Yamaha MT-07 2019: coração ligado, beat acelerado

Com motor de dois cilindros em linha e muita força, a linha 2019 da MT-07 ganhou ainda ajustes no visual, no banco e nas suspensões

Por Teo Mascarenhas30/10/18 às 09h30

A Yamaha MT-07 foi lançada no Brasil em 2015, cerca de um ano depois de ser apresentada mundialmente. A segunda geração da naked, entretanto, já como versão 2019, foi ainda mais rápida para desembarcar no mercado nacional. As principais modernizações vieram no redesenho do banco, em sua parte junto ao tanque, mais larga, para apresentar melhor ergonomia e conforto, na suspensão dianteira, recalibrada para ganhar maior rigidez, na suspensão traseira, do tipo mono, que agora tem possibilidade de regulagem de retorno, além das nove de pré-carga já existentes.

O visual agressivo e ousado também recebeu ajustes, com novo desenho do tanque de combustível, com defletores de ar. Além disso, o farol foi igualmente retocado e ganhou aletas inferiores, compondo o visual com novo pára-lama dianteiro, abas do radiador e novas combinações de cores (azul metálico, cinza metálico e preto fosco), dentro do conceito batizado de The Dark Side of Japan, ou o lado escuro do Japão. Uma estratégia para afastar a ideia de certinha, ou conservadora, é o motor: um verdadeiro “transgressor”, pronto para fornecer adrenalina em altas doses.

Yamaha MT-07 faz parte da família MT, que significa Máster of Torque, ou Mestre da Força

A Yamaha MT-07 faz parte da família MT, que significa Máster of Torque, ou Mestre da Força. Trata-se de uma linha de motores que privilegia a força, ou o torque, com o artifício de um arranjo na movimentação dos pistões batizado de “Crossplane”. Ao contrário do usual, os pistões não funcionam um de cada vez, nem em par, mas um quase em seguida do outro (defasagem de 270 graus), proporcionando uma pegada sempre vigorosa. Essa mesma tecnologia é empregada nas motos de competição, como no modelo M1 que disputa o Mundial de MotoGP e na superesportiva R-1, por exemplo.

A Yamaha MT-07 foi o primeiro modelo da linha MT a adotar a arquitetura de motor com dois cilindros em linha. Esta configuração permite uma moto mais esguia, maleável e bastante compacta, aproveitando a musculatura sempre alerta do propulsor. Com 689 cm3 de cilindrada, fornece 74,9 cv a 9.000 rpm e um torque de 6,9 kgfm a 6.500 rpm. O resultado é uma motocicleta com reduzida distância entre eixos: apenas 1.400 mm, pouco superior a uma 125, por exemplo. Isso proporciona uma agilidade surpreendente, tanto nas cidades quanto na hora de “enrolar o cabo”.

Yamaha MT-07 faz parte da família MT, que significa Máster of Torque, ou Mestre da Força

Como é pilotar a  Yamaha MT-07

A sensação de intimidade com a Yamaha MT-07 é imediata. Com banco a 805 mm de chão e uma equação entre altura do guidão e pedaleiras que deixa o corpo mais relaxado e levemente inclinado para frente, a tarefa de acelerar passa a ser a de explorar o motor e sua admirável capacidade de retomada. Dessa forma, enfrentar saídas de curva ou  o trânsito torna-se fácil. O painel fica bem destacado e tem visor totalmente digital, com iluminação em LED. Para ajudar na pilotagem, ele tem conta-giros em barra, com indicação de faixa de melhor aproveitamento do motor, função Eco e computador de bordo.

Na hora de brecar, dois discos na dianteira, com 282 mm de diâmetro, e um na traseira, com 245 mm. O sistema ABS é de série. A suspensão dianteira é convencional, não invertida, com 130 mm de curso, e ficou levemente mais “dura” para corresponder na hora da adrenalina com esportividade. Já o quadro é em tubos de aço. A suspensão traseira, com novos ajustes, também tem 130 mm de curso. As novas regulagens e ajustes acrescentaram 1 kg ao peso, que passou para 183 kg em ordem de marcha (tanque de 14 litros), ou já abastecida. O preço sugerido da Yamaha MT-07 é de R$ 33.790 sem frete.

Confira a galeria de fotos:

Fotos Yamaha | Divulgação

Teo Mascarenhas

Especialista na cobertura do mercado de motocicletas e competições com mais de 30 anos de experiência.

Teo Mascarenhas

2 Comentários

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  • ANTONIO 1 de novembro de 2018

    BANCO DURO (QUASE SEM ESPUMA) E TANQUE COM DISTÂNCIA DE VIAGEM CURTA POR TER POUCO COMBUSTÍVEL (CAPACIDADE PEQUENA DIANTE DESSE MOTOR).
    PEÇAS CARAS.

  • ANTONIO 1 de novembro de 2018

    BANCO DURO (QUASE SEM ESPUMA) E TANQUE COM DISTÂNCIA DE VIAGEM CURTA POR TER POUCO COMBUSTÍVEL (CAPACIDADE PEQUENA DIANTE DESSE MOTOR).

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