5 carros britânicos que convenceram no último minuto
Os britânicos pegaram uma fama terrível de baixa confiabilidade que ofusca as inovações e o brilho deles nas pistas de corrida
Publicado em 02/07/2026 às 06h00
A Inglaterra ficou com a fama de fazer carros problemáticos e isso ofuscou as glórias do passado. No período anterior a 2ª Guerra Mundial ela foi o país com a maior quantidade de fabricantes automotivos e até meados dos anos 80 seus modelos dominavam nas pistas de corrida.
A indústria britânica também criou inovações importantes, como o motor transversal do Mini, o cabeçote multiválvulas do Triumph Dolomite e o primeiro SUV de luxo, o Range Rover. Mas aqui vamos focar nos que fizeram sucesso em corridas.
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1. Mini Cooper S

O Mini original foi criado pelo genial Alec Issigonis como um carro familiar urbano. O layout de motor transversal veio para liberar mais espaço para a cabine e o peso baixo era consequência de sua simplicidade.
Mas John Cooper, fabricante de carros de corrida, viu potencial no Mini justamente por ser leve e veloz. O primeiro Mini Cooper trazia motor de 1 litros com dois carburadores SU, freios a discos na dianteira e câmbio de relações curtas, foram feitas 1.000 unidades para homologação do grupo e de turismo.
A fama do Mini Cooper nas pistas foi reforçada com o modelo S, que usava motor 1.275 de 76 cv. Foi com essa configuração que o Mini foi campeão no Rali de Monte Carlo de 1964, sob o comando do irlandês Paddy Hopkirk.
O Mini Cooper S colecionou diversas vitórias nos ralis durante os anos 60 e 70. Ele também fez bonito nos campeonatos de turismo britânicos, onde enfrentava carros maiores e mais potentes. Ainda hoje é possível ver o modelo correndo nas provas históricas de Goodwood.
2. Bentley 4½ Litre Blower

A Bentley tem tradição em fazer grand tourer, termo que designa esportivos confortáveis prontos para realizar longas viagens em altas velocidades. O atual Continental GT é um exemplo vivo disso.
Um grupo de motoristas ricos que usavam os carros da marca foi apelidado de “Bentley Boys”. Um deles, Woolf Barnato, comprou o fabricante em 1925 para salvá-lo da falência.
A melhor forma de melhorar a imagem de um carro na época era correndo nas 24 Horas de Le Mans. Os “Bentley Boys” participaram da competição com o 4½ Litre de 1927 a 1931.
Eles foram campeões em 1928, com Barnato ao volante do carro. Uma versão mais forte equipada com compresso mecânico, batizada como 4½ Litre Blower também correu, ela não chegou a ganhar mas quebrou recordes de velocidade na pista.
Segundo Ettore Bugatti, os carros da marca britânica eram os caminhões mais rápidos do mundo. Esse comentário foi em alusão ao porte grande dos Bentley em relação aos modelos esguios da Bugatti.
3. Lotus 72D

Esse carro britânico já foi tema de samba. O Lotus 72 foi um carro de Fórmula 1 projetado por Colin Chapman que colecionou bons resultados de 1970 a 1975 e garantiu o primeiro campeonato de Emerson Fittipaldi na categoria.
O Lotus 72 mantinha a filosofia da marca de focar na leveza e trazia avanços na aerodinâmica. O motor usado era o famoso V8 Ford Cosworth DFV, com 3 litros e potência entre 445 e 470 cv.
4. Aston Martin DBR1

Apesar da Aston Martin ser uma participante frequente das 24 horas de Le Mans, a marca britânica só foi campeão do evento em 1959 durante a era clássica. O carro responsável por isso foi o DBR1, que foi pilotado por Carroll Shelby e Roy Salvadori.
Esse modelo também conseguiu a segunda posição na corrida, desbancando quatro carros da Ferrari. O motor usado era um seis cilindros em linha 3.0 e o carro pesava apenas 801 kg.
O DBR1 teve um início de carreira difícil, tendo que abandonar corridas como a Targa Florio e as 12 horas de Sebring por falhas mecânicas. A dobradinha em Le Mans melhorou os ânimos, a Ferrari que ficou na terceira colocação terminou 25 voltas atrás do Aston Martin.
A marca só voltou a ter bons resultados em corridas nas categorias de turismo, com o DBR9 de 2005 e seus sucessores. O novo Valkyrie AMR-LMH está competindo na categoria principal das provas de endurance e já conquistou um pódio, mas por enquanto está na 6ª posição da temporada de 2026.
5. Jaguar XJR-9

A equipe Tom Walkinshaw Racing junto da Jaguar fizeram um belo par nas competições durante os anos 80 e 90. Eles fizeram transformaram o XJS em um carro de corrida, criaram o icônico XJ220 e a bem sucedida série de protótipos XJR.
Escolhemos para ilustrar aqui o XJR-9, que foi campeão nas 24 horas de Le Mans e do campeonato de endurance em 1988. Ele também quebrou o recorde de velocidade em La Sarthe, atingindo 394 km/h na reta Mulsanne.
Na época não existiam as chicanes nessa reta, por isso o carro de Le Mans precisava de um pacote aerodinâmico diferente. O XJR-9 trazia as rodas traseiras cobertas e um aerofólio mais baixo, para reduzir o arrasto. O motor usado era um V12 7.0 derivado do motor de rua da Jaguar, que entregava 760 cv.
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