Segurança em colisão: novas exigências só entrarão em vigor em 2020

Por incrível que pareça, estes de impacto em carros brasileiros são feitos por uma entidade uruguaia chamada Latin NCAP

Por Boris Feldman16/01/19 às 18h00

A morosidade do nosso governo em cuidar da segurança de motoristas e passageiros ainda é uma realidade.

[TRANSCRIÇÃO]

Qual é o nível de proteção aos ocupantes dos automóveis produzidos no Brasil? É uma incógnita, porque o governo federal, como sempre alheio a tudo e a todos, leniente, completamente sem preocupação com a segurança veicular, ainda não estabeleceu todos os parâmetros necessários para aprovar ou não um carro novo em função dessa proteção aos ocupantes. Aquela que é verificada com o teste de impacto, crash test, que joga o carro contra o concreto pra ver que danos foram provocados nos bonecos, nos dummies que fazem a simulação do motorista e dos passageiros.

Por incrível que pareça, esses testes são feitos com carros nossos por uma entidade uruguaia, chamada Latin NCAP. Ela estabeleceu os parâmetros dela, mas não são os mesmos estabelecidos pelo governo do Brasil. Então, às vezes pega um carro produzido aqui, por uma fábrica brasileira, e o automóvel toma bomba. Aí as fábricas saem correndo pra mudar o carro.

Um bom exemplo disso é que recentemente o governo brasileiro lembrou de exigir não só um teste de impacto frontal, como também aquele lateral, o que vem um pedaço de concreto e bate nas portas laterais do automóvel. Não existia essa exigência; só agora o governo lembrou de fazê-la. Mas ele deu um prazo para que as fábricas se adaptem a essa nova legislação. Elas só vão precisar de cumprir o exigido no impacto lateral em 2020, só daí pra frente. Até lá, azar dos brasileiros.

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Foto Latin NCAP | Divulgação

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1 Comentário
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  • paulo e f diehl 16 de janeiro de 2019

    rés nillius, enquanto isso continuaremos comprando nossa ” carroças” digo veículos nacionais a peso de ouro!!!

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