Meio ônibus, meio barco

Ônibus anfíbio é pioneiro na Alemanha e passa a ser usado pelos turistas para conhecer as belezas da histórica Hamburgo

Por Daniel Camargos05/09/16 às 15h04

Quem vê o ônibus Hafencity Riverbus navegando pelas águas do rio Elba, em Hamburgo, na Alemanha, pode ficar bem confuso. Afinal, pode um ônibus se transformar em barco e depois voltar a rodar pelas ruas? A resposta é sim. Sob o casco à prova d’água está o chassis de um caminhão da MAN. Já a carroceria foi fornecida por uma empresa húngara.

A nova atração combina habilmente os tours do porto e da cidade. Vale destacar que Hamburgo é um a segunda maior cidade da Alemanha e seus canais são cruzados por mais de 2,5 mil pontes, o que torna a malha de canais maior do que as de Amsterdã e Veneza.

(Divulgação)

O primeiro ônibus anfíbio na Alemanha, Fred Franken precisou executar algumas tarefas pioneiras em muitas ocasiões. Tanto que levou quatro anos até conseguir a permissão das autoridades de trânsito – e marítimas – para circular, pois a lei de tráfego alemã não prevê veículos anfíbios.

“Eu já tinha a ideia para este tipo de projeto há 18 anos”, explica Franken, um mercador marítimo e entusiasta confesso por ônibus. “Naquela época, eu tinha visto uma atração similar em Cingapura e ficou imediatamente óbvio para mim que nós definitivamente precisávamos de algo assim em Hamburgo”, recorda.

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Outro desafio é a manutenção. “Isto não é um ônibus nem um barco, e na verdade, não existiram veículos que pudessem ser comparados a ele até agora. Então, a equipe da oficina precisa ter um nível extremamente alto de conhecimentos técnicos para conseguir chegar rapidamente as partes que precisem de reparos”, explica Mike Vannauer, gerente de Vendas de Ônibus da Região Norte da MAN Truck & Bus Deutschland GmbH.

O Riverbus só fica disponível para manutenção, no máximo, um dia por semana, pois a procura aos passeios é grande. “Nos primeiros dois meses de operação, nós já tivemos mais de 6 mil passageiros a bordo, incluindo cidadãos locais e muitas pessoas de lugares longínquos”, destaca Fred Franken.

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