Motor 1.0 turbo da marca coreana perdeu 5 cv com etanol a partir do novo hatch e as mudanças irão para o resto da gama
É melhor ir se acostumando a ver o valor de 115 cv virando padrão nos carros 1.0 turbo nacionais. Após a Chevrolet reduzir a potência do 1.0 turbo com injeção direta para esse valor, foi a vez da Hyundai com o 1.0 TGDI a partir do lançamento do i20.
O motor 1.0 turbo da Hyundai rendia 120 cv com gasolina e 115 cv com etanol, no novo hatch ele foi acertado para 115 cv em ambos combustíveis. O torque de 17,5 kgfm a baixos 1.500 rpm foi mantido.

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A marca coreana também confirmou que o HB20, o HB20S e o Creta terão a potência máxima reduzida para 115 cv. Durante o lançamento do i20 foi dito que será em breve, apesar destes carros já estarem no modelo 2027.
A próxima a entrar nessa onda dos 1.0 turbo de 115 cv é a Stellantis. O portal Autos Segredos apurou que o motor T200 do grupo terá potência limitada em 116 cv no novo Jeep Avenger e a mudança será estendida aos outros carros do grupo com esse propulsor.
Outro motor cotado para perder alguns cv é o 1.0 turbo da Renault, utilizado pelo Kardian. Segundo a Auto Esporte a mudança virá em uma versão de acesso para competir contra modelos aspirados e reduzir a distância entre o SUV de entrada o subcompacto Kwid.

Ao contrário do que muitos acham, a redução na potência não foi causada pelas normas de emissões de poluentes. Dessa vez a “culpa” é do programa de Carros Sustentáveis do Governo Federal, que reduz a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em modelos que atendem a certos requisitos.
Os veículos precisam emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro, ter mais de 80% de materiais recicláveis, ser classificado como compacto e ter produção nacionalizada para obter IPI zero. Carros que ficaram de fora desses itens podem ter o IPI reduzido para 6,3% ou menos atingindo outros requisitos.
Um deles é a potência de até 85 kW, que equivale a 115,5 cv. Esse é o motivo das reduções de potência que estamos vendo, com os fabricantes arredondando para baixo. Mas se aparecer algum com 116 cv pode ser na verdade os 115,5 arredondados para cima.
Os outros requisitos são eficiência energética, tecnologia de propulsão, nível de segurança e índice de reciclabilidade. Atingindo todos o IPI pode baixar para até 2,8%.
A potência é o mais fácil de ser atingido, principalmente em motores turbo. O valor pode ser limitado com uma programação da central eletrônica e sem afetar o torque, já que os picos ocorrem em rotações diferentes.
O programa de Carros Sustentáveis também criou a volta do motor a álcool, que começou com o Chevrolet Onix Eco e tem outros a caminho. Se você é dos que acham os carros atuais parecidos, eles vão ficar ainda mais similares para conseguir esses benefícios.
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