Marca de luxo oficial dos comunistas da China será lançada na Europa de olho na Mercedes

Fabricante das limusines de Mao Tsé-Tung planeja produzir SUVs elétricos na Espanha para contornar tarifas e acelerar expansão global

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Queridinhos dos políticos, carros da Hongqi são o que há de mais prestigiado no mercado chinês (Fotos: Hongqi | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 04/05/2026 às 10h00

A Hongqi — marca de luxo que há sete décadas é a transportadora ‘oficial’ do Partido Comunista Chinês — prepara seu movimento mais ambicioso rumo ao Ocidente. A fabricante estatal negocia com a Stellantis a produção de seus novos utilitários de luxo na unidade de Zaragoza, na Espanha. O objetivo é transformar a grife, que é símbolo máximo de prestígio político em Pequim, em uma competidora global capaz de enfrentar Audi e Mercedes-Benz em solo europeu.

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Fundada em 1958, a Hongqi (cujo nome significa “Bandeira Vermelha”) nasceu para servir exclusivamente ao alto escalão do governo, incluindo o líder Mao Tsé-Tung. Até hoje, seus modelos são presenças obrigatórias em desfiles militares e transportam chefes de Estado, como o presidente Xi Jinping. Esse status de “limusine oficial” confere à marca um prestígio que ela agora tenta converter em valor comercial, distanciando-se da imagem de carros puramente governamentais para focar em tecnologia elétrica de ponta.

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A estratégia de fabricação na Espanha utiliza uma triangulação com a Leapmotor, startup de elétricos na qual a Stellantis detém participação. A Hongqi passará a utilizar as plataformas tecnológicas da Leapmotor em seus novos modelos, como o SUV EHS5. Ao montar esses veículos em Zaragoza, a estatal chinesa contorna as pesadas tarifas de importação impostas pela União Europeia a carros fabricados na China e aproveita a estrutura logística de um dos maiores grupos automotivos do mundo.

O plano prevê a comercialização de 100 mil unidades anuais fora da China até 2030. Para a Stellantis, o acordo reforça a tese de que o grupo pode atuar como um facilitador para marcas orientais que buscam agilidade produtiva na Europa. Para a Hongqi, a parceria representa a chance de provar que o luxo que serviu aos revolucionários chineses pode, enfim, conquistar os consumidores europeus.

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1 Comentário
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Marcelo 4 de maio de 2026

Marca luxo só no papel. Os relatos de baixa qualidade e falhas de projetos pipocam o tempo todo na internet.

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