VW ID.Cross é o irmão elétrico do T-Cross e chega com até 211 cv a partir de R$ 164.000
Com 427 km de autonomia, banco com massagem e som Harman Kardon, o ID. Cross leva recursos de luxo à categoria dos SUVs compactos
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 15/07/2026 às 13h00
A Volkswagen revelou mundialmente nesta quarta-feira (15) o seu mais novo SUV compacto elétrico, o VW ID. Cross. Com preço de entrada anunciado em torno de 28 mil euros — cerca de R$ 164 mil na conversão direta —, o modelo chega ao mercado europeu prometendo levar acabamento, tecnologia e conforto de segmentos superiores para a categoria dos compactos. Na Alemanha, as pré-vendas começaram no mesmo dia da estreia mundial.
Construído sobre a evolução da plataforma modular elétrica da marca, a MEB+, o ID. Cross estreia uma novidade dentro da família ID.: a tração dianteira. Com 4,15 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,58 m de altura e entre-eixos de 2,60 m, o SUV supera o T-Cross a combustão no aproveitamento de espaço. São 475 litros de porta-malas — 20 litros a mais que o irmão a gasolina —, volume ampliado por um compartimento sob o piso variável capaz de acomodar até duas caixas de bebidas. Há ainda um bagageiro dianteiro (frunk) de 25 litros sob o capô, ideal para guardar os cabos de recarga.

Em desempenho, a fabricante oferecerá três níveis de potência, todos derivados do novo motor do sistema APP290: 116 cv, 135 cv e 211 cv. São duas capacidades de bateria, de 37 kWh e 52 kWh líquidos, com autonomia máxima de 427 quilômetros no ciclo WLTP. A recarga em corrente alternada chega a 11 kW; nas estações rápidas, a versão de 37 kWh aceita até 90 kW e vai de 10% a 80% em cerca de 23 minutos, enquanto a de 52 kWh sobe a até 105 kW e completa o mesmo intervalo em torno de 24 minutos, com uma curva de carregamento mais estável.
O interior segue uma proposta minimalista e digital, com o painel Digital Cockpit Pro de 10,25″ e uma central multimídia de 12,9″ — do tamanho de um tablet premium. Uma das soluções mais curiosas é o modo retrô: acionado por um botão no volante, o quadro de instrumentos reproduz o visual do Golf 1, com velocímetro à esquerda e, à direita, um mostrador que exibe o consumo de energia no lugar do antigo conta-giros.

Entre os assistentes, o destaque fica com o Connected Travel Assist, que passa a reconhecer semáforos e a frear o carro automaticamente diante do sinal vermelho — recurso inédito na faixa de preço, segundo a Volkswagen —, além da condução com um pedal (One Pedal Driving) e do estacionamento remoto via smartphone com o Park Assist Pro.
A ambição de embarcar itens de categorias superiores aparece na lista de opcionais: sistema de som Harman Kardon de 425 W com dez alto-falantes e subwoofer, bancos dianteiros com ajuste elétrico de 12 posições e função de massagem pneumática em três programas, teto panorâmico e suspensão adaptativa DCC, esta restrita à versão de 211 cv. O ID. Cross será vendido nos acabamentos Trend, Life e Style, traz a função vehicle-to-load (V2L) de até 3,6 kW para alimentar aparelhos externos e, na configuração com bateria de 52 kWh, pode rebocar até 1.200 kg.







Para o Brasil, ainda não há confirmação de chegada nem preço oficial. Como referência, a versão de lançamento europeia — 211 cv e bateria de 52 kWh — parte de 36.525 euros, algo como R$ 214 mil na conversão direta. Considerando o padrão de importação de elétricos e a tributação atual sobre veículos a bateria, uma eventual vinda ao país dificilmente sairia por menos de R$ 300 mil, em cifra que dependerá da estratégia comercial que a marca venha a adotar.
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