Suspensão dos radares móveis aumenta mortes em rodovias

Bolsonaro optou por suspender os radares móveis alegando a tal 'indústria da multa' nas rodovias. Qual é o balanço final dessa decisão?

Por Boris Feldman13/02/20 às 06h15

É inegável que o presidente Bolsonaro vem acertando em algumas de suas medidas. Mas é inegável que também vem errando em algumas outras. No setor dos automóveis, ele acertou com a medida para eliminar o DPVAT, da Seguradora Líder, no ano que vem. Mas errou, no ano passado, ao suspender radares móveis, argumentando ser uma indústria de multas.

De janeiro a março de 2019, a Polícia Rodoviária Federal registrou 398 mortos por mês. Com os radares desligados a média subiu para 449 mortes entre abril e outubro.

E para 596 vítimas fatais, em média, nos meses de novembro e dezembro. Falar de indústria da multa é balela, motorista que respeita a lei não é flagrado por radares móveis nenhum em estrada nenhuma do país.

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Foto Agência Brasil

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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