Câmbio Continuamente Variável: como funciona o CVT

O sistema não tem pedal de embreagem e nem conta com um número fixo de marchas

Por BORIS FELDMAN22/05/18 às 16h30

Antes presente somente em automóveis maiores e mais sofisticados, o CVT já está disponível opcionalmente até em carros compactos produzidos no Brasil. O “Continuosly Variable Transmission” é um câmbio do tipo automático, mas seu princípio de funcionamento não se assemelha nem ao automático convencional, nem ao automatizado (do tipo Dualogic da Fiat ou I-Motion da VW).

No câmbio automático ou automatizado não existe o pedal da embreagem. O motorista não passa as marchas mas elas existem e se percebe nitidamente quando a caixa está cambiando. De primeira para segunda, ou reduzindo de quarta para terceira, por exemplo.

Aí vem o CVT com outro conceito completamente diferente. O sistema também não tem o pedal de embreagem, mas não conta com um número fixo de marchas. É como se tivesse infinitas opções de marchas.

Para explicar melhor: numa subida forte quando a quarta é fraca mas a terceira é forte e o faz o motor subir muito de giro? Neste caso, o ideal seria uma “terceira e meia”, mais forte que a quarta, mais fraca que a terceira. Se você continuar o raciocínio, vai perceber que sempre se poderia ter uma marcha mais adequada naquele momento. Este é o princípio do CVT: como diz o nome, ele é continuamente variável e vai se ajustando exatamente às necessidades do carro e do motorista em cada momento. Ele vai continuamente variando a relação das marchas e por isso o motorista nem percebe esta mudança: não existe, no CVT, a tradicional mudança de ruído, do mais forte para o mais fraco ou vice-versa. São infinitas relações de câmbio, como se fossem milhares de marchas.

Boris explica como funciona o câmbio Continuamente Variável (CVT) e como ele se difere dos câmbios automáticos e automatizados.
Foto Nissan | Divulgação

Assim como no câmbio automático, existe uma alavanca para engatar “D” (Drive) ou “L” (Low, que reduz a relação), Neutro, Ré ou Parking. Algumas caixas CVT oferecem a opção de “engatar”marchas na alavanca. É um recurso que fixa o sistema em algumas posições, criando marchas virtuais e permitindo que o motorista faça a opção por alguma delas.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

1 Comentário

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  • juliano 6 de junho de 2018

    As dicas e informacoes mencionadas sao essencias aos leigos para nao ficarem refens das empresas de manutencao…

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