Carro elétrico: na prática, a teoria é outra…

Hora da verdade: Sergio Habib, da JAC, defende os carros elétricos, mas questiona a autonomia deles nas estradas

Por Boris Feldman 05/10/19 às 09h00
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“Carro elétrico, só para uso urbano!”. Quem diz isso não é ninguém contrário ao elétrico. É Sergio Habib, empresário brilhante, que trouxe as marcas Citroën e JAC Motors. Desta, decidiu fabricar também os carros (em sociedade com os chineses) na Bahia,  mas teve seus planos triturados por um desastrado decreto de Dilma Roussef em 2011, que aumentou em 30 pontos o IPI de importados. Não sofreu sozinho: Gandini, da Kia, foi com ele se “queixar ao bispo”.

Habib manteve – aos trancos e barrancos – a importação da JAC até que ventos favoráveis sopraram em 2019: fim dos 30 pontos do IPI e do imposto de importação para carros elétricos. Além disso, a JAC se destacou tanto na eletrificação veicular que foi procurada pela Volkswagen para uma parceria destes veículos na China.

Ao contrário de outras marcas que enxertam um ou dois modelos híbridos e elétricos na gama, Habib traz uma linha completa: três SUVs, uma picape e um caminhão de seis toneladas. Acredita nos carros elétricos e retruca parte das críticas de que são vítimas.

iEV20: carro elétrico da JAC
iev20: um dos carros elétricos da JAC (Foto JAC | Divulgação)

Ele dá garantia de cinco anos para veículos e baterias. Nega o fantasma de que elas pifam em poucos anos e afirma que as mais recentes vão durar tanto quanto os próprios carros, pois perdem apenas cerca de 20 a 25% de capacidade de carga com um milhão de km rodados.

Habib não tem  dúvida de que, para o trânsito urbano, o motor diesel não tem a menor condição de competir com o motor elétrico, pois seu custo de km rodado é três vezes superior e a manutenção mecânica seis vezes maior. Tanto que a maior demanda na JAC é pelas picapes e caminhões.

Carro elétrico na estrada…

O empresário destaca as dificuldades de autonomia do carro elétrico na estrada. Seu raciocínio é de que, para 400 km declarados, por exemplo, o alcance, na prática, será pouco superior à metade. E que será sempre um risco se aventurar em viagens acima de 200 km.

A rigor, diz ele – basta ligar o ar condicionado para se perder 10%, reduzindo o alcance para 360 km. Além disso, o “pé em baixo” faz a autonomia cair para uns 300 km. E Habib pontua que motorista nenhum, em sã consciência, correria o risco de rodar até zerar as baterias: ele para num ponto de recarga com pelo menos 20% de energia restante.

Resumo da ópera: dos 400 km anunciados, o automóvel roda, na prática, cerca de 250 km. Fora eventuais problemas nos eletropostos do trecho: se os carregadores estiverem ocupados, o tempo de espera “na fila” pode ser de uma ou duas horas. Mais a demorada recarga do próprio carro, de no mínimo 50 minutos (rápida) e perder outros 20% de autonomia no trecho seguinte.

Pior ainda numa viagem muito longa, pois a capacidade das baterias vai se reduzindo a cada recarga rápida. Então, viagem de centenas de quilômetros num elétrico exige  cuidadoso planejamento e muita “reza” para não enfrentar contratempo num ponto de recarga.

Habib iria se divertir ao ver uma foto (meme?) de um veículo elétrico parado numa estrada europeia, sem carga e socorrido por um pessoal especializado. Que chegou numa picape com motor diesel e gerador de energia alimentado por gasolina.

Por isso, apesar de interessado em vender elétricos, ele insiste ser uma imbatível solução apenas como veículo urbano ou para viagens curtas, de até 150/200 km, que não exijam recarga em eletropostos.

E o híbrido? Segundo Habib, seu futuro é complicado pois tem o custo de dois motores e um complexo sistema de controle, só viável com subsídio governamental. E que sua autonomia elétrica é ridícula. Além de não resolver o problema de emissões, pois continua expelindo CO2.

Boris fala mais sobre os elétricos da JAC, como o iEV40:

****

Homenagem: a natureza deveria ser mais generosa e evitar a morte prematura de grandes astros como Ayrton Senna, Elvis Presley e, na semana passada, da fantástica soprano Jessye Norman.

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83 Comentários
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    elioricardoalves 12 de outubro de 2019

    O problema não é só autonomia tem o auto custo das baterias o prius e híbrido so que seu custo para manter e muito pesada so o farol se queimar uma lâmpada tem que trocar todo o farol cerca de 4.000 reais um absurdo não vale a pena ter um me desculpem quem gostou do modelo mas procurem saber seus custos

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    João Alberto 7 de outubro de 2019

    Concordo que essa é a realidade hoje. Daqui a 6 meses a historia será outra. A tecnologia está avançando tão rápido que em breve teremos baterias que irão rodar mais de 1000 quilômetros com uma única recarga.

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      Ivan 9 de outubro de 2019

      Essa é a realidade para os carros elétricos que não sejam da Tesla. Os carros da Tesla atuais tem autonomia de 300 a 550 km. Nos Estados Unidos a Tesla já vendeu quase 800 mil carros elétricos e é comum as pessoas fazerem viagens com estes carros porque há postos de recarga em praticamente todo o País. No ano que vem a Tesla lançará o novo Roadster com autonomia de mais de 1 mil km.
      E tambem deverá ser lançada nova bateria da Tesla com maior densidade e longevidade. Eles estimam uma vida útil de um milhão de milhas.

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    Luis 7 de outubro de 2019

    Quanto as baterias qual é o destino das mesmas no fim da vida útil ? Teremos montanhas das mesmas para contaminar o solo , rios e oceanos ?

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    Ilton Júnior 7 de outubro de 2019

    O que não entendo e onde está o apetite para os carros a álcool, energia limpa e mais barato que a fóssil, não acredito no momento no elétrico por todo o relato do especialista acima e por não ter adaptações nas residências para recarga, sem contar que o Brasil ainda tem deficiência no fornecimento de energia e o preço iria para estratosfera … Enfim não é nossa realidade ainda por muitas décadas.

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      Ivan 9 de outubro de 2019

      O Planeta está com aproximadamente 7,7 bilhões de habitantes. Em menos de 20 anos chegará a 9 bilhões. Ou seja, cada vez mais será necessário aumentar a produção de alimentos. Agora imagine os países produzindo quantidades cada vez maiores de álcool para servir de combustível para os carros ao invés de produzir alimentos. Não dá né?

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    Diogo Soccol 7 de outubro de 2019

    O futuro é adaptação…

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    Mauricio Silva Colferai 7 de outubro de 2019

    Talvez a lógica de recarregar a bateria esteja errada.. em vez disso, vc poderia deixar a sua vazia no posto e pegar uma carregada.
    Para evitar deixar uma bateria com carta, poderiam ser 3 ou 4 baterias menores, aí vc troca apenas as vazias

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      Jefferson Gregorio 7 de outubro de 2019

      Deve ser bem divertido de ter um carro elétrico

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    Ivan 7 de outubro de 2019

    Elétrico é só pra endinheirado que não quer viajar e fica só indo do trabalho para casa e vice-versa. Ou é endinheirado suficientemente para ter DOIS carros, um elétrico para POSAR de preocupado com o meio ambiente e outro SUV de duas toneladas para viajar pra praia no final de semana. Só;

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    Tugatesla 7 de outubro de 2019

    Convido o senhor a vir comigo fazer uma longa viagem no meu Tesla Model 3 performance . Para ele perder o medo da autonomia.

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      ERIC WEULACY CRAVEIRO DE SOUZA 7 de outubro de 2019

      Os milhares de reais de diferença de preço entre um tesla e um prisma seriam sulficientes pra comprar milhares e milhares de litro de gasolina, neutralizando a questão do consumo. Só minha opinião. Carro elétrico não está na realidade da classe média do brasileiro

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      ERIC WEULACY CRAVEIRO DE SOUZA 7 de outubro de 2019

      Os milhares de reais de diferença de preço entre um tesla e um prisma seriam sulficientes pra comprar milhares e milhares de litro de gasolina, neutralizando a questão do consumo. Só minha opinião. Carro elétrico não está na realidade da classe média do Brasil

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    Jony Max Barbosa Osório 7 de outubro de 2019

    Porque ninguém pensou nisso o carro elétrico se movimenta com algumas correias e um alternador ligado as baterias continua sendo alimentado a parte elétrica sem precisar de recarga

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      Rdw 8 de outubro de 2019

      Pq o objetivo não é a autonomia. Eles só querem substituir os postos de gasolina por energia elétrica.

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    José Luiz De Martini 7 de outubro de 2019

    Carro elétrico no Brasil sem um programa de energia renovável como eólica ou solar que compense este consumo é hoje um tiro no pé. Visto que a energia adicionada ao sistema seria térmica em usinas de baixo rendimento queimando óleo. Bom só para a indústria que aumenta seus lucros com produtos de maior valor agregado.

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      Josué Carvalho de Oliveira 7 de outubro de 2019

      O motor elétrico já atingiu inacreditáveis aperfeiçoamentos com rendimentos que supera os 90% além de serem absolutamente silenciosos. Mas as baterias continua ser o gargalo para a maioria das pessoas por serem extremamente caras , baixa eficiência, pesadas e muito lentas nas recargas além de ter uma vida útil muito baixa. Uma série de promessas em inovações tecnológicas já foram apresentadas, mas até agora nenhuma se tornou viável na prática.

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    Gerson Torres 7 de outubro de 2019

    É um futuro próximo e sem volta. Grandes montadoras já avisaram que não vão mais investir nos térmicos. Então, sejam bem vindos elétricos e parabéns a JAC pelo pioneirismo!

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    Álvaro 7 de outubro de 2019

    Qual é a solução das baterias esgotadas num EV e o custo médio na sua substituição.
    Cumprimentos

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    Antonio Santos 7 de outubro de 2019

    Vejo esses investimentos em carros elétricos, mas projetos promissores como o motor a ar comprimido foram colocados na gaveta.

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    Gustavo 6 de outubro de 2019

    E seria possível criar um carro elétrico com sua parte externa foto voltaica?

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      Djalma 6 de outubro de 2019

      Sabe o que vai bem em uma cidade grande? Uma bicicleta e um pouco de boa vontade.carro elétrico não solução. A solução é tirar os carros das ruas.fica a dica.

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        Celio 7 de outubro de 2019

        E voltamos ao século XIX! Quero ver você ir pedalando sob um sol de 40°…

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      Pedro 7 de outubro de 2019

      A Toyota iniciou os testes no Japão, porém ela mesmo diz que isso é a longo prazo. O problema é que em 1 m2 incide em média 1.0 kW e os painéis mais modernos conseguem obter 0,2 kW apenas. A bateria de um elétrico tem entre 40 a 60 kWh, então não tem área suficiente para carregar as baterias. Seria mais para ajudar a alimentar algum equipamento elétrico. Isso sem contar que seria todo escuro e você irá gastar mais com ar condicionado no verão.

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      Pedro 7 de outubro de 2019

      Gustavo, em 1 m2 incide 1 kW de energia solar. Um painel moderno consegue extrair 0,22 kW. Uma bateria de carro elétrico tem entre 40 e 60 kWh. Então um painel solar não consegue carregar uma bateria. A Toyota está iniciando os testes no Japão, porém ela mesmo diz que é para longo prazo. Talvez estejam testando painéis mais eficientes.

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    José Maurício 6 de outubro de 2019

    Resumindo, carro elétrico é bom pra quem ? E bom para a indústria , . E bom para os governos que arrecacadam mais impostos . A solução , está disponível a décadas , HIDROGÊNIO . . E a um custo muito menor . Tendo a tecnologia atual e mandado a indústria do petróleo pro inferno. Deixando esse última só para as áreas mais nobres. Não acredito que baterias vão durar como o cidadão fala, e se isso vier a acontecer , vai ser daqui a uns 100 anos. Enquanto isso , o descarte das baterias dos carros elétricos e híbridos , já estão criando problemas com o meio ambiente n. Isso ninguém vê. O futuro , a conquista do espaço , o homem vai usar a Lua como trampolim para essas conquistas, e para tal , vão usar a água encontrada na Lua sb a forma de gelo , ou seja , vão transformar água em HIDROGÊNIO . . PORQUE NÃO AGORA AQUI NA TERRA . Já temos essa tecnologia . Acorda gente .

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    Helio 6 de outubro de 2019

    Carro elétrico ainda é para uso urbano e locais próximos. Custo benefício a ser levado em conta. Quem faz mais uso urbano é bom. Se precisar para longa distância esporadicamente alugaria um carro a combustão.

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    Andre. 6 de outubro de 2019

    No meu ponto de vista o carro elétrico deveria ter baterias removíveis que pudessem deixá-los um posto de recarga e pegar outra carregadas no mesmo, assim seria como um botijão de gás onde você leva o refil e pega outro no lugar , assim as baterias não nessecitariam de carga rápida fazendo com que a vida útil da bateria aumentasse muito, e também diminuir o tempo de espera e o preco dessas baterias já que seria uma espécie de posto de gasolina que compraria das baterias .

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      Pedro 7 de outubro de 2019

      A Renault tentou isso com um Fluence elétrico na Europa. Era um edifício fechado onde um robô tirava a bateria e colocava outro. Mas não foi adiante. Acredito que um grande problema seja a distribuição de peso. Nos elétricos atuais as baterias ficam no assoalho para melhorar o centro de gravidade. No Fluence ele ficava, se não me engano, na frente.

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    Andre 6 de outubro de 2019

    No meu ponto de vista o carro elétrico deveria ter baterias removíveis que pudessem deixá-los um posto de recarga e pegar outra carregadas no mesmo, assim seria como um botijão de gás onde você leva o refil e pega outro no lugar , assim as baterias não nessecitariam de carga rápida fazendo com que a vida útil da bateria aumentasse muito, e também diminuir o tempo de espera e o preco dessas baterias já que seria uma espécie de posto de gasolina que compraria das baterias .

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    Isac 6 de outubro de 2019

    Esse é mais um tiro no pé que a JAC está dando,que pena, poderia ter continuado com a linha j2,j3!

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    Andre 6 de outubro de 2019

    Uma coisa que é absurda em se tratando de matérias a respeito de carros elétricos é a tal da “mecânica”. O carro é elétrico, praticamente 90% de tudo que o carro tem é elétrico e eletrônico. E se o carro precisar ir pra oficina, ela nao vai passar na mão de um mecânico. Esqueçam isso, é outra tecnologia. É completamente diferente

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    Sandro Jakson 6 de outubro de 2019

    De tudo se falou sobre os prós e contra de carros elétricos, híbridos e a combustão.
    E todos tem razão de alguma maneira, é o fato de as indústrias de peças, produtores de combustíveis e postos , e principalmente os governos que não querem abrir mão de impostos altíssimos em tudo que foi citado em todos os comentários, ( nos combustíveis, mas peças, nos carros em geral e outras várias coisas que é difícil de listar todos)
    Foi dito em um comentário que é muito mais fácil de se fazer um posto de reabastecimento para carro elétrico que um posto de combustíveis convencionai.
    Realmente isso na teoria é verdade! Afinal, bastaria se fazer postos de recarga com painéis fotovoltaicos, e sol no Brasil não falta!
    E de certa maneira também é quase a mesma resposta de solução para o comentário que fala do aumento de energia para quem tiver que recarregar as baterias em casa. (E é o óbvio em praticamente todos lugares que tiver um carro elétrico)
    E enquanto está engrenagem não começar a girar de verdade, praticamente todos não querem se arriscar, e investir em um elétrico na garagem, na revenda, (pois teria que especializar funcionários espaços específicos e até postos de recarga para clientes em pontos das cidades, mesmo que para ajudar a impulsionar as vendas de seus carro elétricos.
    O que realmente falta para a grande maioria dos brasileiros é dinheiro para investir em um carro que pelo benefício a médio prazo não é caro, ( de imaginar 5, 6, 7 anos ou mais sem pagar alguns impostos e principalmente gasolina e isso também tem muito imposta já é um sonho, e nem se fala da questão de poluição)
    Eu espero, e sonho logo em ter o meu carro elétrico e minha casa tbm estará com solução de energia solar!
    Daí será um todos os dias um abraço a natureza e um furo no bolso desses governos com menos impostos para bancar vida fácil de políticos.
    Fico feliz de ver o representante da JAC ter essa iniciativa! Ele tem visão do futuro e sabe que isso é um caminho sem volta! A evolução no transporte.
    Lembra o barão de Mauá! Trazendo a indústria e o progresso, num tempo em que só investiram em escravos.
    Hj ainda somos escravos deste sistema que visa material os lucros da indústria do petróleo, de peças, de impostos e muitas outras coisas que também não seria capaz de listar.
    Já ia esquecendo de comentar sobre o colega com o comentário sobre o teto e o capô solar!
    É uma boa ideia que já é testada! E que não é o suficiente, mas ajuda na autonomia com certeza! ( e ajudando na ideia, por que não uma capa de proteção para proteger a pintura, diminuir o calor e ao mesmo tempo com painéis fotovoltaicos ligado a um carregador no próprio carro enquanto ficar parado estacionado?!)
    Abraços a todos!

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    Abelardo Peixoto 6 de outubro de 2019

    Se se carregar a bateria de um carro elétrico com um gerador acionado por um motor à combustão, a despesa será maior do que usar o motor à combustão para acionar diretamente o carro. Existe o problema de rendimento energético. O moto contínuo é impossível.

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    Joel cruz 6 de outubro de 2019

    O Brasil têm um combustível perfeito e com tecnologia nossa pronto em alta produção.O Etanol limpo, econômico todo desenvolvido para utilização.Vamos começar nova era de busca alternativa.Carro Elétrico será para uma minoria,custa caro, desvaloriza rápido,baixa autonomia e outros.

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    Eddie 6 de outubro de 2019

    Concordo com o ponto do artigo que carro elétrico é para cidades (e das grandes). Hibridos como da Toyota são uma falácia e não trazem nada de bom ao meio ambiente e principalmente ao bolso do incauto que paga 25% a mais pra ter um, fora o seguro. Já o hibrido plug in que, segundo testes que assisti, parece me a soluçao pra quem pega estradas; só que, se a VWB vier com muita sede ao pote, o GTE nao vai vender. O GTE tem autonomia eletrica pra cidade, autocarrega as baterias em estrada e tem um belo motor turbo pra rodovias e atingido médias de consumo fantásticas no geral cidade/estrada. Mas vc morre no preço de compra e provavelmente no seguro, fora o fato de vc obrigatoriamente ter uma tomada na sua garagem ou box, brinquedo para poucos endinheirados ou funcionários do PoderJudiciario. O futuro eletrificado nestas plagas ainda está muito longe de acontecer.

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    Fabio 6 de outubro de 2019

    Gostei da ideia do Socorro automotivo, vou me especializar nisso

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    Fabio 6 de outubro de 2019

    Gostei da ideia do Socorro automotivo

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    Diego Da Costa 6 de outubro de 2019

    Uma coisa Clara mas ninguém ainda fez foi tirar o teto e capo do carro e trocar por painéis solares, desta forma a autonomia aumentaria em alguma forma.

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      Carlos 6 de outubro de 2019

      Isso mesmo. A tecnologia em carros elétricos está apenas começando. Há muito por fazer. A única coisa que sinto falta é um veículo brasileiro entrando neste seleto grupo.

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      Josué Carvalho de Oliveira 7 de outubro de 2019

      A ideia de usar o teto do veículo para captar energia do Sol é totalmente inviável pois a área disponível é uma pitada de energia para uma carga acima de 5kw. Seria necessário semanas de exposição além de estragar a estética e aerodinâmica do veículo.

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    Dyone Marques 6 de outubro de 2019

    A questão é que muitos setores nao querem os carros elétricos, carros elétricos tem 70% menos peças para ser fabricado, sistemas elétricos geram menso manutenção que sistemas a combustão, não precisam de arrefecimento, sistema de escape e sistema de óleo etc. O setor de autopeças, mecânicas tradicionais, postos de gasolina, caminhoes tanques, refinarias e a Petrobrás vão perder muito com os carros elétricos.

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    Genivaldo OJ 6 de outubro de 2019

    Uma análise marketeira do Habib. Carro elétrico sim se fato é o futuro. Mas as condições p esse feito no Brasil, é uma política justa de preços como a China por ex. Kiwd eletrônico a 9 mil dólares. Eletropostos espalhados pela cidade e estradas. Além de peça de reposição que não é o forte da JAC. Embora o custo ainda pesa na bateria,carros de 10 mil dólares já são realidades. Aqui sempre aquela velha jogada, imposto e valores p somente a classe alta, como se tivesse comprando um iPhone.

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    Gilvan Rodrigues Gonçalves 6 de outubro de 2019

    A JAC aqui em Curitiba ela mal consegue consertar o kit multimídia que vem no carro original imagina carro elétrico não tem peças simples pequenas para reposição estou muito arrependido de ter adquirido esse carro da Jac T5 não tem suporte nenhum a concessionária mau tem uma sala de espera para as pessoas aguardarem seus veículos a serem liberados da revisão. Revisões simples e caríssimas…

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    Antônio Bonifácio Souza 6 de outubro de 2019

    O ideal seria, placas de Transformação de energia solar para elétrica sobre todo o teto do veículo

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    Juciê Lunkes 6 de outubro de 2019

    Tem outro ponto nesta “autonomia” que pra mim, que vivo, trabalho e dificilmente saio do Oeste de Santa Catarina, aqui no sul!!!
    Esta “autonomia” devida as nossas estradas com muitas curvas, trechos muito íngremes, cairia para 150/200km no máximo, só pro vcs terem uma ideia tenho um Fiat tiro diesel pra trabalhar, as revisões de troca de Óleo, filtros da programados para 20 mil kms, mas aqui nós trocamos cada 10 pois força muito o motor, então imaginamos quanto mais energia precisaríamos em um elétrico, pra trabalhar na região como é o meu caso ainda não compensa… Abraço a todos, e eu estou na espectativa de ver uma pickup elétrica pra trabalhar… O diesel tá muito caro, estou pagando R$3,60 rodo em média 800 km semanal… Minha média geral na tiro está em torno de 11,5 …🤝🤝

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    Sergio Quintella 6 de outubro de 2019

    Mas já ouvi falar em baterias substituíveis.
    As fábricas teriam que se unir para padronizar.
    Parecido com a padronização do combustível dos postos.

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    Wilson Sousa 6 de outubro de 2019

    Como ficariam os elétricos usados?
    Quem comprar um elétrico usado de digamos 5 anos de uso, teria em breve substituir as baterias e um jogo novo de baterias custa uma pequena fortuna.

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      Ismael 6 de outubro de 2019

      Chegou no ponto, carros elétricos vão ser descartáveis que nem são os smartphones hoje.

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    Alexandre Mattos 6 de outubro de 2019

    É uma tecnologia em desenvolvimento. Tenho certeza que os problemas indicados serão resolvidos em um curto período de tempo agora que a indústria percebeu que o futuro dos veículos é a eletrificação! Gostemos ou não.

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    Cleber S Leite 6 de outubro de 2019

    Tem estradas que sequer tem um papo a quilômetros e você corre o mesmo risco. A única coisa que está difícil é aceitar o futuro. É mais fácil montar um eletroposto em qualquer lugar do que movimentar petróleo pro meio do nada. Isso só me parece uma psicologia reversa de alguém frustrado com o mercado tentando reverter algo que não foi vantajoso.

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    Paulo 6 de outubro de 2019

    O foco e outro, é falta de infraestrutura para abastecimento , se não existisse postos de combustíveis , não se viajaria ,
    Com novas tecnologias já em andamento em breve nada disso será um inconveniente, ja existem vias que carregam as baterias de seu carro enquanto ele roda.

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    Rodrigo 6 de outubro de 2019

    Sim, tem que melhorar mesmo. 200km eh pouco. Eu prefiro o híbrido, mas o custo eh que desmotiva, ainda muito caro. E o medo da energia subir tanto, só por conta dos carros elétricos… Afinal estamos no Brasil, onde sempre querem uma fatia dos benefícios em forma de impostos…

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    Luis 6 de outubro de 2019

    Treta e desconhecimento. Na Europa carros elétricos é aos milhares sabem porque rede para abastecer em praticamente todo lado… Autonomia real do mais vendido e preços acessíveis como por exemplo renault zoe

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    Fernando Rocha de Miranda Pereira 6 de outubro de 2019

    Verdade,carro elétrico só para uso urbano mesmo. A autonomia deles é limitada demais. No Brasil existem pouquíssimos lugares de recarga, principalmente nas rodovias. O carro elétrico é muito caro no Brasil e tem poucos incentivos ainda

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      Vicente Paulo Gonçalves 6 de outubro de 2019

      O carro elétrico para uso urbano,tdb.

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    Fernando Rocha de Miranda Pereira 6 de outubro de 2019

    Verdade, concordo com o Habib. Carro elétrico só para uso urbano mesmo. A autonomia deles é limitada demais. No Brasil existem pouquíssimos lugares de recarga, principalmente nas rodovias. O carro elétrico é um processo muito longo para ser acessível, pois o preço é o dobro de um carro comum e só gente rica compra.

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    Alison Koglim 6 de outubro de 2019

    JAC Motors? Falando em Garantia? De que? Levei 6 meses pra me enviarem uma simples trava elétrica. Isso sem contar as peças erradas que enviaram me fazendo ter dor de cabeça, custos altíssimos com locação de veículo enquanto o meu ficava “internado” na autorizada por incompetência e irresponsabilidade de funcionários que não acham uma simples trava elétrica alegando que não tem. Como confiar numa montadora dessas?

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      Osni Boeing 6 de outubro de 2019

      Exatamente o que também aconteceu com um parente meu, que teve a infelicidade de bater seu JAC. Foram mais de 6 meses de espera, decepções, mentiras, erros, promessas e desespero, impondo ao infeliz proprietário um estresse de enlouquecer. Resultado: ele não só se livrou do carro assim que finalmente (ufa, ufa, ufa ficou pronto). Alguns conhecidos
      que “embarcaram” na marca, atemorizados com o caso, se livraram preventivamente dos seus JAC’s . O despreparo e desrespeito foi a tônica.

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      Alexandre 6 de outubro de 2019

      Kkkk! Alison, não estrague a reportagem com a realidade! Kkkk! Bem isso q falou mesmo!

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      Richard Ramos Camazano 6 de outubro de 2019

      Boa,viva a realidade

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    José Eduardo Souza Carrilho Cruz 6 de outubro de 2019

    Defendo que no caso brasileiro seja feita uma pesquisa completa sobre real impacto do carro a etanol (em relação a produção do combustível ) e do elétrico no meio ambiente para mudar a política nacional de veículos para os elétricos (ou não!) .
    Uma vez nossa país ja gera sua eletricidade prioritariamente por hidroelétricas e outras fontes renováveis (apesar do uso de térmicas) tenho a impressão que o elétrico por aqui seria o ideal, pois além da questão ambiental importante , ele tb promoveria inúmeras vantagens, como desenvolvimento nacional da indústria dos elétricos (e todo mercado que ele abre) gerando postos de trabalho e inovação, que são os meios de transformar nossa injustiça social..
    Para isso servem universidades com verba, para propor caminhos inteligentes e se pensar o Brasil de forma inteligente ….mas será que os brasileiros querem cientificamente conhecer seu país ? De repente preferem viver na fakenews …

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    Reinaldo Antonio Israel 6 de outubro de 2019

    Alternador para manter as baterias carregadas como em carros à combustão é solução final

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      Giuliano Caetano Esper 6 de outubro de 2019

      Porque será que não pensaram nisso antes ?!?!? Você descobriu como fazer um moto perpétuo….

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      Mauro José 6 de outubro de 2019

      Acho que alguém reprovou em física na escola.

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        Luiz Vicente Costa 7 de outubro de 2019

        Acabaram de inventar o moto contínuo. Quanta besteira.

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      Antônio Araújo 7 de outubro de 2019

      Amigo, não dar certo porque o gerador tem que ser proporcional a potência das baterias, que no caso em questão são bancos com enormes potências. Um alternador não faria nem fosca nelas, seria dias para dar uma carga completa. E ainda precisa da energia pra fazer ele girar

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        Cláudio Soares 7 de outubro de 2019

        Energia solar , acho uma boa saída

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    Reinaldo Antonio Israel 6 de outubro de 2019

    Tem que ter alternador para manter as baterias carregadas como em carros à combustão

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      EDVALDO LIMA DA SILVA 6 de outubro de 2019

      Reinaldo o sistema de freios regenerativos são mais eficientes pois geram energia a partir das frenagens. Um alternador teria que ser ligado por correias ao motor eléctrico e usando a energia das baterias para gerar energia isto nunca seria eficiente pois gastaria mais energia da bateria do que iria gerar.

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        JONATAS CERQUEIRA DOMICIANO 6 de outubro de 2019

        Nota 10

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      MATEUS PORTELA MIRANDA 6 de outubro de 2019

      Sim daí vc tem carga infinita não precisa nem carregar mais, porque será que não pensaram nisso kkkkkkkk cada idéia uma mais sem noção q a outra kkkk!

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      SILVIO ANTONIO CARDOSO FRANCISCO 7 de outubro de 2019

      Sim… E por que não o gerador de energia de Tony Stark?

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    Roberto 6 de outubro de 2019

    Se a indústria do veículo elétrico quiser acelerar a expansão é muito simples… Basta PADRONIZAR o sistema de recarga. Hoje existem vários tipos, especificações e conectores, fica difícil empreender nesse ramo.

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    Lorenzzo 6 de outubro de 2019

    Corretíssimo. Pela diferença de custo de combustível, talvez valha a pena ate ter um carro elétrico e alugar um a gasolina para viagens longas.
    Em vez de híbridos, uma possível solução pra isso são geradores a gasolina — mesmo que externos, para serem acoplados por fora.
    Não sei quão rápido um gerador a gasolina pode recarregar um carro elétrico, mas provavelmente aumentaria bastante essa autonomia, e não ficaria dependente de encontrar postos com carga rápida.
    Se é pra ter dois motores como um híbrido, que seja um motor elétrico e um gerador.
    Bom, ao menos na teoria. Fica a sugestão para os entendidos fazerem as contas 🙂

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      Alexandre 6 de outubro de 2019

      Uma ideia interessante! Poderia ser um opcional para os carros elétricos!

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      Giovanni Esposito Neto 6 de outubro de 2019

      Em questão ao gerador seria bem legal, mas eles podiam usuar álcool que é menos poluente.

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      BrunoJRF 6 de outubro de 2019

      A BMW i3 tem esse recurso pois traz um gerador a gasolina para emergências.

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        Elvino Oliveira 7 de outubro de 2019

        Na Europa ja não fabricam o BMW i3 com gerador. Nao ha no mercado nenhum veiculo com aquela caracteristica.

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      Antonio Santos 6 de outubro de 2019

      É uma boa ideia, lorenzzo. Em vez de motor a combustão, melhor seria a sua ideia. Parabéns!

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      Cláudio Soares 7 de outubro de 2019

      Bem pensado

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    Handerson Fernandes 5 de outubro de 2019

    Sensacional compraria sem medo de ser feliz!
    Pois pelo preço da gasolina hoje, qualquer alternativa é bem vinda.

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    Claudio Drummond 5 de outubro de 2019

    Concordo plenamente com o Habib! O que torna, a meu ver, um nicho de mercado, pois quantos na nossa economia, podem se dar ao luxo de ter um carro urbano e outro para uso rodoviário?

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