Ano de fabricação e ano modelo: fique esperto com o carro de duas cabeças

Na hora de vender um carro com duas cabeças, normalmente o vendedor fala que não há problemas para o cliente. Mas, na hora de comprar...

Por Boris Feldman09/01/19 às 20h30

Na hora de vender um carro com ano de fabricação diferente do ano modelo, os vendedores dizem que não há problema algum para o cliente. Mas, quando eles avaliam um automóvel usado que servirá como entrada em um negócio, aí o papo é outro.

[TRANSCRIÇÃO]

Se você está pensando em comprar um carro zero quilômetro agora, preste atenção pra ver se ele é: uma ou duas cabeças. Como assim? Se um carro foi fabricado em janeiro, e as fábricas já estão entregando para as concessionárias carros fabricados em janeiro, ele é ano modelo 2019, ano de fabricação 2019. Se ele foi fabricado no ano passado, ele é 2018, fabricação, e 2019 ano modelo.

É o monstrinho: o carro de duas cabeças. E qual a diferença entre um e outro? Nada, o carro é exatamente igual: no documento vem 2018/2019 ou 2019/2019. Que diferença isso faz? Daqui a dois, três anos você resolve dar esse carro de entrada em um novo ou vendê-lo como um usado e aí vai ter sempre um vendedor procurando como argumento para desvalorizar o seu carro, dizer: “Mas esse aqui é o duas cabeças, ele não é ano modelo e fabricação do mesmo ano. Ele é ano fabricação 2018, ano modelo 2019!” E vai tentar desvalorizar o seu carro. Atenção para isso!

ano de fabricação
Foto André Almeida | AutoPapo
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4 Comentários
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    Armando Tanaka 9 de janeiro de 2019

    Em minha cidade nunca tive tal problema pois sempre troco no departamento de semi novos de uma concessionária, anos atrás fui a uma concessionária que desvalorizou o meu veículo, o que fiz, sai de lá e em outra loja fiz um negócio melhor. Se uma loja desvaloriza o seu veículo é só sair de lá pois sempre haverá alguma loja que irá oferecer um negócio melhor.

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    LAÉRCIO JR 22 de janeiro de 2019

    Meu caro Boris, esta história de “2 cabeças” é tão antiga, tão batida, tão sem-importância, tão idiota até, que me causa surpresa você, um profissional experiente no assunto “automóveis” ainda estar gastando seu tempo e espaço com essa conversa de botequim. Eu pelo menos espero que seu próximo comentário seja útil, porque este definitivamente não é.

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      Marlon Oliveira 23 de março de 2019

      Pra mim foi útil e importante! Não sabia os detalhes! Agradeço ao autor do texto pela informação. Continue!!!

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    Josué 10 de fevereiro de 2019

    Olá Boris. Muito oportuna essa sua matéria. Troco de carro a cada 3 a 4 anos e sempre tive essa dificuldade exatamente quando vou vender, conforme você disse.
    Sendo assim, evito sempre de comprar o “duas cabeças”. Entendo perfeitamente que isso não deveria existir, mas as regras de oferta e procura não são ciências exatas. Acredito que o ideal seria constar no documento apenas o ano modelo e data de aquisição. Não seria a solução final, mas reduziríamos muito o problema, pois os veículos adquiridos no início do ano modelo, mesmo de fabricação anterior, não sofreriam tal problema.
    Aproveito para lamentar e me solidarizar contigo contra as críticas estúpidas e desnecessárias que infelizes mal agradecidos fazem aqui. Se a matéria é útil a mim, agradeço. Se não é, pulo para a próxima sem precisar ser mal criado, pois ela pode estar sendo útil para outros.

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