A cidade de São Paulo (SP) é a nova parceira do Green Light, o projeto do Google que emprega inteligência artificial para otimizar a temporização dos semáforos. Anunciada durante o Google for Brasil 2026 e desenvolvida em parceria com a Prodam, empresa de tecnologia da prefeitura, e com apoio técnico da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a tecnologia analisa padrões de circulação para reduzir paradas desnecessárias, melhorar o fluxo de veículos e diminuir o consumo de combustível e as emissões de CO2. A capital se torna a quarta cidade brasileira a adotar o sistema — e a de maior frota do país, com cerca de 9,9 milhões de veículos.
O Green Light não assume o controle dos semáforos. A partir de dados de trânsito coletados por plataformas como Google Maps e Waze, os algoritmos identificam padrões de circulação em cada cruzamento e calculam ajustes capazes de diminuir as paradas — muitas vezes, diferenças de poucos segundos no tempo de abertura dos sinais. As recomendações são encaminhadas à equipe técnica da CET, que analisa, testa e decide se as mudanças serão implementadas. Assim, a decisão final permanece com os gestores de trânsito, uma camada humana que a empresa considera essencial.
Segundo o Google, cidades que já adotaram o projeto têm potencial de redução de cerca de 30% nas paradas de veículos e de mais de 10% nas emissões nos cruzamentos otimizados. No Brasil, onde a tecnologia soma 83 cruzamentos, a empresa aponta queda de 9% no consumo de combustível. Em São Paulo, os primeiros resultados apontados pela CET indicam diminuição próxima de 10% nas paradas em alguns dos cruzamentos participantes — percentual considerado relevante diante do enorme volume de tráfego da cidade.
“Estamos usando a IA como uma ferramenta poderosa para tornar o trânsito mais fluido e o ar mais limpo”, afirmou Paula Aluani, gerente de parcerias do Google para Maps e Waze na América Latina, ao ressaltar que os ganhos vêm sem a necessidade de construir novas infraestruturas. A colaboração foi formalizada por um memorando de entendimento assinado neste ano entre a Prodam e o Google.
Lançado globalmente em 2023, o Green Light estreou no Brasil pelo Rio de Janeiro e já havia passado por Campinas e São Caetano do Sul antes de chegar a São Paulo. No mundo, a iniciativa está presente em mais de dez cidades espalhadas por quatro continentes, como Seattle, Hamburgo e Jacarta. Por enquanto, o sistema opera em um conjunto selecionado de cruzamentos da capital, e a expectativa é ampliar a cobertura de forma gradual à medida que os dados se acumulam.
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A CET devia considerar que os semáforos de pedestres dos cruzamentos abaixo não abrem para pedestre. Passo por esse lugar praticamente todos os dias, ou demora muito para abrir ou nunca abre para pedestres.
1. Rua Pires da Mota x Rua Castro Alves – bairro: Aclimação – São Paulo-SP;
2. Rua Apeninos x Rua Dr. João Morais – bairro: Paraíso – São Paulo-SP.
Precisa mesmo, desde que se faça direito.
Aqui em São Paulo os semáforos estão demorando excessivamente no vermelho, com tempos de espera bem além do realmente necessário.
O problema é que você reclamaria se estivesse do outro lado do cruzamento com menos tempo no verde, também.
Não necessariamente, se menos tempo no verde com menos tempo no vermelho também.
O problema é que em muitos cruzamentos a demora excessiva no vermelho gera um grande acumulo de veículos a ponto de comprometer até o outro cruzamento que fica um quarteirão pra trás, enquanto na via que está no verde o fluxo principal já passou e há ociosidade de tráfego com o farol ainda no verde.
É uma questão de ajuste e correção. E se bem aplicada, a IA pode equacionar isso pra melhor.
