Kobe Steel forneceu metais irregulares a fábricas de veículos

Toyota, Honda, Nissan e Mitsubishi estão entre as envolvidas; 500 empresas foram prejudicadas pela siderúrgica

Por AutoPapo 13/10/17 às 11h18

Uma das maiores companhias siderúrgicas do mundo fraudou a qualidade dos seus metais. A japonesa Kobe Steel admitiu ter falsificado relatórios de inspeção por pelo menos 12 meses, até agosto deste ano. A empresa também admitiu que o mesmo já deveria estar sendo feito por mais de uma década.

Terceira maior siderúrgica do Japão, a Kobe Steel é fornecedora de Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi, Subaru, Kawasaki e Mazda. A Boeing também faz parte da lista de clientes, bem como a operadora de trens-bala JR Tokai. O diretor executivo da Kobe, Hiroya Kawasaki, disse que aproximadamente 500 companhias receberam produtos com certificação falsificada.

O CEO também falou que a companhia planeja indenizar seus compradores por cada produto afetado. Fundada em 1905, a Kobe Steel é uma das siderúrgicas mais tradicionais e requisitadas do Japão. No entanto, de acordo com Kawasaki, sua credibilidade hoje é “zero”.

A Kobe Steel já perdeu mais de um terço de seu valor de mercado desde a admissão das fraudes. As ações da empresa chegaram a valer cerca de 4,5 bilhões de dólares no ano passado. É mais uma companhia japonesa que se vê num escândalo. A Takata é responsável pelo maior recall da história da indústria automobilística. Seus airbags defeituosos já fizeram ao menos 17 vítimas. A Mitsubishi, que hoje faz parte da aliança Renault-Nissan, admitiu ter manipulado testes de consumo de combustível de seus automóveis.

Leia também: Ao invés de salvar, mata – o maior recall da história da indústria automobilística

Quanto ao escândalo da Kobe Steel, Toyota, Nissan, Honda e Boeing estão investigando se seus produtos finais foram afetados. A operadora Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela usina de Fukushima, afirmou que recebeu canos da Kobe que não haviam sido checados previamente. O acidente na planta, em 11 de março de 2011, foi a maior tragédia nuclear desde a catástrofe em Chernobil, em 1986.

Kobe Steel
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1 Comentário
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    Franco Vieira 25 de outubro de 2017

    Primeiro foi a Alemanha com o ‘Dieselgate’, agora Japão… países de primeiro mundo… se começar a fuçar por aí, não vai sobrar pedra sobre pedra!

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