Aumento dos preços dos insumos levou fabricantes a reajustarem seus preços, analistas apontam que demanda motivou a escalada
Com um mercado interno que emplaca 34 milhões de veículos por ano, o varejo chinês já viveu dias margem negativa para girar estoques. Mas parece que o jogo virou. O segmento de veículos eletrificados começou a registrar aumento de preços após anos de forte disputa comercial entre montadoras. Segundo veículos da imprensa chinesa, mais de 15 fabricantes já anunciaram reajustes em carros elétricos e híbridos devido ao aumento nos custos da cadeia de suprimentos.
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Entre as empresas afetadas estão BYD, Xiaomi e diversas joint ventures internacionais que atuam na China. O principal motivo para os reajustes é a alta no preço de componentes eletrônicos, especialmente chips de memória e semicondutores utilizados em sistemas de assistência à condução, conectividade e inteligência artificial embarcada.
Além dos chips, matérias-primas como carbonato de lítio e metais usados em baterias também ficaram mais caras nas últimas semanas. A pressão ocorre em meio ao crescimento acelerado do mercado chinês de veículos de nova energia, conhecido localmente como NEV. Em abril, os eletrificados atingiram participação recorde de 61,4% das vendas no país.
Nos últimos anos, a China viveu uma intensa guerra de preços entre fabricantes locais e estrangeiros, liderada principalmente pela BYD e Tesla. A disputa reduziu margens de lucro e obrigou marcas menores a cortar custos ou abandonar projetos. Agora, o avanço nos custos industriais começa a inverter esse movimento.
A BYD já reajustou preços de sistemas avançados de condução assistida, enquanto outras marcas passaram a cobrar mais por opcionais ligados à tecnologia e autonomia elétrica. Alguns lançamentos recentes também chegaram ao mercado com valores acima do esperado inicialmente.
O cenário acontece em paralelo ao aumento da inflação industrial chinesa. Dados divulgados nesta semana mostraram que o índice de preços ao produtor do país atingiu o maior nível em 45 meses, impulsionado pelo encarecimento de energia, metais e componentes industriais.
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