GNV vale a pena… Depende de quantos km por mês

Nesses tempos de altos preços da gasolina e do etanol, uma das alternativas mais acessíveis é o uso do Kit gás veicular. Mas, e aí, compensa?

Por BORIS FELDMAN28/06/18 às 23h30

Depois do período de falta de combustível e os altos preços da gasolina e do etanol, o GNV chamou ainda mais a atenção de muitos motoristas.

[TRANSCRIÇÃO]

Depois da tal greve dos caminhoneiros houve quase que uma corrida de motoristas atrás do equipamento de GNV, Gás Natural Veicular, para deixar o carro independente de gasolina ou etanol. E, é claro que muita gente vem me perguntar se vale a pena ou não instalar esse GNV. E a resposta é: existem pontos positivos e negativos neste equipamento.

Porém, a primeira questão é a financeira: o custo para instalar esse equipamento mais moderno, de última geração e numa boa oficina fica no entorno de cinco a seis mil reais. É verdade que o custo do quilômetro rodado com o gás fica na metade do que a gasolina ou etanol. Entretanto, o retorno do investimento para instalar o equipamento vai ser rápido, menos de um ano, para quem roda muito, como um taxista, cerca de 4, 5 mil quilômetros por mês. Mas, o motorista normal, que roda cerca de mil quilômetros mensais, vai demorar anos pra ver a cor do seu dinheiro de volta.

GNV

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

2 Comentários

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  • Fabio Sousa 29 de junho de 2018

    Voce esqueceu de comentar que um kit de gnv instalado em um carro hoje, pode ser facilmente retirado e colocado em outro veículo quando o usuário trocar de carro, desde que a geração do kit seja compatível com o sistema de injeção de combustível do novo carro a um custo bem inferior ao da instalação inicial. Ou seja, a decisão de ter 50% de economia pode perdurar por anos. Outro fator, além do ambiental é que em alguns estados como Rio e Alagoas, há desconto no IPVA de mais de 50%, ou seja, nem só a alta quilometragem mensal deve entrar na conta de viabilidade.

  • Andre luiz dos santoa 29 de junho de 2018

    De fato o teerr

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