Volkswagen se desfaz da Bugatti para cobrir rombo nas contas da Porsche

Após quase três décadas sob a órbita do Grupo Volkswagen, marca de hipercarros muda de mãos em negócio que deve ser concluído até o fim de 2026

Bugatti Veyron 1
Bugatti passa a ter controle indireto de consórcio liderado pela HOF Capital após saída da Porsche (Foto: Bugatti | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 29/04/2026 às 14h00

A Porsche anunciou, nesta semana, a venda integral de sua participação na Bugatti e no Grupo Rimac para um consórcio de investidores liderado pela HOF Capital. A decisão marca o encerramento de um ciclo de 28 anos em que a fabricante francesa de hipercarros esteve sob a influência direta da marca alemã e, consequentemente, do Grupo Volkswagen.

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Desde 2021, a Bugatti operava sob a égide de uma joint venture na qual o Grupo Rimac detinha 55% das ações e a Porsche os 45% restantes. Além disso, a montadora de Stuttgart possuía uma fatia de 20,6% no próprio Grupo Rimac, focado em tecnologia de propulsão elétrica. Com a nova transação, que inclui a BlueFive Capital como principal investidora, a Porsche retira-se completamente da estrutura societária.

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A manobra faz parte de um amplo processo de reestruturação liderado pelo CEO Oliver Blume. A empresa enfrenta desafios crescentes na transição para a mobilidade elétrica e busca simplificar suas operações para ganhar agilidade. O reposicionamento visa concentrar recursos no core business da marca, tornando a operação mais enxuta e competitiva em um cenário de custos elevados na indústria europeia.

Sob a gestão da Volkswagen, iniciada em 1998 pelo então entusiasta Ferdinand Piëch, a Bugatti resurgiu com modelos que definiram recordes globais, como o Veyron e o Chiron. A saída da Porsche agora distancia a Bugatti da governança tradicional de Wolfsburg, permitindo que a marca francesa e a croata Rimac sigam um caminho de independência financeira sob o comando do novo consórcio. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias na Europa e nos Estados Unidos, previstas para ocorrer até o segundo semestre de 2026.

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