Com 21 novos modelos, a VW quer ganhar terreno em mercados latinos pulverizados, como a Costa Rica, que concentra mais de 100 marcas, de maioria chinesa
A Volkswagen prepara uma ofensiva específica para a América Latina até 2028, com foco em novos produtos voltados ao perfil regional. Ao todo, são 21 novos produtos para o continente. Mas o principal destaque é o desenvolvimento de quatro modelos exclusivos para praças fora do eixo Brasil e Argentina. São opções projetadas para atender mercados com grande volume de marcas chinesas e participação pulverizada, como a Costa Rica.
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Esses futuros lançamentos, que ainda estão sob sigilo nos corredores da VW, seguirão uma estratégia clara: atender à demanda crescente por picapes, SUVs e veículos eletrificados. E, se conseguir misturar tudo, melhor ainda. A marca indica que os novos modelos terão diferentes níveis de eletrificação, como resposta à concorrência de fabricantes chinesas, que já avançaram nesses mercados.

Já no pacote, que inclui Brasil e Argentina, são 17 novos produtos, com destaque para a nova geração da Amarok, que será atualizada para manter a competitividade em mercados onde veículos de trabalho têm forte presença, como agro, mineração e pequenas empresas. Na mesma toada, surge a picape Tukan, que está em fase final de desenvolvimento e com fabricação no Brasil. O modelo terá motorização híbrida e será posicionado como alternativa mais moderna e eficiente dentro do segmento.
Além das picapes, a Volkswagen também prepara uma nova leva de SUVs adaptados às condições da América Latina. Esses utilitários devem priorizar robustez, capacidade de rodagem em terrenos irregulares e maior porte, características valorizadas em países com infraestrutura rodoviária limitada e forte influência do mercado norte-americano.
A América Latina tem uma demanda muito forte por veículos de trabalho, seja no agro, na mineração ou para pequenas empresas. E cada país tem um perfil diferente, por isso as picapes são fundamentais. Estamos trazendo novidades importantes nesse segmento. Teremos modelos com grande capacidade de carga, foco em trabalho e também uma nova geração de picapes muito mais tecnológicas e com desempenho impressionante. Esse segmento é essencial para o crescimento da marca na região”, explica o supervisor de Vendas da Volkswagen para a América Latina, Paulo Lachovitz.
Outro ponto central da estratégia é a eletrificação gradual da linha. A partir de 2026, todo novo modelo lançado na região terá ao menos uma versão eletrificada. A proposta é ampliar a oferta de modelos mais eficientes sem depender exclusivamente de carros 100% elétricos, que ainda enfrentam limitações de infraestrutura em vários países da região.
A Volkswagen também reforça que esses novos produtos serão desenvolvidos considerando as particularidades de cada mercado latino-americano. Isso inclui desde preferências por motorização até exigências por maior durabilidade e baixo custo de manutenção.
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