Série especial? Veja 7 carros que não eram nada especiais

Falta de nexo na denominação ou mau-gosto na decoração do veículo marcaram algumas das séries limitadas lançadas pela indústria

Por Alexandre Carneiro 26/05/18 às 10h01

Uma série especial deve ter uma razão para chegar às ruas. Pode homenagear, por exemplo, o aniversário do fabricante ou do próprio modelo ou um número elevado de unidades produzidas. Grandes eventos esportivos ou musicais, muitas vezes, também servem de mote para o lançamento de uma edição limitada de algum veículo.

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O lançamento de séries especiais pode servir ainda para marcar a saída de algum carro de linha, ou até mesmo para o fabricante aumentar as vendas de determinado modelo, oferecendo, por exemplo, um pacote de equipamentos de série mais generoso sem grande aumento de preço.

Porém, às vezes parece faltar motivo ou criatividade para criar edições comemorativas: algumas delas não parecem ter muitas razões para existir, seja devido à falta de nexo para batizá-las ou devido ao mau-gosto do fabricante no momento de elaborá-las.

O AutoPapo listou sete dessas edições que não parecem ser lá muito especiais. Confira:

1. Série especial Fiat Bravo Wolverine

Série especial Fiat Bravo Wolverine
Foto Fiat | Divulgação

Uma parceria firmada entre a Fiat e a Fox Film foi o pretexto para lançar a série especial Wolverine, que homenageia um personagem da série X-Men, para o Bravo em 2013.

Na prática, não passava da versão básica Essence acrescida de equipamentos como sensor de chuva, retrovisor eletrocrômico e sistema de som com Bluetooth.

Até aí, tudo bem. Duro era gostar dos adesivos laterais, que lembravam as garras do personagem dos quadrinhos rasgando a lataria… Ao menos as rodas aro 17 eram bonitas: muitos proprietários as mantiveram, mas arrancaram os decalques.

2. Fiat Uno College

Série especial Fiat Uno College
Foto Fiat | Divulgação

A ideia da Fiat era atrair o público universitário com a série especial College do Uno, em 2013.

Para evocar o espírito estudantil, o fabricante se inspirou em mochilas: além de integrar um porta-objetos com diversos bolsos nos encostos dos bancos dianteiros, decorou as laterais do hatch com um adesivo com a sugestiva forma de zíper se abrindo.

Não satisfeita com essas particularidades, a marca italiana ainda coloriu o veículo: a lataria podia ser branca ou azul, mas detalhes como retrovisores, anéis da grade frontal e maçanetas eram sempre vermelhos, mesma cor presente no volante e nos difusores de ar do painel.

Para completar, as rodas eram brancas. No fim das contas, a Fiat parece ter feito um carro para estudantes carnavalescos.

3. Série especial Volkswagen Gol Fun

Série especial Volkswagen Gol Fun
Foto Volkswagen | Divulgação

Ao longo de seus quase 40 anos de história, o Gol teve várias séries especiais. Talvez por isso o fabricante não tenha conseguido acertar a mão em todas elas, como na Fun, de 2001, que também fez parte da gama de Parati e Saveiro.

Com proposta popular, hatch e perua tinham motor 1.0 16V (a picape era movida por um 1.8 8V) e cores chamativas na carroceria, entre as quais azul, vermelho e amarelo. Que divertido, hein?

Porém, o maior diferencial do Gol e de seus derivados da série Fun ficava por conta das máscaras dos faróis: na época, a indústria começava a fabricá-las em tons de preto e cinza, mas no caso do Gol Fun elas eram da mesma cor do veículo.

Em vez de diversão, muitos proprietários enfrentaram foi gozação diante de um colorido tão… exuberante!

4. Nissan Livina Night & Day

Série especial Nissan Livina Night & Day
Foto Nissan | Divulgação

O monovolume Livina estava há cerca de um ano e meio no mercado brasileiro quando ganhou a edição especial Night & Day, apresentada ao público no Salão do Automóvel de São Paulo de 2010. A paleta de cores tinha só duas opções: preto e prata.

Era justamente esse contraste entre claro e escuro que o fabricante usava para justificar o nome dessa configuração. Agora sim, Nissan, tudo faz sentido…

Dentro da gama, o modelo situava-se entre as versões básica S e intermediária SL: tinha cinco lugares, motor 1.6 16V e câmbio manual, mas trazia bancos revestidos em couro. Na prática, passou tão apagada pelo mercado que poderia ter se chamado apenas Livina Night.

5. Série especial Chevrolet Agile Wi-Fi

Série especial Chevrolet Agile Wi-Fi
Foto Chevrolet | Divulgação

Fato: que a tecnologia Wi-Fi é muitíssimo útil e rapidamente se popularizou. Mas será que ela é tão especial a ponto de batizar uma série especial?

Para a Chevrolet, sim: a marca criou uma série especial para o Agile com esse nome em 2011. Limitada a 1.000 unidades e feita em parceria com a operadora Tim, ela trazia um kit com roteador e carregador veicular, com conexão gratuita à internet por um ano.

O problema é que o aparelho não era integrado ao veículo, e sim um acessório com cara de aftermarket que ficava solto no console central.

A interface logo ficou obsoleta, e a própria Chevrolet passou a oferecer conectividade por meio do OnStar, um dispositivo mais atual, ainda que de funcionamento diferente. De qualquer modo, pelo menos a série Wi-Fi fez do Agile o primeiro carro do país com conexão à internet para os ocupantes.

6. Hyundai HB20 Ocean

Série especial Hyundai HB20 Ocean
Foto Hyundai | Divulgação

A Hyundai lançou uma série especial do HB20 em 2016, nas carrocerias hatch e sedã, para supostamente homenagear as praias brasileiras.

Não que o belo litoral do país não seja digno de uma menção, é que não houve muito esforço do fabricante para remeter à costa tupiniquim: havia o nome Ocean e… Bem, só isso mesmo.

No fim das contas, tratava-se apenas de uma opção um pouco mais equipada, que trazia central multimídia, bancos em couro e rodas de liga leve de 15 polegadas. O hatch podia ser 1.0 ou 1.6, enquanto o sedã dispunha apenas do motor de maior cilindrada.

7. Série especial Renault Clio Sedan O Boticário

Série especial Renault Clio Sedan O Boticário
Foto Renault | Divulgação

O que produtos cosméticos e automóveis têm a ver? Na ótica da Renault, o suficiente para render uma série especial. Tanto que a marca francesa ofereceu a edição O Boticário para o Clio Sedan.

Na verdade, o próprio material informativo destinado à imprensa deixava claro que o modelo era “voltado exclusivamente para o público feminino”. Escolha no mínimo estereotipada do departamento de marketing.

Surpreendentemente, o Clio Sedan O Boticário esteve no mercado não apenas uma, mas sim duas vezes: a primeira leva, que tinha unicamente motor 1.0 16V, foi vendida em 2002, ao passo que, em 2004, a série foi reeditada e tinha opção de mecânica 1.6 16V.

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