Sedã da Chery custa R$ 87.000, faz 99 km/l e vira febre de vendas no lançamento na China

Com consumo anunciado de 99 km/l e preço agressivo, o Fulwin A9 fez a China registrar mais de 18 mil pedidos em apenas três dias

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Chery Fulwin A9 somou 18.173 pedidos em 72 horas e parte de cerca de R$ 85 mil na China (Fotos: Chery | Divulgação)
Por João Paulo Profeta
Publicado em 16/07/2026 às 11h00

A promessa é ousada: 99 km/l. Foi com esse número — combinado a um preço agressivo e a um forte apelo tecnológico — que a Chery transformou a pré-venda de seu novo sedã em um fenômeno na China. O Fulwin A9, modelo de porte médio revelado em 9 de julho, somou 18.173 pedidos firmes em apenas 72 horas, marca confirmada pelo vice-presidente executivo da montadora, Li Xueyong, em 13 de julho. Vendido a partir de cerca de R$ 87 mil (115.900 yuans) em conversão direta, o carro chega ao mercado local em versões 100% elétricas e híbridas com extensor de autonomia.

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É justamente na variante híbrida que mora o número de maior impacto. Segundo a fabricante, as configurações com extensor de autonomia — um motor a combustão que atua como gerador para recarregar a bateria — entregam um consumo combinado de 99 km/l, cifra que ajuda a explicar o alvoroço em torno do lançamento. Além dessa opção, o Fulwin A9 oferece versões puramente elétricas e trabalha com preços que chegam a cerca de R$ 102 mil (135.900 yuans) na configuração mais cara, conforme os valores anunciados na pré-venda.

No visual, a Chery apostou em sete opções de cor para a carroceria, com nomes pomposos como Begonia Red e Mountain Smoke Purple, e em maçanetas embutidas, que limpam o perfil lateral e ajudam a reduzir o arrasto aerodinâmico. Esse cuidado com a eficiência aparece no coeficiente de 0,223 Cd — baixo para a categoria e um dos fatores que sustentam o desempenho energético anunciado — em uma carroceria de 4,84 m de comprimento e 2,90 m de entre-eixos.

Chery Fulwin A9 3

Nas versões elétricas, o sedã usa um motor traseiro de 242 cv, alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 70,11 kWh, e promete rodar até 655 km pelo ciclo chinês CLTC. Já as variantes com extensor de autonomia reforçam a vocação econômica do modelo: além dos 99 km/l de consumo combinado divulgados pela Chery, entregam aceleração de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos, unindo o argumento da eficiência ao do desempenho.

A tecnologia embarcada é outro trunfo. A versão topo de linha traz o pacote de assistência à condução Falcon, que reúne 27 sensores — entre eles um LiDAR de alta resolução, três radares de ondas milimétricas, 11 câmeras e 12 sensores ultrassônicos. No interior, destacam-se a central multimídia de 15,6″ com resolução 2.5K e um sistema de som de 23 alto-falantes. Para acalmar receios sobre segurança, a Chery afirma ainda que substituirá qualquer unidade completamente destruída por descontrole térmico da bateria.

Chery Fulwin A9 2

O estrondo comercial na China, porém, ainda não tem eco confirmado por aqui: a Chery não anunciou planos de trazer o Fulwin A9 ao Brasil. Ainda assim, a combinação de consumo anunciado em 99 km/l, pacote tecnológico e posicionamento de preço dá pistas do caminho que a marca pretende trilhar para eletrificar sua gama mundo afora.

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