[Vídeo] Como eram feitas as fraudes no seguro DPVAT

O delegado da polícia federal Marcelo Freitas e o promotor do ministério público Paulo Márcio contam como cidadãos e policiais aplicavam golpes em uma das pontas do seguro obrigatório

Por AutoPapo22/03/18 às 15h09

Uma série de vídeos publicada pelo Auto Papo está revelando todos os detalhes das fraudes envolvendo o DPVAT, seguro obrigatório para veículos. O delegado da polícia federal Marcelo Freitas e do promotor do Ministério Público de Minas Gerais Paulo Márcio contam que falsas vítima de acidentes de trânsito recebiam indenizações referentes a invalidez ou a reembolso de despesas hospitalares.

As fraudes eram armadas, muitas vezes, com a participação de policiais, que emitiam boletins de ocorrência “frios”. Essa era apenas uma das pontas do esquema, que envolve também a Seguradora Líder, um consórcio formado 77 companhias de seguros responsável pelo seguro obrigatório. É ela que recebe o dinheiro e administra os pagamentos para acidentados no trânsito.

[TRANSCRIÇÃO]

MARCELO FREITAS: Na verdade, a pessoa machucava no campo de futebol, saía dali, já ia para o hospital, atendia e perguntava, o médico perguntava e falava: o que que foi? Aí, um falava: futebol. O outro: não, cala a boca, não. Caí de moto, eu tive um acidente de moto.

Gerava uma ocorrência policial, pegava o laudo médico e entrava com o pedido administrativo. Conseguia a indenização na área administrativa e, posteriormente, ainda tinha o disparate, a cara de pau, de entrar com uma ação judicial pleiteando uma indenização na justiça.

PAULO MÁRCIO: Nós tivemos um caso em Montes Claros; ele foi preso, o investigador de polícia. Não convém falar o nome dele aqui. Ele, em um ano, ele elaborou, só ele, 6.000 boletins de ocorrência falsos, vendendo cada um a R$ 50.

ANTONÉLIO: Vinte por dia!

PAULO MÁRCIO: Então, por aí você vê a quantidade de dinheiro; é uma pequena fortuna que ele conseguiu fazer, não é? Então, a estrutura dessa organização está montada dessa forma; ela começa na ponta e chega em cima.

Delegado da polícia federal Marcelo Freitas

Foto reprodução

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