Indian Roadmaster 1811: navio de rodas

Equipada com motor de dois cilindros e muito torque, a estradeira Indian Roadmaster tem grandes dimensões e mordomias para viagens, com bagagem e conforto.

Por Teo Mascarenhas24/04/18 às 11h44

Os motores com dois cilindros “em vê”, os V2, foram responsáveis pelo sucesso da marca Indian, que nasceu nos Estados Unidos em 1901. Entretanto, apesar da preferência ianque por este tipo de propulsor, a fábrica acabou fechando as portas na década de 1950, sem reação frente à invasão de marcas europeias, mais rápidas, esportivas e leves e ,alguns anos depois, sacramentada com o desembarque das japonesas, ainda mais eficientes e acessíveis.

O nome Indian, contudo, não morreu e foi ressuscitado em 2011 pela conterrânea Polaris, com tecnologia e componentes atuais.

A Polaris já comercializa quadriciclos e UTVs (Utility Task vehicle), algo como veículos utilitários multitarefas, um divertido misto de carro para o fora de estrada e também desembarcou no Brasil em 2015, inicialmente produzindo em Manaus (atualmente importando) as novas Indian, repetindo o desafio de enfrentar um mercado em recessão.

A Indian Roadmaster, modelo top de linha, representa esta ousadia. Uma luxuosa e avantajada estradeira, com todos os requintes, sofisticação, tecnologia e mordomias para somente se preocupar com as estradas, sem medo das distâncias.

Indian Roadmaster é um verdadeiro navio sobre rodas

‘Vêdoizão’

O motor V2, não foi abandonado, mas, sim, reprojetado do zero. Batizado de Thunder Stroke 111, ganhou nova e maiores dimensões. Com nada menos que 1.811 cm³ (que equivale a 111 polegadas cúbicas) conta com inclinação de 49º, refrigeração a ar e fornece uma dose cavalar de torque: atinge 16,5 kgfm a apenas 3.000 rpm.

Indian Roadmaster tem tradicional motor V2

Músculos que ignoram os 414 kg de peso a seco da Indian Roadmaster, que passa de meia tonelada quando abastecida, com piloto, garupa e a tralha de viagem. A potência não é revelada, mas passa dos 130 cv.

Para reduzir os números na balança, o quadro é de alumínio forjado, que também promove maior rigidez. O conjunto mecânico é o mesmo do modelo Chieftain, entretanto, surpreendentemente, a top de linha da Indian só perde em volume de vendas para o modelo de entrada Scout com motor V2 de 1.131 cm³, confirmando a ousada aposta.

Apesar do volume, a Indian Roadmaster tem no visual semelhanças com a pioneira Indian Chief, lançada em 1922 que ostentava no envolvente pára-lama dianteiro a famosa cabeça de índio (que dá nome a marca) com cocar.

A cara do chefe decora a Indian Roadmaster

Andando

As dimensões impressionam. Porém, a traseira levemente mais baixa que a dianteira facilita o embarque, ajudada por um banco do tipo sofá a 673 mm do chão que permite apoiar dos dois pés na hora de parar.

Basta movimentar a Indian Roadmaster que a sensação de volume e peso sejam minimizados, especialmente nas estradas. A posição de pilotagem é típica das tourings. Pés e braços esticados em plataformas e guidão mais alto. No trânsito, a sensação é inversa e exige paciência, já que a agilidade fica bastante comprometida.

Na estrada, Indian Roadmaster fica "leve"

Com pista livre, o piloto tem a disposição para-brisa com regulagem elétrica, aquecedores de manopla e bancos e piloto automático. O painel conta com tela colorida sensível ao toque – mesmo com luvas -, sistema de navegação e computador de bordo (também com acesso no guidão) e sistema de som com 200 watts e bluetooth.

A chave tem sensor de presença e destrava as malas (com 142 litros) a distância. A suspensão dianteira tem 119 mm de curso e a traseira, mono, com regulagem a ar, 114 mm. Os freios (três discos de 300 mm) contam com ABS e o preço sugerido é de R$ 104.990.

Confira mais imagens da Indian Roadmaster

Fotos Indian | Divulgação

Teo Mascarenhas

Especialista na cobertura do mercado de motocicletas e competições com mais de 30 anos de experiência.

Teo Mascarenhas

1 Comentário

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  • Antero Coelho 24 de abril de 2018

    Só tenho uma coisa a dizer……UAU…

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