Como foi dirigir um caminhão pela primeira vez

Dei uma volta no novo Volkswagen Constellation 32.360, projetado para operar fora da estrada, dentro de uma mineradora

Por Bárbara Angelo 24/06/19 às 21h05

No início deste mês, tive a oportunidade de dirigir um caminhão pela primeira vez. Ela surgiu durante o evento de lançamento de um novo modelo da Volkswagen, o Constellation 32.360, criado para operações fora de estrada. Eu não apenas pude descobrir como é comandar um veículo pesado, como o fiz em seu habitat natural, dentro da mineradora Santiago, nos arredores de Belo Horizonte.

Eu não me propus a avaliar o caminhão, já que eu não teria com o que compará-lo, mas, sim, tentar perceber as principais diferenças entre dirigir o meu carro – um hatch – e aquele veículo de 3 metros de altura e 7,5 m de comprimento. Para piorar, ele estava carregado com 15 toneladas de cascalho – para dar uma impressão mais fiel à realidade de seu uso cotidiano.

A distinção mais notável foi o câmbio automatizado, o que tornou a condução do gigante mais simples que a do meu compacto, que tem câmbio manual. A transmissão do Constellation 32.360 tem 16 velocidades, além de 2 marchas ré.

caminhao volkswagen constellation 32360

Assim, para dirigir esse caminhão, tive que aprender a operar a manopla da transmissão, muito macia e de uma lógica simples, baseada em movimentos para a esquerda e direita.

A segunda diferença que eu percebi foi como as manobras eram lentas, e eu parecia ter que girar o volante mais vezes até o veículo alcançar o ângulo que eu desejava.

Como comentou o assessor técnico da Volkswagen que me acompanhava e instruía, o diâmetro do volante, maior que o de um carro, era o culpado. Essa mudança, contudo, torna as curvas ao dirigir o caminhão mais fáceis de controlar. Isso parece auxiliar o motorista a manter controle sobre o veículo.

caminhao volkswagen constellation 32360 barbara angelo

Dirigir caminhão requer mais paciência e cuidado

Por serem grandes e pesados, os caminhões devem ser manejados com mais cuidado que os carros. Eles vão demorar mais tempo para acelerar e, o mais perigoso, frear.

E essa foi outra grande diferença que percebi ao dirigir o caminhão. Ao pisar no acelerador, o veículo parecia demorar a responder. E isso acontecia mesmo considerando que o Constellation 32.360 tem 360 cavalos de potência e 169 kgfm de torque.

Pensei que poderia ser uma questão de controle da aceleração, mas o instrutor me informou que aquela era a resposta normal do veículo. Com isso, concluí que eu não teria coragem de andar muito rápido com aquele caminhão – especialmente carregado – e não chegaria nem perto dos 95 km/h de sua velocidade máxima.

Por fim, na hora de estacionar, puxei o freio de mão – uma pequena alavanca no painel, ao lado do volante, e ouvi o “espirro” característico do freio a ar.

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1 Comentário
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    Nanael Soubaim 25 de junho de 2019

    A diferença é como estar acostumado a levar um cãozinho para passear, e de repente colocar a coleira num touro. É duro, mas mais duro é lidar com o FNM D11000, é como colocar a coleira em um brontossauro.

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