Executivo afirma que recursos antes destinados aos carros de passeio foram direcionados para SUVs, picapes e versões de alto desempenho
Seis anos após encerrar a produção do Fusion nos Estados Unidos, a Ford mantém a convicção de que abandonar os sedãs foi a decisão correta. A estratégia, adotada após a retirada de modelos como Fiesta, Focus e Fusion do mercado norte-americano, permitiu à fabricante concentrar investimentos em segmentos considerados mais rentáveis e alinhados à demanda dos consumidores.
Em entrevista ao Automotive News, Andrew Frick, chefe das divisões Ford Blue e Model e, afirmou que os recursos antes destinados aos carros de passeio ajudaram a viabilizar modelos como Bronco, Bronco Sport, Maverick e as versões Tremor e Raptor.
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A Maverick, por exemplo, registrou seu melhor desempenho em vendas em 2025, com pouco mais de 155 mil unidades comercializadas nos Estados Unidos. Atualmente, seu principal concorrente é a Hyundai Santa Cruz, que deverá sair de linha para dar lugar a um novo produto. Apesar do resultado expressivo no ano passado, as vendas da picape recuaram 11,7% nos cinco primeiros meses deste ano.
Embora siga defendendo a saída dos sedãs de sua linha norte-americana, a Ford não descarta voltar a atuar no segmento. Com o aumento da procura por veículos mais acessíveis e a recuperação da popularidade dos sedãs em alguns mercados, a montadora avalia expandir a família Mustang.
Entre as possibilidades estudadas está o lançamento de uma versão de quatro portas do Ford Mustang, ampliando o alcance da marca para consumidores que buscam mais praticidade sem abrir mão da identidade esportiva do modelo.
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