Resumão Eicma 2026: principais novidades para o próximo ano
De superesportivas renovadas a scooters de aventura, o salão de Milão reúne 765 expositores; Kawasaki e Moto Morini já confirmaram modelos para o Brasil
Publicado em 06/11/2026 às 15h00
A Eicma 2026 chegou à 83ª edição como a maior da sua história: 765 expositores, 2.142 marcas de 52 países e 300 mil metros quadrados de área, ocupando dez pavilhões no complexo de Rho, em Milão — um a mais que em 2025 e o maior espaço já usado pelo salão italiano. Segundo a organização, 74% das marcas são estrangeiras.
E, como sempre, o maior salão de duas rodas da Europa trouxe novidades que interessam tanto ao mercado global quanto ao nacional. De scooters a superesportivas, parte do que apareceu em Milão tem chance de chegar ao Brasil — mas, por enquanto, só duas marcas confirmaram modelos por aqui.
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Kawasaki confirma KLE 650, Versys 900 e KX 327 para o Brasil


A confirmação mais direta para o mercado brasileiro não saiu de um release, mas de uma publicação no Instagram. Em post gravado na Eicma ao lado do perfil oficial da Kawasaki Brasil (@kawasakibrasiloficial) e de Sonia Harue (@harueando), da Kawasaki, o piloto Leandro Melo anunciou os três modelos acertados para o país: “Vem aí KLE 650, Versys 900 e KX 327!”, diz o texto que acompanha o vídeo. Nem preços nem prazos foram divulgados.
Os três são estreias recentes da marca. A Versys 900 é a crossover que preenche o vão entre a Versys 650 e a Versys 1100, com quatro cilindros, 122 cv e 9,9 kgfm. A KLE 650 retoma uma sigla antiga como uma adventure de motor bicilíndrico paralelo, posicionada acima da KLE 500 e prevista para o início de 2027 na Europa.

Já a KX 327 é a mais incomum do trio: uma moto de dois tempos com monocilíndrico de 327 cm³ refrigerado a líquido e injeção eletrônica no lugar do carburadorcom foco no off-road — o primeiro dois-tempos acima de 250 cm³ desenvolvido pela Kawasaki em cerca de 20 anos.
Moto Morini trará a Coguaro 300 ao Brasil

A italiana de controle chinês apresentou duas aventureiras em Milão, e a menor delas tem destino certo por aqui: conforme apurou a Motociclismo diretamente na Eicma 2026, a Coguaro será vendida no Brasil. Preço e cronograma ainda não foram definidos.
A Coguaro é uma enduro de entrada que usa a mesma plataforma da Kanguro 300, com rabeta reforçada para garupa e bagagem e tanque reposicionado. O motor é um monocilíndrico de 292,4 cm³, DOHC refrigerado a líquido, com 34 cv a 9.000 rpm e 2,75 kgfm a 8.500 rpm, dentro da norma Euro 5+ e com máxima declarada de 145 km/h.
A ciclística segue o padrão enduro: rodas de 21 e 18 polegadas, garfo convencional de 37 mm com 230 mm de curso, Pro-Link com os mesmos 230 mm atrás, 255 mm de altura livre do solo, assento a 845 mm, 160 kg a seco, tanque de 14 litros e ABS desligável. Na faixa de 300 cm³ com roda de 21 polegadas, a rival natural no Brasil é a Honda Sahara 300.

A Camel é a aposta maior, uma maxitrail de 670 cm³ que resgata o nome da bicilíndrica dos anos 1980 que correu o Paris-Dakar. São 81,5 cv a 10.000 rpm e 7,1 kg.m a 7.000 rpm, com versão de potência reduzida para a categoria A2 na Europa. O chassi treliçado de aço cromo-molibdênio vem com balança de alumínio, garfo invertido de 48 mm, 250 mm de curso nas duas pontas, 280 mm de altura livre, assento a 850 mm, freios Brembo (dois discos de 300 mm na frente, 255 mm atrás), tanque de 20 litros e 200 kg a seco. A Camel não teve confirmação para o Brasil.
Honda renova Africa Twin e Fireblade no Eicma 2026

A Africa Twin passa pela maior revisão desde a CRF1000L, de dez anos atrás. O bicilíndrico paralelo cresceu para 1.131 cm³, com 94 mm de diâmetro e taxa de compressão de 12,1:1, e entrega 119 cv e 12,1 kgfm. Quadro e balança traseira ficaram 1,4 kg mais leves e o tanque passa a se estender parcialmente sob o assento para baixar o centro de gravidade.
A suspensão Showa EERA ganhou o sistema Skyhook Control, e o painel agora tem duas telas, de 5,7 e 7 polegadas, com CarPlay e Android Auto sem fio.
São três versões com o mesmo motor, quadro e eletrônica, separadas por roda dianteira, suspensão, peso e tanque. A padrão usa roda de 21 polegadas, tanque de 18,8 litros e pesa 237 kg. A Adventure Sports tem roda de 19 polegadas, 24,2 litros de tanque — com autonomia estimada em 480 km pela Honda — e 245 kg.
A variante Honda Sensing Ride é a primeira moto da marca com o pacote de assistência ao piloto: traz câmbio DCT e dois radares para piloto automático adaptativo, alerta de colisão e ponto cego, mas chega a 256 kg, quase 30 kg acima da versão mais leve da linha. Essa é a Enduro Sports, voltada ao fora de estrada, com 228 kg, suspensão mecânica de 240 mm (dianteira) e 230 mm (traseira), 260 mm de altura livre do solo, câmbio manual e pintura tricolor HRC — e sem o para-brisa de ajuste elétrico das demais.


A CBR1000RR-R Fireblade 2027 também foi refeita: a Honda afirma que cerca de 75% dos componentes mudaram. A potência segue em 217 cv, mas o pico de torque de 11,6 kgfm passou a chegar a 10.500 rpm, 1.500 rpm antes do modelo 2024, com ajuda dos cornetos de admissão variáveis.
A moto pesa 199 kg com o tanque cheio, tem mais carga sobre a dianteira (53,3% contra 52,8%), quadro com rigidez lateral 20% menor e balança mais curta. O desenho abandona as winglets e mantém a carga aerodinâmica com sidepods na parte baixa da carenagem. Além da versão padrão, há a SP, com suspensão semiativa Öhlins S-EC 3.0, e a HRC Works Edition, de uso em pista, com ângulo de cabeça de direção e pivô da balança reguláveis.
O estande ainda tem o V3R 900 E-Compressor, modelo de produção planejada com motor de três cilindros em V e aquilo que a Honda descreve como o primeiro compressor com controle eletrônico do mundo para motos — uma afirmação baseada em pesquisa da própria fabricante.
Completam a lista a ADV125, com motor eSP+ de 125 cm³ e painel TFT de 5 polegadas; a CBR500R Four, com quatro cilindros e embreagem eletrônica E-Clutch; a RN0, primeira bicicleta elétrica de montanha da marca, feita com a ROTWILD; e os conceitos EV Outlier e Onitsuka Tiger Honda Mid Sports.
Yamaha inventa a “scooter de aventura” com a série RW

A aposta mais ousada da Yamaha em Milão é uma categoria nova. A série RW mistura scooter e trail: posição de pilotagem flexível, suspensões de curso longo, pneus com desenho fora de estrada e plataformas dobráveis para os pés.
A RW700 usa o bicilíndrico CP2 de 689 cm³, com 69,3 cv e 6,6 kgfm, acoplado ao câmbio automatizado Y-AMT — o primeiro desenvolvido para uma scooter, com modos automático e manual por botões no guidão. Tem IMU de seis eixos, modos de pilotagem Road e Gravel, controles de tração, deslizamento e frenagem, garfo invertido de 41 mm com 160 mm de curso, monoamortecedor com 155 mm, ABS traseiro desligável, rodas raiadas de 17 e 15 polegadas com pneus Pirelli Scorpion Rally STR e 170 mm de altura livre do solo.
A versão Explore acrescenta garfo regulável, manoplas e assento aquecidos, cavalete central e comandos iluminados.
A RW350 estreia um monocilíndrico de 327 cm³ com 29,2 cv a 7.000 rpm e 3,2 kgfm a 5.750 rpm, além da arquitetura Yamaha Dynamic Ride: o motor é fixado rigidamente ao quadro, sem coxins de borracha, e apenas o conjunto CVT oscila. Também tem IMU de seis eixos, acelerador eletrônico, controle de tração, piloto automático, painel TFT de 5 polegadas e 185 mm de altura livre.



Nas elétricas, a NMAX E usa a nova plataforma A1 EV, com bateria de lítio de 3,5 kWh, motor com 7,5 kW (cerca de 10 cv) e 3,4 kgfm, carregador embarcado de 800 W e autonomia de até 104 km no ciclo WMTC. A Yamaha a posiciona como equivalente a uma 125 a gasolina.
A XENTER E segue a mesma receita, com rodas de 16 polegadas e 108 km de autonomia WMTC. A NMAX E chega na primavera europeia de 2027, com produção no Vietnã.
Royal Enfield estreia motor 743 neste Eicma


A indiana usou Milão para apresentar o projeto que deve sustentar sua próxima fase: um bicilíndrico paralelo de 743 cm³, maior cilindrada já usada pela marca, que estreia em dois modelos ao mesmo tempo — a aventureira Himalayan 750 e a café racer Continental GT 750. Até aqui, o topo da gama era o bicilíndrico de 650 cm³.
O motor rende 55 cv a 7.000 rpm e 6,42 kgfm a 5.000 rpm, com 90% do torque disponível já a partir de 3.500 rpm, segundo a Royal Enfield. Usa câmbio de seis marchas, embreagem assistida e deslizante e mantém a refrigeração a ar e óleo — solução menos comum entre as aventureiras médias, em geral refrigeradas a líquido. A fabricante afirma que o novo conjunto pesa o mesmo que a unidade de 650 cm³.
A Himalayan 750 é a Royal Enfield mais eletrônica até hoje: cinco modos de pilotagem, controle de tração em quatro níveis, ABS em curva e controle de tração sensível à inclinação gerenciados por IMU de seis eixos, piloto automático, monitoramento de pressão dos pneus, painel TFT de quatro polegadas com navegação e duas tomadas USB-C (uma de 27 W).
A suspensão é Showa nas duas pontas, com garfo invertido de 43 mm e 190 mm de curso na frente e 175 mm atrás, rodas de 19 e 17 polegadas, freios de 280 mm (duplo) e 255 mm, assento a 815 mm, 205 mm de vão livre, tanque de 17,8 litros e 224 kg em ordem de marcha. São 55 cv para 224 kg: relação modesta para a categoria, coerente com a proposta de torque baixo e trilha, mas um ponto a observar em estrada e com bagagem.
A Continental GT 750 usa uma versão revista do mesmo motor e foi anunciada como a moto de maior desempenho da história da marca — só que a Royal Enfield não divulgou potência, torque, preço nem data, o que impede qualquer comparação com a Himalayan por enquanto.
Virá em duas configurações, uma sem carenagem e outra carenada com guidão mais baixo, e com eletrônica propositalmente enxuta. A marca também mostrou a scrambler elétrica Flying Flea S6, derivada da FF C6, com modo off-road inédito e lançamento previsto para o meio de 2027 — sem informar potência, bateria ou autonomia.
Na Europa, a Himalayan 750 já está em pré-venda: € 7.390 com rodas de liga, € 7.790 com raiadas e € 9.290 na versão Flagship, com bagageiro desenvolvido com a Givi. São preços de lançamento europeus, que não servem como referência de conversão para o Brasil. Nenhum dos três modelos teve chegada confirmada por aqui.
Suzuki apresenta a GSX-10R e a sucessora da SV650

A GSX-10R é uma esportiva carenada derivada da GSX-S1000, posicionada um degrau abaixo da GSX-R1000. Mantém o conhecido motor K5 de 999 cm³, agora em configuração Euro 5+, com 152 cv e 10,8 kgfm, e pesa 214 kg em ordem de marcha, com tanque de 18 litros e assento a 810 mm do solo. A novidade eletrônica é o Slide Control, que gerencia o deslizamento da roda traseira em curva, somado ao Brake Hold, que segura a moto parada em subidas.
A Suzuki diz que são 15 funções eletrônicas, o maior número já aplicado a uma moto da marca. O consumo homologado é de 15,8 km/l (WMTC). As vendas começam gradualmente a partir do meio de 2027.

A SV-7S é a evolução da SV650 e mantém o V-twin de 645 cm³, agora com 73,4 cv e 6,5 kgfm, acelerador eletrônico, três modos de pilotagem, controle de tração em três níveis e quickshifter bidirecional. O quadro treliçado de aço continua, assim como o garfo de 41 mm. Pesa 200 kg, tem assento a 785 mm, tanque de 14 litros e consumo de 24,4 km/l (WMTC). Chega ao mercado europeu na primavera de 2027.
BMW limita a M 1000 RS a mil unidades

A BMW levou a Milão a M 1000 RS, que a marca chama de naked mais potente do mundo — um título da própria fabricante. A base é o motor de 999 cm³ da superesportiva M 1000 RR, com 218 cv e 11,5 kgfm. A BMW declara 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e 283 km/h de velocidade máxima.
A moto parte da M 1000 R com pacote M Competition e recebe pedaleiras da RR, assento 20 mm mais alto (850 mm), escapamento de titânio, winglets de carbono, rodas M Carbon de 17 polegadas e suspensão eletrônica DDC. São 1.000 unidades no mundo, com vendas a partir de março de 2027 e preço de 40.000 euros na Alemanha, já com os 19% de IVA — ou seja, um valor de mercado europeu, sem relação direta com o que custaria por aqui.
KTM mostra no Eicma a 1390 Super Duke GT EVO

A 1390 Super Duke GT EVO usa o V-twin LC8 de 1.350 cm³ com 190 cv e 14,8 kgfm, comando variável Cam-Shift, suspensão semiativa WP APEX SAT com garfo thru-rod, pinças Brembo Stylema e painel sensível ao toque de 8,8 polegadas com navegação integrada.
A aparição inesperada foi a 450 RC, esportiva de dois cilindros prevista para entrar em produção no fim de 2027 como ano-modelo 2028. A KTM divulgou a ciclística — garfo WP APEX invertido de 43 mm, balança monobraço, disco dianteiro de 320 mm com pinça radial de quatro pistões, pneus Pirelli Diablo Rosso 4, ABS em curva e painel TFT de 5 polegadas —, mas não informou cilindrada, potência nem peso. A ficha técnica completa só sai perto do início da produção.
Harley-Davidson usa plataforma indiana na Sprint 440


A Sprint 440 é a nova porta de entrada da Harley-Davidson e foi desenvolvida com a indiana Hero MotoCorp, sobre a plataforma da X440. O motor é um monocilíndrico de 440 cm³ refrigerado a ar e óleo, com comando simples no cabeçote e duas válvulas, que rende 27 cv a 6.000 rpm e 3,9 kgfm a 4.000 rpm. O câmbio tem seis marchas, com quinta e sexta longas para baixar o giro em estrada, e a embreagem é assistida, com acionamento mais leve.
O conjunto prioriza a facilidade: assento a 671 mm do solo, 187 kg em ordem de marcha, garfo invertido de 43 mm com 130 mm de curso, amortecedores traseiros com ajuste de pré-carga em sete posições, freios de 320 mm na frente e 240 mm atrás com ABS de série, rodas de 19 e 17 polegadas, painel TFT redondo de 3,5 polegadas e porta USB-C. O tanque é pequeno, com 9 litros, mas a marca declara consumo de até 34 km/l.
Nos Estados Unidos, a moto chega na primavera de 2027, com montagem final em York, na Pensilvânia.
Ducati leva Diavel V4, DesertX Rally e a Panigale V4 2027

No ano em que completa 100 anos, a Ducati apresentou cinco estreias. A Diavel V4 ganhou novas estratégias eletrônicas, suspensão semiativa Öhlins na versão V4 S e entrada no programa Ducati Factory Made, que permite configurar a moto de fábrica. A DesertX Rally foi desenvolvida em torno do novo motor V2 e mira o público de rally raid.
A marca também mostrou pela primeira vez ao público a Panigale V4 MY27, a Monster Dark e as Multistrada V4 Grand Tour e Pikes Peak 2027, além de três séries numeradas: Panigale V4 SP, Streetfighter V4 SP e Panigale V2 SP, esta última como modelo de homologação para o Mundial de Supersport. Completam a lista novas pinturas para XDiavel, Multistrada V2 e Scrambler Full Throttle, as Hypermotard 698 Mono RVE e Hypermotard V2 RVE e a prévia da Desmo250 EDS, enduro que chega às concessionárias europeias no meio de 2027.
CFMOTO amplia a família 550 e mostra uma V4 de mais de 210 cv

A chinesa usou Milão para apresentar o novo bicilíndrico de 526 cm³, que estreia na 550MT e na 550MT-X. A 550MT é a mais rodoviária, com tanque de 23 litros, ABS em curva com IMU, controle de tração, sistema de detecção traseira, piloto automático, embreagem eletrônica, quickshifter bidirecional e assento regulável entre 800 e 820 mm. A 550MT-X vai para o fora de estrada, com suspensão KYB totalmente regulável, rodas de 21 e 18 polegadas, 250 mm de altura livre do solo e 172 kg a seco — segundo a própria CFMOTO, 3 kg mais leve e cerca de 30% mais potente que a 450MT.



No outro extremo da linha está a V4SR-RR, superesportiva com motor V4 de 997 cm³ e 90 graus que, pelos números da marca, passa de 210 cv, gira a 15.000 rpm e supera 315 km/h, com aerodinâmica ativa de winglets independentes, suspensão Öhlins, escapamento Akrapovič de titânio e cerca de 180 kg a seco. A marca também mostrou a scooter 125SC-S, com motor de 124,95 cm³, controle de tração, ABS de dois canais e painel TFT de 6,2 polegadas.
Kymco foca em scooters com X-Town S 350 e CV-X45


A X-Town S 350 usa motor de 321 cm³ monocilíndrico refrigerado a líquido, com 27,9 cv a 7.000 rpm e 3,1 kgfm a 5.500 rpm, dentro da norma Euro 5+. São 187 kg, entre-eixos de 1.500 mm, assento a 800 mm, rodas de 15 e 14 polegadas, freios de 260 e 240 mm com ABS e controle de tração desligável. O porta-objetos sob o assento tem 41,9 litros e acomoda um capacete fechado e um aberto. O painel é um TFT colorido de 7 polegadas, com partida sem chave e para-brisa regulável.
A CV-X45 é uma crossover com motor de 427 cm³, transmissão PTM, três modos de pilotagem, garfo invertido de 41 mm, suspensão traseira de seis articulações, 150 mm de curso nos dois eixos, pneus Dunlop de uso misto, tanque de 13,5 litros e piloto automático. Os dois modelos chegam a Taiwan no segundo trimestre de 2027.
Zontes mostra naked de três cilindros e 150 cv

A ZT853-R se posiciona acima da ZT703-R e usa um três-cilindros de 847 cm³ com 150 cv a 12.500 rpm e 9,2 kgfm a 9.000 rpm. A marca declara 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e 280 km/h de máxima — números da fabricante, ainda sem verificação independente. O quadro de alumínio pesa 10 kg e vem com balança monobraço, suspensão Kayaba totalmente regulável, garfo de 43 mm com tratamento DLC e discos flutuantes de 310 mm com pinças Brembo M4.30. A eletrônica inclui IMU de seis eixos, ABS em curva, quickshifter, controle de empinada em quatro níveis, launch control e destravamento por NFC.
O que isso significa para o Brasil
Por enquanto, duas confirmações. A Kawasaki anunciou KLE 650, Versys 900 e KX 327 pelas redes sociais, sem datas nem valores, e a Moto Morini Coguaro está acertada para o país também sem preço ou cronograma.
Fora isso, nenhuma das fabricantes divulgou plano de importação, produção ou preço para o mercado brasileiro nos materiais oficiais da feira. A Eicma 2026 segue aberta ao público até domingo (8), das 9h30 às 18h30.
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