Em 12 de maio de 1984, Ayrton Senna mostrou todo seu potencial a bordo de um Mercedes-Benz 190 E 2.3-16, deixando veteranos da F1 para trás
Ayrton Senna sempre será relacionado aos monopostos da McLaren, que lhe ajudaram a conquistar três mundiais de Fórmula 1. Claro que na lista também entram os carros da Lotus (97T, 98T e 99T) além dos modestos Toleman TG183B e TG184. Isso sem falar na relação com a Audi, marca que ele trouxe para o Brasil, e a participação no desenvolvimento do Honda NSX.
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Mas antes de se tornar tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna chamou atenção do automobilismo internacional a bordo de um carro que pouca gente associa ao brasileiro: um sedã da Mercedes-Benz. E não foi em uma prova oficial da categoria máxima, mas em uma corrida de exibição organizada pela marca alemã em Nürburgring.

O episódio aconteceu em 12 de maio de 1984, data que marcou a inauguração do novo traçado do circuito alemão de Nürburgring, reconstruído após o abandono do lendário Nordschleife para corridas de Fórmula 1. Para celebrar a reabertura, a Mercedes-Benz promoveu uma corrida com pilotos consagrados e jovens talentos do automobilismo mundial.
O grid reuniu nomes como Phil Hill, James Hunt, Niki Lauda, Alain Prost e Carlos Reutemann. Entre eles estava um jovem Ayrton Senna, então recém-chegado à Fórmula 1 pela Toleman. Todos utilizaram exatamente o mesmo carro: o Mercedes-Benz 190 E 2.3-16.
O modelo era a versão esportiva do compacto executivo da marca alemã e havia sido desenvolvido com participação da Cosworth, empresa britânica conhecida pelos motores de competição. O sedã utilizava motor 2.3 de 16 válvulas com cerca de 180 cv, além de suspensão revisada, bitolas mais largas, pneus Pirelli P6 e relação de diferencial ajustada para o traçado travado de Nürburgring.

Apesar do caráter promocional da prova, Senna encarou a disputa de forma agressiva desde o início. Alain Prost havia conquistado a pole position, enquanto Niki Lauda largava apenas da 14ª posição. O brasileiro partiu em terceiro e rapidamente assumiu protagonismo na corrida.

Senna venceu a prova diante de pilotos muito mais experientes e chamou atenção especialmente pela consistência e agressividade nas disputas. Lauda terminou em segundo e, anos depois, admitiu ter percebido naquele dia que o brasileiro seria um competidor diferente dos demais.

A vitória teve impacto imediato na imagem de Senna dentro do paddock da Fórmula 1. Poucas semanas depois, ele já começaria a ganhar notoriedade definitiva com a atuação histórica no GP de Mônaco de 1984, sob chuva, quando quase venceu com a modesta Toleman.

O Mercedes-Benz 190 E 2.3-16 utilizado por Senna naquela corrida se tornou peça histórica da marca. O carro de número 11 foi preservado no museu da fabricante alemã e virou item cultuado entre fãs do piloto, com réplicas que buscam reproduzir os detalhes do carro, assim como itens colecionáveis, como miniaturas e demais bugigangas.
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