5 opções de SUVs usados até 40 mil​

No mercado de carros novos é muito fácil encontrar um SUV, mas no de usados eles são mais escassos dentro da faixa de R$ 40 mil

Novo EcoSport 2011 TatuI 27 01 2010
Seria estranho o pai dos SUVs modernos não estar aqui (Foto: Ford | Divulgação)
Por Eduardo Rodrigues
Publicado em 28/05/2026 às 06h00

O brasileiro está apaixonado pelos SUVs. Em 2025 esses carros representaram por 1.095.642 do emplacamentos, mais de 50% do total. Mas para ter um novo é preciso desembolar mais de R$ 100 mi, por isso reunimos opções mais baratas por até R$ 40 mil.

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Baixando o valor para essa cifra encontramos mais SUVs “raiz”, modelos montados sobre chassi ou com tração 4×4. Porém o motor diesel é difícil de encontrar, ele é valorizado no mercado de usados.

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1. Ford EcoSport XLT/Freestyle 1.6 2011

ford ecosport freestyle Prata frente parado
Última safra da primeira geração tinha melhorias no acabamento e no pacote de equipamentos (Foto: Ford | Divulgação)

O Ford EcoSport foi o pai da atual moda dos SUVs compactos. Ele usa a plataforma do Fiesta e tinha desenho inspirado no Explorer para roubar as vendas das peruas e minivans durante os anos 2000.

Nossa sugestão na faixa de R$ 40 mil é o modelo XLT 2011 com motor 1.6, do final da primeira geração. Ele já vinha com comando satélite do som, ar-condicionado, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, roda de liga leve e CD-player.

O motor 1.6 é o mais equilibrado da linha, tem manutenção simples e utiliza corrente metálica no sincronismo do comando de válvulas. Seu ponto fraco está na válvula termostática, mas isso pode ser resolvido trocando a carcaça de plástico por uma metálica.

2. Mitsubishi Pajero TR4 2007

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O TR4 é um verdadeiro jipinho, com tração 4×4 e reduzida (Foto: Mitsubishi | Divulgação)

Se você procura um SUV usado pensando em fazer trilhas e também usá-lo no dia a dia, o Mitsubishi Pajero TR4 é uma boa opção. O modelo 2007 já conta com o face-lift, mas ainda não é flex.

O Pajero TR4 foi uma evolução do Pajero iO feito para o Brasil, com motor 2.0 de 131 cv e desenho revisto. Ele possui tração 4×4 com diferencial central, que pode funcionar sob demanda, e também conta com reduzida.

Apesar de medir apenas 4,03 m de comprimento, o TR4 é um SUV beberrão, principalmente o modelo automático. A Mitsubishi oferecia um tanque de 86 litros como opcional para quem desejava mais autonomia.

3. Chevrolet Blazer Advantage 2.4 2009

chevrolet blazer Advantage 2009 frente em movimento
O Blazer é o SUV mais “raiz” dessa lista, não espere muito conforto (Foto: Chevrolet | Divulgação)

O Chevrolet Blazer é um SUV à moda antiga, com chassi separado da carroceria e derivado de uma picape. Ele fez fama no Brasil pela robustez e com o uso em frotas da polícia e órgãos do governo.

O modelo Advantage era um focado em custo/benefício quando novo, trazendo equipamentos como as rodas de liga leve, ar-condicionado e vidros elétricos a um preço mais convidativo. O motor 2.4 é o tradicional Família 2 e já era flex desde 2007, ele rendia 147 cv e 21,9 kgfm.

O consumo é alto, principalmente pelo fato do SUV pesar 1.740 kg, mas o tanque é de 70 litros. Evite a versão Colina, que era vendida exclusivamente para frotas e vinha menos equipada, é quase certeza do carro ter sido surrado.

4. Hyundai Tucson GLS 2.0 2010

hyundai tucson 2007 prata frente parado
O Tucson é robusto, mas algumas peças já estão ficando caras e escassas (Foto: Hyundai | Divulgação)

O Ford EcoSport popularizou os SUVs compactos no Brasil, já o Hyundai Tucson fez isso com os médios. O modelo coreano deu tão certo aqui que foi nacionalizado e produzido pela Caoa até 2019 junto das duas gerações seguintes.

O modelo usado do SUV que entra nessa faixa de R$ 40 mil é o 2010, ainda importado da Coréia do Sul. Escolhemos o GLS 2.0, o mais equipado com motor quatro cilindros e mais fácil de manter que o V6. Ele podia vir com câmbio automático ou manual.

O Tucson é um SUV médio robusto, mas algumas peças específicas podem ser caras. Por ser um modelo familiar é preciso olhar com calma na hora de comprar, peças de acabamento do interior podem estar quebradas e podem existir cheiros desagradáveis na cabine.

5. Jeep Grand Cherokee Laredo WJ

jeep grand cherokee laredo crinza frente em trilha
O modelo mais simples é também o mais robusto, graças ao lendário seis em linha 4.0 (Foto: Jeep | Divulgação)

Você gostou da ideia de ter um Chevrolet Blazer, mas quer um SUV raiz mais luxuoso e potente? Uma opção usada a se considerar é o Jeep Grand Cherokee Laredo da geração WJ.

Especificamos o Laredo por ser o único modelo equipado com o antigo motor 4.0 de seis cilindros em linha. Ele é bastante robusto e vinha junto de um câmbio automático de quatro marchas.

O Jeep Grand Cherokee WJ foi o último da linha com eixo rígido na dianteira e na traseira, o que dá boa capacidade nas trilhas. Isso também abre um leque maior de modificações.

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10 Comentários
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Alvaro 1 de junho de 2026

Importante frisar que atualmente o mercado e o consumidor não enxerga mais o SUV como um utilitário esportivo, e sim, tem que ser um carro urbano altinho, com espaço para 1 família mas que transmita um “espírito” aventureiro. Portanto, o atributo offroad não é importante para esse público. Então já dá para descartar Grand Cherokee e Blazer, carro tipo camioneta não é tão prático para pessoal habituado com carro de passeio, e TR4 que é pequeno para uma família. Desses, sobram o Ecosport e o Tucson. Eu acrescentaria Kia Sportage (primo do Tucson), Kia Soul e Peugeot 3008. “Ah mas esses dois últimos não são SUV!”, novamente, considerando o atual critério de SUV, qual a diferença de um Kia Soul para um Tracker?

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Gustavo 29 de maio de 2026

Carros raiz, duráveis, hoje esses suvs depois que passou a garantia so pepino, eletrônica ate para saber se o cara tossiu,

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Reynaldo 28 de maio de 2026

Com excessão do ecosport o resto tem que acompanhar um posto de gasolina junto, custo benefício ótimo se não contarmos o consumo de combustível.

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Fabio 29 de maio de 2026

De acordo. kkkkk

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Santiago 28 de maio de 2026

Sim! O Ecosport inicuou a era dos crossovers aqui no Brasil, e por crossover era conhecido e comercializado.
Antes que nos fosse imposta a atual e infame suruba de “SUVs”, com a conivência camarada do Inmetro.

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Rubens Filho 28 de maio de 2026

Esta foto diz muita coisa. Rsrs
E lembrar que o carro ostentação da época era Ford EcoSport.
Ôpa, não faltou aí um Lada Niva e algum Suzuki GV ?

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Rubens Filho 29 de maio de 2026

Documentário no Discovery Science-Revolução Tech sobre a origem dos SUVs
A sigla vem do inglês Sport Utility Vehicle ou, em tradução livre, veículo utilitário esportivo e serve para definir os automóveis que tenham capacidade off-road limitada.
Até os anos 80 e início dos anos 90 os modelos de carros americanos eram as famosas “banheiras” e muito beberrões, vide em filmes e séries da época e após crises econômicos do petróleo, combustível bem mais caro, começou aumentar a popularidade das montadoras japoneses com carros menores e mais econômicos.
O tradicional e americano gosto por carros grandes, porém gastões ficaram ameaçados causando uma reação das montadoras Ford Motors, GM, Chrysler e Dodge em Detroid/EUA e por alguns dos seus cidadãos depredando esses veículos nipônicos ao vivo na TV.
Criou-se então, a categoria dos SUVs sendo os primeiros o Jeep Cherokee e Ford Explorer que foram sucesso de vendas por serem robustos, altos em relação a outros automóveis, com tração nas quatro rodas, maiores ângulos, comprimento, altura do eixo e carroceria, ideais para viagens em terrenos acidentados ou não, com toda família americana consumista, geralmente com mais de dois filhos.
E por isso as mulheres eram a maioria dos compradores. A preferência masculina era mais pelas Pick Ups, Muscule Cars até as longevas banheiras de motor V8.
Porém, começaram a ocorrer muitos acidentes e mortes devido a uma direção agressiva dos seus proprietários e a falsa sensação de poder e de segurança que os SUVs causavam.
Mas, por que os compravam se não os usavam em offroad ?
O poder do marketing e publicidade sempre foram fundamentais para isso.
Após a Guerra do Golfo, os Hummers, foram o carro da moda para uso civil. Tendo muitas celebridades, como rappers, como garotos-propagandas.
Sendo pesado, grande, fazendo 4km/L e muito poluente desencadeou vários protestos contra estes SUVs.
Após 2008, com nova crise e maior alta da história de combustível. Os SUVs começaram a ficar encalhados nos pátios.
Ford e GM teve queda de vendas com a perda da moda.
Criando e lançando os Crossovers, os CUV (Crossover Utility Vehicle), porte relativamente grande e boa altura do solo, mas com conforto, segurança e tecnologia comparado aos SUVs anteriores e com capacidade de tração em diferentes terrenos, principalmente na neve.
Onde no Brasil os chamam de SUVs erroneamente e nem CUVs são na verdade, mas para tudo tem o nosso jeitinho. Para fins de vendas e popularidade com a ajudinha do governo/ lobby, o Inmetro determinou no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), para que um automóvel seja classificado na categoria de SUV, ele precisa se encaixar em, pelo menos, quatro de cinco parâmetros:

– altura sob os eixos de, no mínimo, 16 cm;
– ângulo de saída de 20º pelo menos;
– ângulo de, no mínimo, entrada de 25º;
– altura da carroceria em relação ao solo de 18 cm;
– ângulo de transposição de 13 graus.

Já os que se classificam como utilitário esportivo compacto, como  Renault Kwid, precisam atender também quatro de cinco características, como:

– altura sob os eixos de, no mínimo, 16 cm;
– ângulo de saída de 19º pelo menos;
– ângulo de, no mínimo, entrada de 22º;
– altura da carroceria em relação ao solo de 18 cm;
– ângulo de transposição de 9 graus.

SUVs mesmo, raiz, são poucos os modelos vendidos no Brasil ( Pajero, Toyota SW4, Outlander ,Mahindra, Land Crusier, ..) assim como os Crossovers ( da Subaru, Suzuki, Mitsubishi, Ssangyong, ..)

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Luiz Carlos Nogueira 29 de maio de 2026

Obrigado pela instrutiva aula.

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Nelson Carrico Filho 31 de maio de 2026

Pelo visto não é só brasileiro que cai feito um pato diante de um bom “argumento”. Muitas SW (peruas) foram vendidas como minivans, como ZAFIRA, MERIVA, LIVINA-GRNA LIVINA, entre outras. Minivan tem portas traseiras deslizantes e 7 lugares. O FIAT DOBLÒ tem muito mais a ver com minivan do que as chamadas minivans, pois tem entre 7 e 8 lugares e as portas traseiras são deslizantes, mas o modelo, na verdade, foi classificado como MULTIUSO, bem como RENAULT KANGOO, CITRËN BERLINGO e PEUGEOT PARTNER. Outro abuso era a precificação equivocada de diversas marcas, principalmente a FORD, que vendia o KA baratinha mais caro que o FIESTA, o ESCORT custava o mesmo que PASSAT e MONZA HATCH e muitas outras aberrações.

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Louis 28 de maio de 2026

Quero ver encontrar carro com mais de 15 anos em bom estado. Só tem carniça, ainda mais estes altinhos que não precisam frear em lombadas.

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