Renault Captur 1.6 CVT

Beleza prática

Por Paulo Eduardo 22/08/17 às 08h18

O Captur passa a ter opção do câmbio CVT, principal novidade desse utilitário-esportivo apresentado no início do ano. O Captur é o Duster em traje de gala. Enquanto o Duster tem aspecto rústico, com linhas retilíneas, o Captur é arredondado em formas musculosas. A beleza é inegável. O conjunto é bastante equilibrado e a Renault declara que o público alvo é o feminino. Mulheres gostam dos utilitários pela posição elevada de dirigir, com sensação de maior proteção.

Lançado inicialmente com transmissão manual de cinco marchas para o motor 1.6, o câmbio CVT significa mais conforto. A diferença principal para o câmbio automático convencional com conversor de torque é a ausência de engrenagens. Basicamente, o CVT funciona assim: uma correia metálica liga duas polias com sulco em forma de V e largura variável. A engrenagem primária recebe o torque do motor e a secundária o transmite ao diferencial. Cada polia tem dois cones que se afastam ou se aproximam por meio de um sistema hidráulico, aumentando ou diminuindo a largura do canal por onde passa a correia. Isso aumenta ou diminui a velocidade do carro. A aceleração é contínua, sem trancos, dando a impressão de que as marchas nunca são trocadas.

Renault Captur 1.6 com câmbio CVT

O CVT oferece dois momentos. Com pouca aceleração, em piso plano, o conjunto motor/câmbio tem funcionamento suave. E é mais agradável dirigir com câmbio automático no trânsito pesado dos grandes centros sem pisar na embreagem. Um conforto e tanto. Porém, quando se pisa fundo no acelerador numa ultrapassagem, por exemplo, ouve-se o urro do motor. O conjunto torna-se ruidoso e a resposta não é imediata. Há ligeiro retardo. Afinal, o motor 1.6 é muito eficiente, usa corrente em vez de correia dentada, facilitando a manutenção, mas é a conta por causa do peso do carro (1.286 kg). O desempenho não decepciona. Entretanto, a tocada é mais familiar, sem pressa, como é o caso deste SUV com mais de 21 centímetros de altura do solo. Para os amantes do câmbio manual, seis marchas virtuais podem ser trocadas por meio de toques na alavanca de câmbio.

Entre os mimos da versão topo de linha estão o ar-condicionado automático, travamento automático de portas, farol auxiliar direcional em curvas, portas têm travamento automático assim que o motorista se afasta do carro, partida por meio de comando no console central, Media Nav com tela táctil de sete polegadas com câmera de ré.

O porta-luvas é muito bem iluminado. O artifício para isso é painel central em duas tonalidades. A parte superior é escura e a inferior, clara. Ao abrir o porta-luvas, visualiza-se o compartimento e conteúdo de imediato. A maioria dos porta-luvas é de cor escura e tem pouca iluminação. O do Captur é de cor clara. A receita da pintura da carroceria em cores diferentes para teto e restante da carroceria, chamada de saia e blusa nos anos 1960, é aplicada no interior com acabamento em dois tons.

Fotos: Marlos Ney Vidal

O Captur pode evoluir em alguns detalhes. O revestimento do painel central não usa plástico emborrachado, mas agrada. Incomoda a aparência dos plásticos escuros dos forros de porta. Falta iluminação no espelho do para-sol. A coluna de direção tem apenas regulagem de altura, falta a de distância. Ao destravá-la, cai forte e pesada até o ponto mais baixo pela falta de amortecimento. A assistência de direção é eletro-hidráulica. Melhor seria totalmente elétrica. É um pouco pesada em manobra. Vale ressaltar a presença do tanquinho de partida a frio. Um estorvo. O carro evolui, mas empaca em detalhes essenciais.

A qualidade percebida está até no porta-malas onde as reentrâncias laterais têm forração. A forração dos bancos em couro sintético em cores clara e escura segue a filosofia do modelo. Uma rede cobre a parte central dos assentos. O interior é claro, arejado. As rodas aro 17 estão na moda, apesar do desconforto. O Captur usa conjunto roda/pneu aro 17 (215/60) contra 215/65 aro 16 no Duster. O diâmetro é o mesmo, mas o do Duster tem mais borracha. Pouco mais de um centímetro de altura de borracha. Isso significa rodar mais macio sobre superfície irregular. No Captur percebe-se a aspereza quando se passa por ondulação, remendo de asfalto, depressão, junção de ponte, entre outros. Mesmo assim, há conforto a bordo.

Veja também: Testamos a versão Intense com motor 2.0

Em segurança, além dos itens obrigatórios (ABS e airbag duplo frontal) há airbags laterais nos bancos dianteiros, Isofix para cadeiras infantis e Hill holder, dispositivo que evita recuo do carro em aclive, cintos de três pontos e apoios de cabeça em todos os assentos do banco traseiro, e os imprescindíveis controles de tração e estabilidade para segurar bem um carro alto como o Captur nas curvas. Abusos devem ser evitados mesmo com toda a parafernália eletrônica.

A garantia é de três anos ou 100 mil quilômetros, prevalecendo o que ocorrer primeiro. A versão Intense 1.6, a topo de linha, tem preço sugerido de R$ 89.590. Os opcionais são pintura biton (R$ 2.900) e bancos revestidos parcialmente em couro (R$ 1.500). Preço total: R$ 93.990.

Ficha técnica

Motor – de quatro cilindros em linha, 1.6, 16V flex, de 120 cv (álcool) e 118 cv (gasolina) de potências máximas a 5.500rpm e torques máximos de 16,2kgfm (a/g) a 4.000rpm

Transmissão – tração dianteira e câmbio CVT, com opção de troca sequencial de seis velocidades

Direção – tipo pinhão e cremalheira com assistência eletro-hidráulica

Freios – disco ventilado na dianteira e tambor na traseira; ESP (controle de estabilidade) e HSA (assistente de partida em rampa)

Suspensão – dianteira, independente, do tipo McPherson; traseira, eixo de torção e barra estabilizadora

Rodas/pneus – 6×16”de liga leve /215/60R17

Peso (kg) – 1.286

Carga útil (passageiros+ bagagem) – 449 kg

Dimensões (metro) – comprimento, 4,32; largura, 1,81; altura, 1,62; distância entre-eixos, 2,67

Porta-malas – 437 litros

Desempenho – velocidade máxima, 169 km/h (a) / 168 km/h (g); aceleração até 100km/h, 13,1 segundos (álcool) e 14,5 segundos (gasolina)

Tanque – 50 litros

Consumo (km/l) – urbano, 7,3 (a) e 10,5 (g); estrada, 8,1 (a) e 11,7 (g)

Veja os detalhes dos concorrentes do Captur

Concorrentes do Renault Captur

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2 Comentários
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    Mendonça 8 de agosto de 2018

    Tenho um 2.0 e o carro e muito gosto de dirigir e economico tb. Tenho feito medias de 10,0 km/l de etanol na estrada com 04 adultos, carregado de malas e a 110 km/h.. Tem um desempenho muito bom… motor puxa bem o carro na cidade e na estrada. o Cambio funciona muito bem, com suavidade nas trocas. Carro transmite muita segurança. E é muito bonito, tds elogiam e associam com os Range Rovers…

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    Roberto Martins 29 de janeiro de 2018

    Excelente carro, possui linhas modernas, silencioso, altura muito boa, excelente porta mala. No segundo tanque já está fazendo 9km por litro (dividindo km rodados pelos litros consumidos). O segredo da economia está no rodar em rotação inferior a 2000 mil giros. Câmbio CVT excelente. A Renault acertou no projeto. A única falha foi o pneu de suporte estar fora do carro. O Captur por onde passa chama atenção. A ombinação de cores confere elegância.

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