Choque térmico é inimigo do para-brisa e do bolso

Para-brisa que estava superaquecido por estar horas sob o sol recebe de repente um fluxo de ar muito frio e não suporta esta súbita variação térmica. Nesse caso, a trinca é inevitável.

Por BORIS FELDMAN01/05/18 às 18h15

Quando o para-brisa do carro aparece trincado, o motorista imediatamente vai atrás da marca de uma pedra que possa tê-lo atingido. Mas não encontra nenhum indício ou vestígio de alguma coisa que tenha provocado o estrago. E, muitas vezes, uma pequena marquinha ou trinca pode ter surgido bem pequena mas, enquanto o carro vai rodando, ela vai se expandindo e as vezes a trinquinha vira uma trincona de fora a fora no vidro.

Choque térmico pode trincar o para-brisa

Mas, se não tem vestígio de nada que o possa ter atingido, como explicar a trinca? Não é tão complicado assim: o carro pode ter ficado estacionado sob um sol intenso durante horas e horas a fio. Quando o motorista volta, o calor no interior está insuportável e ele liga imediatamente o ar condicionado.

Muitos nem se lembram de abrir todos os vidros para aliviar o calor interno, o que demora apenas alguns segundos. Não somente ligam o ar condicionado no máximo, como deixam parte do fluxo orientado para cima do painel, virado exatamente para o parabrisa.

Ora, o vidro que estava superaquecido por estar horas sob o sol recebe de repente um fluxo de ar muito frio e não suporta esta súbita variação térmica. A trinca é inevitável.

Dica: ao sair com um carro que esteja extremamente aquecido no interior, abrem-se as janelas enquanto se roda com ele durante alguns minutos para um resfriamento natural do habitáculo. Depois, ao fechar as janelas e ligar o ar-condicionado, lembrar de não dirigir nenhuma de suas  ventarolas diretamente para o para-brisa, evitando assim o choque térmico. Existem várias posições de regulagem que permitem dirigir o ar só para o interior do carro.

No caso de se substituir um para-brisa quebrado, cuidado com uma eventual oferta extremamente barata: é porque no passado ele era temperado e se partia em milhares de pequenos pedaços quando se quebrava. Hoje, não existe mais este risco pois, por lei, ele deve ser do tipo laminado.

Mas, tem loja que ignora a exigência legal e ainda oferece alguns daqueles antigos que ficaram obsoletos no estoque, por um preço bem camarada. E deixando o motorista sem nenhuma visibilidade quando quebram.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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