[Vídeo] Boris testou o híbrido Toyota Prius

O Boris testou o modelo e conta, neste vídeo, os pontos positivos e negativos do Prius

Por Boris Feldman12/05/17 às 10h32

Este é o híbrido mais vendido do mundo, o Toyota Prius. Quase seis milhões de unidades já faturadas pela Toyota, que está importando esta novíssima geração para o Brasil – e diz que vai produzi-lo aqui.

É um híbrido e, portanto, tem dois motores, um elétrico e outro a gasolina. Pode funcionar só a combustão, só com eletricidade, ou os dois juntos, dependendo da situação.

Muitos perguntam por que o carro híbrido e o elétrico têm que ter um design tão exótico como o Prius? A resposta é simples, ele é exótico porque tem que ser aerodinâmico. Quanto mais aerodinâmico, menor o consumo, e esse é o propósito básico de qualquer carro elétrico ou híbrido como este aqui.

Por que o Prius é o carro de menor consumo de combustível no Brasil? Porque principalmente neste trânsito urbano, em que se anda, para, freia, faz curva, cada vez que o carro reduz e você freia, ele está regenerando a energia elétrica. Ou seja, está carregando a bateria.

O interessante é que o carro faz tudo isso automaticamente. Está freando, é energia para carregar a bateria de volta. Se está acelerando e há carga na bateria, ele roda de forma elétrica. Se não houver, ele liga o motor a combustão.

No painel podemos ver todas as informações do híbrido. Se ele está andando com energia elétrica, se está andando com as duas, elétrica e combustão, e mostra também se a bateria descarregou. Se você estiver em uma subida, o motor empurra o carro e joga eletricidade na bateria. No fim de uma longa decida como essa, a bateria está completamente carregada. Ou seja, o carro vai andar com o motor elétrico durante muitos quilômetros.

Se o carro estiver em uma subida intensa e eu pisar fundo no acelerador, será acionado o motor a combustão, porque ele tem 98 cv. O elétrico tem 72 cv. Porém, os dois somados – e não é a soma direta – são 123 cv.

É claro que o Prius não é um foguete, um carro esportivo com desempenho excepcional – e nem é esta a sua proposta. Ele é um sedã confortável, agradável, com baixíssimo consumo. Ele chega a 20 km/h no trânsito urbano.

Entretanto, aa estrada, a regeneração da energia elétrica é menor, porque você não anda e para tanto quanto dentro da cidade. O consumo na estrada desse carro é o contrário dos outros: ele bebe mais na estrada do que na cidade, por mais incrível que pareça.

O híbrido é uma grande ideia, tanto que a Toyota já vendeu quase seis milhões de Prius no mundo inteiro. Mesmo assim, o híbrido não deve ser visto como uma solução definitiva, ele é uma transição entre a tecnologia de combustão e a elétrica. Ele tem dois motores, o que encarece o carro, fazendo necessário haver subsídios e concessões governamentais para que ele seja competitivo no mercado.

toyota prius híbrido
(Toyota/Divulgação)

3 Comentários

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  • José Ricardo Almeida Paula 30 de agosto de 2018

    Estou na expectativa desta Rota 2030 finalizar! A toyota está trazendo surpresas boas para o nosso mercado, uma delas, é produzir o corola hibrido no Brasil, assim como, deve trazer ou produzir o recém lançado Yaris hibrido no Brasil. A honda já está preparando o seu hibrido, mas este será produzido nos EUA e sob a plataforma do Civic, o Insight, que não deu muito certo nos EUA, mas pode ser bom para nós, além do Fit, que deve sofrer esta evolução e chegar aos 35 km/l. A hyundai, também tem seu modelo rodando na Europa e também pode chegar no Brasil. Tudo depende da boa vontade dos nossos políticos!

  • paulo cesar dos santos 19 de julho de 2018

    muito boa materia, continue assim.

  • Marcelo 1 de abril de 2018

    O Hibrido é o Carro…estas foram as palavras do Diretor de Transito da Anmocar-br, Ismael Calixto, durante o Evento de Tecnologia promovido pela Instituiçao. Ele afirmou que fica muito claro que o proximo ja tera apenas um (01) Motor e a autonomia Eletrica bem maior, mas ainda insuficiente as pretençoes da Toyota. Trtar deste assunto já com o Hibrido Toyota é sem dúvidas discutir o futuro, provando ao mundo que investimento em Petróleo sempre foi e sera uma fria.

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