Óleo do motor: qual o consumo aceitável?

Por BORIS FELDMAN04/05/18 às 18h20

Quantos quilômetros roda um motor de um carro até “abrir o bico”, até pedir retífica?

A resposta depende de muitos fatores: se a manutenção do motor seguiu as recomendações da fábrica, se foi sempre usado o óleo do motor correto e trocado na frequência recomendada. Se o carro foi abastecido com gasolina ou etanol adulterado, sem contar que o “peso” do pé direito do motorista também influi. Estes e outros fatores interferem decisivamente na durabilidade do motor. Outro fator que poucos imaginam é a forma de utilização do automóvel. Como assim?

Se o motor roda 100 mil quilômetros principalmente em estradas, seu desgaste é bem menor do que outro que chegou à mesma quilometragem rodando apenas cinco ou dez km pela manhã, entre a casa e o escritório do dono. Aí fica o dia inteiro desligado e faz o mesmo trajeto à noite. Como se explica o maior desgaste? Porque seu calcanhar de aquiles é justamente ao ser acionado depois de horas sem funcionar, pois o óleo escorreu todo para o cárter e custa alguns segundos a voltar para as partes superiores do motor. Então, partes moveis que se atritam umas contra as outras funcionam quase sem lubrificação, o que provoca este grande desgaste.

E o consumo deste óleo? Quanto ele pode baixar na vareta?

Não existe uma regra, mas há um consenso na indústria automobilística de ser razoável o óleo do motor baixar cerca de um litro a cada 5.000 km em um carro pouco rodado. Se sua quilometragem for elevada, perto de 100 mil km, admite-se um consumo de até um litro por mil quilômetros. Mas, se um motor novo tiver este consumo, é sinal de algum problema.

Concessionárias alegam que baixar um litro cada mil km é normal e alguns manuais chegam a mencionar este valor. Mas é conversa para boi dormir: a fábrica está é se esquivando de assumir responsabilidade. Neste caso, sugere-se que o dono do carro peça uma perícia e faça valer seus direitos judicialmente.

óleo do motor: qual é o consumo aceitável?

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

1 Comentário

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  • Wilson Munhoz 21 de maio de 2018

    Mantendo em ordem a mecânica Fazendo e substituindo o óleo dentro do prazo aceitável conforme a utilização do carro, pode contar com o motor por um bom tempo, sem a necessidade de completar, exceto se veio com algum problema de fábrica. Vlw

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