Yamaha Ténéré 400? Modelo e linha crossover RW aparecem no Eicma

Marca também apresentou as scooters elétricas XENTER E e NMAX E, mas não informou se algum dos modelos chega ao Brasil

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Modelo ainda é um tipo conceito (Foto: Yamaha | Divulgação)
Por Lucas Silvério
Publicado em 04/11/2026 às 06h00

A Yamaha usou o Salão de Milão (EICMA), que acontece na Itália entre neste inicio de novembro, para mostrar por onde deve crescer sua linha na Europa nos próximos anos: uma trail de média cilindrada, uma família de crossovers com transmissão automática e duas scooters elétricas. A apresentação foi feita por Olivier Prévost, presidente e CEO da Yamaha Motor Europe.

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Ténéré 4 Concept antecipa uma trail mais leve

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Yamaha Ténéré 4 Concept (Foto: Yamaha | Divulgação)

O destaque é a Ténéré 4 Concept, revelada em evento que antecedeu o Salão. É o estudo de um modelo aventureiro de média cilindrada, com motor monocilíndrico inédito — segundo a fabricante, com torque concentrado em baixas e médias rotações — e quadro novo, desenvolvido para ser resistente sem elevar o peso.

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Yamaha Ténéré 4 Concept (Foto: Yamaha | Divulgação)

A Yamaha não divulgou, potência, peso nem previsão de produção. Por ora, é um conceito, ainda que a marca o apresente como projeto em desenvolvimento para ampliar a família Ténéré, cuja origem remonta próximo à XT500 vencedora do primeiro Paris-Dakar, em 1979, e à XT600 Ténéré, de 1982.

Série RW estreia com três crossovers de câmbio automático

A nova linha RW chega com RW700, RW700 Explore e RW350. A Yamaha as define como híbridos entre moto e scooter e afirma que elas inauguram o primeiro segmento de crossovers com transmissão automática — enquadramento da própria marca, que não detalhou o funcionamento do câmbio.

YAMAHA RW700 Explore
Yamaha RW700 Explore (Foto: Yamaha | Divulgação)

A RW700 usa o motor CP2 bicilíndrico, já conhecido de outros modelos da marca, com quadro em tubos de aço. A versão Explore mantém a mesma base e acrescenta itens voltados ao uso em viagem: suspensão dianteira com pré-carga e amortecimento ajustáveis, punhos e banco aquecidos, cavalete central, comandos retroiluminados e cores exclusivas.

Já a RW350 traz um motor novo que, apesar do nome do modelo, tem 330 cm³. Ele vem associado ao sistema Yamaha Dynamic Ride, que a fabricante cita sem explicar o que faz. As páginas europeias da marca listam os três modelos como linha 2027. Nenhum preço foi informado.

Xenter E tem até 108 km de autonomia

Yamaha XenterE
Yamaha Xenter E (Foto: Yamaha | Divulgação)

Entre as elétricas, a Xenter E é a proposta de mobilidade urbana. Tem rodas de 16 polegadas, suspensão desenvolvida para asfalto irregular, posição de pilotagem ereta e assoalho plano, além de espaço sob o banco para um capacete integral, dependendo do tamanho e do formato.

O modelo inclui painel TFT conectado com navegação, ABS, controle de tração, ignição sem chave, carregador integrado e função de marcha à ré para manobras. A autonomia declarada é de até 108 km no ciclo WMTC — número de laboratório, que varia conforme o uso. A Yamaha não informou capacidade da bateria, potência nem tempo de recarga. A marca também mostrou em Milão um conceito à combustão derivado dele, chamado apenas Xenter.

NMax E compara desempenho ao de uma scooter 125

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Yamaha NMAx e (Foto: Yamaha | Divulgação)

A NMax E é a versão elétrica da scooter esportiva mais conhecida da linha MAX. Usa unidade de potência eAxle com transmissão por correia e, segundo a Yamaha, entrega desempenho equivalente ao de um modelo a combustão de 125 cm³.

A ficha de equipamentos repete o pacote urbano da marca: painel TFT conectado, modos de condução, carregador integrado, porta-objetos iluminado sob o banco, controle de tração e ABS. Como na Xenter E, a fabricante não divulgou autonomia, capacidade da bateria nem tempo de recarga — justamente os dados que definem a utilidade de uma scooter elétrica no dia a dia.

Chegada ao Brasil não foi confirmada

O comunicado não traz qualquer informação sobre venda desses modelos no Brasil. Todos foram apresentados para o mercado europeu. Por aqui, a eletrificação da Yamaha passa hoje pelos híbridos leves Fluo ABS Hybrid Connected e ZR Hybrid Connected e pelos motores de popa elétricos da Torqeedo.

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