No mercado de carros novos é muito fácil encontrar um SUV, mas no de usados eles são mais escassos dentro da faixa de R$ 40 mil
O brasileiro está apaixonado pelos SUVs. Em 2025 esses carros representaram por 1.095.642 do emplacamentos, mais de 50% do total. Mas para ter um novo é preciso desembolar mais de R$ 100 mi, por isso reunimos opções mais baratas por até R$ 40 mil.
Baixando o valor para essa cifra encontramos mais SUVs “raiz”, modelos montados sobre chassi ou com tração 4×4. Porém o motor diesel é difícil de encontrar, ele é valorizado no mercado de usados.
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O Ford EcoSport foi o pai da atual moda dos SUVs compactos. Ele usa a plataforma do Fiesta e tinha desenho inspirado no Explorer para roubar as vendas das peruas e minivans durante os anos 2000.
Nossa sugestão na faixa de R$ 40 mil é o modelo XLT 2011 com motor 1.6, do final da primeira geração. Ele já vinha com comando satélite do som, ar-condicionado, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, roda de liga leve e CD-player.
O motor 1.6 é o mais equilibrado da linha, tem manutenção simples e utiliza corrente metálica no sincronismo do comando de válvulas. Seu ponto fraco está na válvula termostática, mas isso pode ser resolvido trocando a carcaça de plástico por uma metálica.

Se você procura um SUV usado pensando em fazer trilhas e também usá-lo no dia a dia, o Mitsubishi Pajero TR4 é uma boa opção. O modelo 2007 já conta com o face-lift, mas ainda não é flex.
O Pajero TR4 foi uma evolução do Pajero iO feito para o Brasil, com motor 2.0 de 131 cv e desenho revisto. Ele possui tração 4×4 com diferencial central, que pode funcionar sob demanda, e também conta com reduzida.
Apesar de medir apenas 4,03 m de comprimento, o TR4 é um SUV beberrão, principalmente o modelo automático. A Mitsubishi oferecia um tanque de 86 litros como opcional para quem desejava mais autonomia.

O Chevrolet Blazer é um SUV à moda antiga, com chassi separado da carroceria e derivado de uma picape. Ele fez fama no Brasil pela robustez e com o uso em frotas da polícia e órgãos do governo.
O modelo Advantage era um focado em custo/benefício quando novo, trazendo equipamentos como as rodas de liga leve, ar-condicionado e vidros elétricos a um preço mais convidativo. O motor 2.4 é o tradicional Família 2 e já era flex desde 2007, ele rendia 147 cv e 21,9 kgfm.
O consumo é alto, principalmente pelo fato do SUV pesar 1.740 kg, mas o tanque é de 70 litros. Evite a versão Colina, que era vendida exclusivamente para frotas e vinha menos equipada, é quase certeza do carro ter sido surrado.

O Ford EcoSport popularizou os SUVs compactos no Brasil, já o Hyundai Tucson fez isso com os médios. O modelo coreano deu tão certo aqui que foi nacionalizado e produzido pela Caoa até 2019 junto das duas gerações seguintes.
O modelo usado do SUV que entra nessa faixa de R$ 40 mil é o 2010, ainda importado da Coréia do Sul. Escolhemos o GLS 2.0, o mais equipado com motor quatro cilindros e mais fácil de manter que o V6. Ele podia vir com câmbio automático ou manual.
O Tucson é um SUV médio robusto, mas algumas peças específicas podem ser caras. Por ser um modelo familiar é preciso olhar com calma na hora de comprar, peças de acabamento do interior podem estar quebradas e podem existir cheiros desagradáveis na cabine.

Você gostou da ideia de ter um Chevrolet Blazer, mas quer um SUV raiz mais luxuoso e potente? Uma opção usada a se considerar é o Jeep Grand Cherokee Laredo da geração WJ.
Especificamos o Laredo por ser o único modelo equipado com o antigo motor 4.0 de seis cilindros em linha. Ele é bastante robusto e vinha junto de um câmbio automático de quatro marchas.
O Jeep Grand Cherokee WJ foi o último da linha com eixo rígido na dianteira e na traseira, o que dá boa capacidade nas trilhas. Isso também abre um leque maior de modificações.
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Importante frisar que atualmente o mercado e o consumidor não enxerga mais o SUV como um utilitário esportivo, e sim, tem que ser um carro urbano altinho, com espaço para 1 família mas que transmita um “espírito” aventureiro. Portanto, o atributo offroad não é importante para esse público. Então já dá para descartar Grand Cherokee e Blazer, carro tipo camioneta não é tão prático para pessoal habituado com carro de passeio, e TR4 que é pequeno para uma família. Desses, sobram o Ecosport e o Tucson. Eu acrescentaria Kia Sportage (primo do Tucson), Kia Soul e Peugeot 3008. “Ah mas esses dois últimos não são SUV!”, novamente, considerando o atual critério de SUV, qual a diferença de um Kia Soul para um Tracker?
Carros raiz, duráveis, hoje esses suvs depois que passou a garantia so pepino, eletrônica ate para saber se o cara tossiu,
Com excessão do ecosport o resto tem que acompanhar um posto de gasolina junto, custo benefício ótimo se não contarmos o consumo de combustível.
De acordo. kkkkk
Sim! O Ecosport inicuou a era dos crossovers aqui no Brasil, e por crossover era conhecido e comercializado.
Antes que nos fosse imposta a atual e infame suruba de “SUVs”, com a conivência camarada do Inmetro.
Esta foto diz muita coisa. Rsrs
E lembrar que o carro ostentação da época era Ford EcoSport.
Ôpa, não faltou aí um Lada Niva e algum Suzuki GV ?
Documentário no Discovery Science-Revolução Tech sobre a origem dos SUVs
A sigla vem do inglês Sport Utility Vehicle ou, em tradução livre, veículo utilitário esportivo e serve para definir os automóveis que tenham capacidade off-road limitada.
Até os anos 80 e início dos anos 90 os modelos de carros americanos eram as famosas “banheiras” e muito beberrões, vide em filmes e séries da época e após crises econômicos do petróleo, combustível bem mais caro, começou aumentar a popularidade das montadoras japoneses com carros menores e mais econômicos.
O tradicional e americano gosto por carros grandes, porém gastões ficaram ameaçados causando uma reação das montadoras Ford Motors, GM, Chrysler e Dodge em Detroid/EUA e por alguns dos seus cidadãos depredando esses veículos nipônicos ao vivo na TV.
Criou-se então, a categoria dos SUVs sendo os primeiros o Jeep Cherokee e Ford Explorer que foram sucesso de vendas por serem robustos, altos em relação a outros automóveis, com tração nas quatro rodas, maiores ângulos, comprimento, altura do eixo e carroceria, ideais para viagens em terrenos acidentados ou não, com toda família americana consumista, geralmente com mais de dois filhos.
E por isso as mulheres eram a maioria dos compradores. A preferência masculina era mais pelas Pick Ups, Muscule Cars até as longevas banheiras de motor V8.
Porém, começaram a ocorrer muitos acidentes e mortes devido a uma direção agressiva dos seus proprietários e a falsa sensação de poder e de segurança que os SUVs causavam.
Mas, por que os compravam se não os usavam em offroad ?
O poder do marketing e publicidade sempre foram fundamentais para isso.
Após a Guerra do Golfo, os Hummers, foram o carro da moda para uso civil. Tendo muitas celebridades, como rappers, como garotos-propagandas.
Sendo pesado, grande, fazendo 4km/L e muito poluente desencadeou vários protestos contra estes SUVs.
Após 2008, com nova crise e maior alta da história de combustível. Os SUVs começaram a ficar encalhados nos pátios.
Ford e GM teve queda de vendas com a perda da moda.
Criando e lançando os Crossovers, os CUV (Crossover Utility Vehicle), porte relativamente grande e boa altura do solo, mas com conforto, segurança e tecnologia comparado aos SUVs anteriores e com capacidade de tração em diferentes terrenos, principalmente na neve.
Onde no Brasil os chamam de SUVs erroneamente e nem CUVs são na verdade, mas para tudo tem o nosso jeitinho. Para fins de vendas e popularidade com a ajudinha do governo/ lobby, o Inmetro determinou no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), para que um automóvel seja classificado na categoria de SUV, ele precisa se encaixar em, pelo menos, quatro de cinco parâmetros:
– altura sob os eixos de, no mínimo, 16 cm;
– ângulo de saída de 20º pelo menos;
– ângulo de, no mínimo, entrada de 25º;
– altura da carroceria em relação ao solo de 18 cm;
– ângulo de transposição de 13 graus.
Já os que se classificam como utilitário esportivo compacto, como Renault Kwid, precisam atender também quatro de cinco características, como:
– altura sob os eixos de, no mínimo, 16 cm;
– ângulo de saída de 19º pelo menos;
– ângulo de, no mínimo, entrada de 22º;
– altura da carroceria em relação ao solo de 18 cm;
– ângulo de transposição de 9 graus.
SUVs mesmo, raiz, são poucos os modelos vendidos no Brasil ( Pajero, Toyota SW4, Outlander ,Mahindra, Land Crusier, ..) assim como os Crossovers ( da Subaru, Suzuki, Mitsubishi, Ssangyong, ..)
Obrigado pela instrutiva aula.
Pelo visto não é só brasileiro que cai feito um pato diante de um bom “argumento”. Muitas SW (peruas) foram vendidas como minivans, como ZAFIRA, MERIVA, LIVINA-GRNA LIVINA, entre outras. Minivan tem portas traseiras deslizantes e 7 lugares. O FIAT DOBLÒ tem muito mais a ver com minivan do que as chamadas minivans, pois tem entre 7 e 8 lugares e as portas traseiras são deslizantes, mas o modelo, na verdade, foi classificado como MULTIUSO, bem como RENAULT KANGOO, CITRËN BERLINGO e PEUGEOT PARTNER. Outro abuso era a precificação equivocada de diversas marcas, principalmente a FORD, que vendia o KA baratinha mais caro que o FIESTA, o ESCORT custava o mesmo que PASSAT e MONZA HATCH e muitas outras aberrações.
Quero ver encontrar carro com mais de 15 anos em bom estado. Só tem carniça, ainda mais estes altinhos que não precisam frear em lombadas.