Volkswagen é processada após bancos aquecidos queimarem o ‘bumbum’ de motorista

Justiça rejeitou argumento de falha em manual, mas aceita denúncia de defeito de fabricação em sistema de aquecimento do Tiguan

Volkswagen Tiguan entra em processo apos banco causar queimaduras (1)
O manual do VW Tiguan 2023 traz alertas específicos para usuários com sensibilidade térmica reduzida (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 18/05/2026 às 08h00

A Volkswagen enfrentará um julgamento na Justiça Federal dos Estados Unidos após uma cliente sofrer queimaduras de segundo grau causadas pelo sistema de aquecimento dos bancos de um Tiguan 2023. O processo, que tramita na corte de Tacoma (estado de Washington), onde a autora da ação judicial, Emily LaPrade, relatou ter utilizado o recurso no nível máximo por cerca de 30 minutos e, em seguida, na intensidade média por mais uma hora, notando as graves lesões na pele apenas ao retornar para casa.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!

Paralisada da cintura para baixo desde um acidente automobilístico em 2014, LaPrade não possui sensibilidade térmica ou de dor abaixo da vértebra T10. Segundo os autos da ação, a falta de percepção sensorial impediu que ela notasse o calor excessivo do assento a tempo de evitar os ferimentos.

VEJA TAMBÉM:

O papel do manual e a defesa da montadora

Em sua defesa, a montadora alemã sustentou que o veículo não apresenta defeitos e enfatizou que o manual do proprietário traz advertências explícitas sobre o acessório. O texto orienta expressamente que indivíduos com sensibilidade reduzida — por paralisia ou uso de medicamentos — não devem ativar a função sob o risco de sofrerem lesões.

Como a autora e seu marido admitiram em depoimento que nunca leram as instruções do veículo, a juíza Tiffany M. Cartwright rejeitou a acusação de falha de comunicação por parte da fabricante.

Volkswagen Tiguan entra em processo apos banco causar queimaduras (2)

Defeito de design

Por outro lado, a magistrada validou a tese de “defeito de design” para que a disputa siga para julgamento. A acusação baseia-se no parecer de um engenheiro especialista, cujos testes indicaram que o sistema sai de fábrica programado para atingir temperaturas excessivas, capazes de lesionar qualquer ocupante em trajetos mais longos.

O caso agora se concentrará em determinar se o hardware do utilitário esportivo apresenta uma falha crônica de engenharia ou se o limite térmico padrão do modelo oferece riscos à integridade física dos usuários.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário